A tecnologia usada em gramados de estádios da Copa do Mundo de 2026 chegou ao mercado brasileiro por meio da Itograss.
A empresa informou que passou a cultivar comercialmente a variedade NorthBridge Bermudagrass, usada em arenas esportivas dos Estados Unidos e do México.
Segundo a Itograss, essa é a primeira vez que a variedade passa a ser comercializada na América do Sul. A empresa brasileira afirma que a grama integra o padrão adotado em estádios da Copa do Mundo FIFA 2026 e da liga norte-americana de futebol americano.
A novidade aproxima o agronegócio brasileiro de um dos eventos esportivos mais vistos do planeta. Além disso, mostra como a preparação de um estádio começa muito antes da bola rolar.
Produção começa no campo
A NorthBridge Bermudagrass pertence ao grupo das bermudas híbridas. Esse tipo de grama costuma ser escolhido para campos esportivos por resistir ao pisoteio intenso e permitir cortes baixos.
No caso da Itograss, o cultivo comercial permite que clubes, estádios e centros de treinamento do Brasil acessem a mesma variedade usada em arenas internacionais. Portanto, o impacto não fica restrito à Copa.
A empresa cita o Estádio Akron, em Guadalajara, no México, como exemplo de modernização. Segundo a Itograss, a reforma para o Mundial incluiu a substituição completa do gramado pela NorthBridge Bermudagrass.

Padrão para grandes arenas
O gramado de um estádio precisa suportar jogos, treinos, variações climáticas e manutenção constante. Por isso, a escolha da variedade influencia a velocidade da bola, a segurança dos atletas e a aparência do campo.
Além disso, arenas modernas exigem padronização. Em eventos como a Copa, a grama entra no pacote de infraestrutura ao lado de iluminação, drenagem, irrigação e tecnologia.
A presença de uma fazenda brasileira nesse processo reforça a ligação entre esporte e produção rural. Embora o torcedor veja apenas o campo pronto, a grama nasce em áreas de cultivo especializado.





