A dois dias do início da Copa do Mundo de 2026, Michel Platini voltou a colocar a cúpula da Fifa no centro de uma disputa judicial.
O ex-presidente da Uefa entrou com ações criminais e civis na França contra o atual presidente da entidade, Gianni Infantino, além de outros ex-dirigentes ligados ao caso que encerrou sua trajetória rumo ao comando do futebol mundial.
Segundo a defesa de Platini, o processo busca responsabilizar pessoas que teriam participado de uma articulação para afastá-lo da corrida pela presidência da Fifa em meio à crise que atingiu a entidade em 2015.
O ex-dirigente francês também pede indenização pelos prejuízos que afirma ter sofrido após perder a oportunidade de disputar a eleição que acabou levando Infantino ao cargo máximo do futebol mundial.
Platini era favorito para assumir a Fifa
Quando tudo aconteceu, Platini era considerado o principal candidato para suceder Joseph Blatter após o escândalo de corrupção que abalou a entidade.
Entretanto uma investigação sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito por Blatter ao francês resultou no afastamento dos dois dirigentes das atividades ligadas ao futebol.
A decisão retirou Platini da disputa eleitoral e abriu caminho para a eleição de Gianni Infantino em 2016, mas anos depois, tribunais suíços absolveram Platini e Blatter das acusações de fraude relacionadas ao caso.
O ex-presidente da Uefa decidiu retomar a disputa nos tribunais e buscar esclarecimentos sobre os bastidores que levaram à sua exclusão do processo eleitoral daquela época.
Ações citam outros ex-dirigentes
Além de Gianni Infantino, as ações também citam o ex-diretor jurídico da Fifa, Marco Villiger, e o ex-presidente do Comitê de Auditoria e Conformidade da entidade, Domenico Scala.
Segundo a defesa de Platini, os três tiveram participação em decisões que contribuíram para inviabilizar sua candidatura ao comando da Fifa após a abertura das investigações que o afastaram do futebol.
Segundo os advogados de Platini, a ação pretende apurar se houve coordenação entre dirigentes da entidade e pessoas ligadas às investigações que atingiram sua candidatura.
A defesa sustenta que a sequência de acontecimentos comprometeu sua reputação e encerrou de forma definitiva suas chances de assumir o comando da organização.




