A camisa número 10 utilizada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958 será leiloada pela casa Sotheby’s em Nova York, com lance inicial estimado em mais de US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões). O leilão online ocorrerá entre 29 de junho e 16 de julho de 2026, coincidindo com a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
A peça, vestida pelo Rei do Futebol aos 17 anos na vitória de 5 a 2 sobre a Suécia, é considerada uma das relíquias mais emblemáticas da história do esporte e pode se tornar o item ligado a Pelé mais valioso já negociado.
O leilão faz parte do evento “The Beautiful Game”, que também incluirá outros itens históricos, como a braçadeira de Maradona e peças de Lionel Messi.
A camisa já salvou um museu em Alagoas
A história da peça passa pelo estado de Alagoas. Após a conquista do título mundial em 29 de junho de 1958, Pelé presenteou a camisa ao seu companheiro de seleção, Edvaldo Alves Santa Rosa, o Dida, que era reserva na equipe.
A família de Dida manteve a relíquia em Maceió por décadas. Em 1993, a camisa foi doada ao Museu dos Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa, inaugurado no Estádio Rei Pelé, onde ficou em exposição até 2003, atraindo turistas e visitantes.
Em 2004, enfrentando uma crise financeira grave com risco de perder o acervo, o museu decidiu leiloar a camisa pela casa Christie’s. Na ocasião, a peça foi arrematada por 59 mil libras (cerca de US$ 105,6 mil na época), gerando aproximadamente R$ 52 mil líquidos para a instituição após taxas.
O comprador atual, que adquiriu a peça naquele leilão e não teve a identidade divulgada, é quem está promovendo a nova venda através da Sotheby’s. Marcela Acioli, neta do antigo diretor do museu, confirmou que a instituição não receberá nenhum valor com este novo leilão.
Autenticidade atestada
A autenticidade da camisa foi atestada por quatro membros da seleção campeã de 1958: o próprio Dida, Nilton Santos, Orlando Peçanha e Mário Zagallo, todos os quais visitaram o museu em Alagoas e autenticaram a peça pessoalmente.
A Sotheby’s informou que a camisa não é exibida ao público há mais de duas décadas e ficará em exposição na nova sede da casa de leilões em Manhattan, no Breuer Building, a partir de 1º de julho.
Com a estimativa de US$ 6 milhões, a camisa busca se aproximar do recorde mundial de camisa de futebol mais cara da história, atualmente detido pela peça usada por Diego Maradona no jogo contra a Inglaterra na Copa de 1986, vendida por US$ 9,28 milhões em 2022.





