O mercado de medicamentos para emagrecimento no Brasil vive um momento de progresso. Com a entrada da primeira semaglutida 100% nacional, a Ozivy, da EMS, a expectativa é de que as vendas das canetas emagrecedoras brasileiras superem em até o dobro o volume das marcas concorrentes internacionais.
A projeção foi feita pelo empresário Jonas Marques, CEO da rede de farmácias Pague Menos. Na projeção, o CEO se baseia no impacto imediato da redução de preços, que já dobrou a base de consumidores nas principais redes de farmácias do país.
Maior acessibilidade
A afirmação de que as vendas podem dobrar em relação aos concorrentes se refere a uma expansão agressiva do mercado brasileiro. De acordo com Marques, dados internos das últimas dez semanas comprovam a elasticidade da demanda: quando o preço de uma caneta cai cerca de 50%, o número de compradores mais do que dobra.
O principal dado dessa projeção é que 84% dos compradores que entraram no mercado após a queda de preços eram novos usuários, pessoas que antes não tinham acesso ao tratamento devido ao custo proibitivo das marcas importadas.
“Quando você fala em um custo de cerca de R$ 10 por dia nos primeiros meses, você traz uma outra camada da população para dentro do tratamento. A classe média brasileira passa a ter uma oportunidade real”, afirmou Marques.
Estratégia da EMS
A EMS posicionou sua nova caneta, a Ozivy, com uma estratégia de preços desenhada para maximizar o volume de vendas e capturar essa demanda reprimida. Um dos destaques foi o “preço de ataque”: o produto foi lançado a partir de R$ 452, com promoções que reduzem o custo mensal inicial para R$ 287.
Em comparação a marcas internacionais, esse valor representa uma redução de até 70% em relação aos preços praticados anteriormente pelas marcas de referência, como o Ozempic e o Wegovy, da Novo Nordisk, que frequentemente ultrapassavam R$ 1.000.
Devido à maior acessibilidade do medicamento brasileiro, a EMS projeta faturar mais de R$ 500 milhões apenas no primeiro ano de comercialização da Ozivy, com início das vendas em 15 de junho.
Marcos Sanchez, vice-presidente da EMS, destaca que a prioridade não é apenas competir com a multinacional dinamarquesa, mas combater o mercado informal, que hoje representa mais da metade do consumo de semaglutida no país.




