A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas parte do setor hoteleiro dos Estados Unidos já enfrenta um problema inesperado.
Hotéis localizados em cidades que receberão jogos do torneio registram índices de ocupação abaixo do esperado, cenário que empresários do setor associam à queda no número de turistas estrangeiros e às políticas migratórias mais rígidas adotadas pelo governo de Donald Trump.
A expectativa inicial era de que o mundial impulsionasse as reservas com meses de antecedência, principalmente em cidades como Nova York, Miami, Los Angeles, Dallas e Atlanta. No entanto, a procura internacional não acompanha as projeções feitas para o evento.
Segundo dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o número de visitantes estrangeiros que entraram no país caiu 14,1% em abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. Entre os brasileiros, a redução foi de 8,1%.
De acordo com a U.S. Travel Association, entidade que representa a indústria do turismo americana, a diminuição do fluxo internacional preocupa empresas ligadas aos setores de hospedagem, transporte e entretenimento justamente às vésperas da Copa do Mundo.
Política de vistos gera preocupação
Representantes do setor turístico afirmam que as dificuldades para obtenção de vistos e o endurecimento das regras migratórias têm influenciado o planejamento de viagens de torcedores estrangeiros.
Segundo a U.S. Travel Association, os Estados Unidos enfrentam atualmente desafios para atender à demanda internacional em grandes eventos, principalmente devido aos prazos de emissão de vistos em determinados países.
A preocupação aumentou nos últimos meses após o governo americano adotar medidas mais rigorosas de controle migratório.
Hotéis esperavam demanda maior
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história da competição. Segundo a Fifa, o torneio contará com 48 seleções, 104 partidas e deve atrair milhões de torcedores aos Estados Unidos, Canadá e México.
De acordo com empresários ouvidos por veículos especializados do setor, parte das reservas internacionais continua abaixo do esperado para um evento dessa dimensão.
Enquanto isso, hotéis, companhias aéreas e operadores turísticos acompanham os próximos meses como decisivos para medir o impacto das políticas migratórias sobre a chegada de visitantes estrangeiros.




