A empresa brasileira Meta mudou de nome e passou a se apresentar como Insi após uma disputa com a Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.
A companhia gaúcha agora tenta acelerar a expansão internacional e mira um faturamento de R$1 bilhão até 2027.
A mudança encerra uma fase de conflito pelo uso da marca Meta no Brasil. A empresa brasileira já atuava com esse nome antes da troca global feita pelo grupo de Mark Zuckerberg, que rebatizou o Facebook como Meta Platforms em 2021.
Em sua página institucional, a Insi se apresenta como consultoria de evolução digital, com atuação em transformação tecnológica, inteligência artificial e modernização de negócios.
Além disso, informa ter mais de 2.700 colaboradores, presença em 27 países e mais de 200 clientes.
Disputa começou após mudança global
O conflito ganhou força depois que a big tech norte-americana adotou o nome Meta para marcar sua aposta no metaverso. No Brasil, porém, a marca já era usada pela empresa de tecnologia fundada no Rio Grande do Sul.
Em 2024, o caso chegou à Justiça de São Paulo. A empresa brasileira acionou a Meta Platforms e alegou confusão entre as marcas no mercado nacional.
Agora, com a nova identidade, a antiga Meta brasileira tenta deixar a disputa para trás. O nome Insi passa a concentrar a operação e a estratégia de expansão da companhia.
A decisão também acompanha uma fase de crescimento. Segundo informações divulgadas pela empresa em entrevista à Exame, a companhia fechou 2025 com faturamento de R$ 540 milhões.
Expansão mira tecnologia e IA
A projeção para 2026 é chegar a R$ 712 milhões em receita. Já para 2027, a meta anunciada é alcançar R$ 1 bilhão, combinando crescimento orgânico, aquisições e novos mercados.
Hoje, parte do faturamento já vem de contratos internacionais, enquanto a companhia olha para mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia.
A Insi afirma atuar com diagnóstico, estratégia e execução de projetos digitais para empresas que buscam mais eficiência e competitividade.
Além disso, a nova marca tenta resolver um problema comercial. Com uma identidade diferente da big tech de Zuckerberg, a companhia brasileira reduz riscos de confusão com Facebook, Instagram e WhatsApp. A mudança, portanto, não representa apenas troca de nome.





