Comprar uma edição especial do álbum da Copa do Mundo e descobrir que ele veio com páginas faltando. Foi isso que aconteceu com uma consumidora de Santa Catarina, e o vídeo que ela fez sobre o caso acumulou mais de 1,1 milhão de visualizações no TikTok.
Thays Réus, moradora de Içara, postou o relato no dia 17 de maio. Ela havia adquirido um kit premium da Panini Brasil com um álbum de capa dourada, outro de capa prateada e 100 pacotes de figurinhas. O problema apareceu enquanto ela colava os adesivos com os filhos.
Defeito descoberto na página 60
Ao chegar na parte dedicada ao Egito, o álbum pulava direto para a página 63. Ela parou de colar, foi verificar o restante e encontrou mais uma lacuna: as páginas 79 e 80 também não estavam lá.
Ao buscar uma solução na loja, foi informada de que a troca precisaria ser dos dois álbuns juntos. O problema é que ela já havia colado metade das figurinhas em um deles.
A Panini comentou no próprio vídeo, pediu desculpas e solicitou contato com o SAC. Dias depois, entrou em contato diretamente com Thays e propôs trocar apenas o álbum com defeito, acrescentando 200 figurinhas como compensação.
Apesar da proposta “tentadora”, a mulher recusou. Segundo ela, as figurinhas viriam com muitas repetidas, enquanto as que ela havia colado eram todas diferentes. No fim, optou pela troca. A decisão foi tomada pensando nos filhos, que queriam seguir montando a coleção.
Defeito = raridade?
Nos comentários, a sugestão que mais apareceu foi a de guardar o álbum. A lógica por trás do conselho é que erros de fabricação podem transformar itens comuns em peças raras e, por isso, mais valiosas.
Um dos exemplos mais citados é o selo americano “Inverted Jenny“, de 1918, impresso com o avião de cabeça para baixo. Algumas cópias chegaram a ser vendidas por mais de US$ 1 milhão. No universo dos cards, versões do Pokémon Charizard com falhas de impressão já alcançaram valores expressivos em leilões internacionais.
A plataforma Invaluable, especializada em leilões de itens colecionáveis, aponta que a raridade é o principal fator de valorização nesses casos. Quanto menor o número de exemplares com o mesmo defeito, maior tende a ser o interesse do mercado. A revista Sports Illustrated reforça que escassez e demanda caminham juntas para determinar se um item com erro de fato se valoriza.
No caso do álbum da Copa, no entanto, não há como prever, mas colecionadores já lançaram a ideia para a internauta.




