Três astronautas chineses retornaram à Terra após 210 dias na estação espacial Tiangong. A missão estabeleceu o maior período de permanência em órbita para uma tripulação chinesa.
Zhang Lu, Wu Fei e Zhang Hongzhang pousaram em 29 de maio, no campo de pouso de Dongfeng. Segundo o Escritório de Engenharia Espacial Tripulada da China, os três estavam em boas condições de saúde.
A tripulação viajou de volta na nave Shenzhou-22, e não na Shenzhou-21, usada na ida. A troca ocorreu após ajustes no programa espacial chinês, envolvendo uma missão emergencial.

Missão teve retorno diferente
O grupo chegou à estação espacial chinesa em 1º de novembro de 2025. Desde então, os astronautas realizaram experimentos, atividades de manutenção e operações ligadas à rotina da Tiangong.
Durante a permanência em órbita, a tripulação também fez três atividades extraveiculares. Além disso, instalou dispositivos de proteção contra detritos espaciais e realizou inspeções externas na estação.
O retorno pela Shenzhou-22 marcou um episódio incomum no programa chinês. A nave foi lançada sem tripulação em novembro de 2025, como parte da primeira missão emergencial do projeto tripulado chinês.
Segundo o órgão espacial chinês, a missão também envolveu a substituição de uma cápsula afetada por detritos espaciais. Com isso, a Shenzhou-22 passou a servir como veículo de retorno para a tripulação.

China amplia presença no espaço
A missão reforça a estratégia chinesa de manter presença constante em órbita. A estação Tiangong funciona como base para pesquisas em microgravidade, medicina espacial, materiais e tecnologia.
Além disso, o período de 210 dias ajuda o país a testar limites de permanência humana no espaço. Esses dados podem contribuir para missões mais longas nos próximos anos.
Zhang Lu também ampliou sua marca pessoal. Após a terceira saída espacial da missão, ele chegou a sete atividades extraveiculares, recorde individual entre astronautas chineses.




