A Copa do Mundo de 2026 vai reunir 48 seleções em três países, mas as novidades não ficam só no campo. A FIFA garantiu que essa edição será a mais tecnológica da história do torneio, com ferramentas de inteligência artificial, sistemas aprimorados de arbitragem e até modelos digitais em 3D dos jogadores.
Uma das principais apostas é a nova geração da tecnologia de impedimento semiautomático. O sistema vai operar com 15 câmeras instaladas em cada estádio e com dados captados pela “bola inteligente” da Adidas, equipada com sensores capazes de registrar informações 500 vezes por segundo.
O objetivo do investimento na tecnologia da bola é tornar as marcações mais rápidas e mais precisas, reduzindo as polêmicas que marcaram edições anteriores. A lógica é que a própria bola auxilie na captação de dados da partida, ajudando tanto nas estatísticas quanto na aplicação das regras.
Jogadores “digitais”
Outra novidade é a criação de versões digitais em 3D dos 1.248 atletas que participarão do Mundial. A tecnologia vai permitir recriar lances e partidas inteiras com alto grau de realismo. Além de ajudar na análise de decisões polêmicas, o recurso também vai facilitar a compreensão do público sobre lances que costumam gerar debate.
Para as seleções, a FIFA desenvolveu o “Football AI Pro”, plataforma baseada em inteligência artificial que vai fornecer análises táticas, estatísticas e relatórios para todas as equipes participantes. Segundo a entidade, a iniciativa busca reduzir a diferença tecnológica entre federações com mais e menos recursos.
Transmissões com foco em imersão
Quem assistir ao torneio pela televisão também vai notar diferenças. As transmissões vão contar com uma versão aprimorada da câmera acoplada aos árbitros e com replays tridimensionais que permitem visualizar os lances de diferentes ângulos. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a entidade quer garantir que a inovação beneficie todos.
A Copa de 2026, sediada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, começa no dia 11 de junho.




