Na noite desta quinta-feira (28), o foguete New Glenn, desenvolvido pela Blue Origin, explodiu enquanto estava ancorado na plataforma de lançamento. O incidente ocorreu por volta das 21h no Cabo Canaveral, na Flórida, durante um procedimento conhecido como “teste de ignição estática”, no qual os motores são acionados sem que o veículo deixe o solo.
A empresa confirmou imediatamente o ocorrido, classificando o incidente como uma “anomalia” em comunicado oficial. Apesar da destruição do foguete, a Blue Origin garantiu que todos os funcionários foram localizados e estão em segurança, não havendo relatos de feridos.
Imagens divulgadas do incidente mostram o veículo sendo envolto por uma bola de fogo e uma coluna intensa de fumaça pouco após o acionamento dos motores.
Declarações oficiais e reações
O fundador da Blue Origin, Jeff Bezos, se manifestou rapidamente em um comunicado publicado no X (antigo Twitter), reconhecendo a gravidade do momento. Bezos afirmou que ainda é “cedo demais para saber a causa raiz” do incidente, mas enfatizou o compromisso da empresa com a continuidade do programa espacial.
“Foi um dia muito difícil, mas vamos reconstruir o que for necessário e voltar a voar. Vale a pena”, declarou o bilionário.
A NASA também se pronunciou sobre o acidente. O administrador da agência, Jared Isaacman, informou que a NASA colaborará com a Blue Origin para apoiar a investigação completa da anomalia. Isaacman destacou que “a exploração espacial é implacável e o desenvolvimento de nova capacidade de lançamento pesado é extraordinariamente difícil”.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA esclareceu que o teste não fazia parte das atividades licenciadas pelo órgão e confirmou que não houve impacto no tráfego aéreo ou ameaça ao público nas proximidades.
Como o acidente aconteceu exatamente?
O acidente aconteceu durante o chamado “teste de ignição estática”, que também é conhecido como static fire ou hotfire. Esse teste consiste em acionar os motores do foguete New Glenn à plena potência enquanto ele permanece fixo na plataforma de lançamento.
De acordo com especialistas, esse procedimento é a etapa final de verificação antes do lançamento de um foguete.
O teste tem como objetivo principal confirmar o desempenho dos sete motores BE-4 do primeiro estágio e garantir que todos os sistemas do foguete e da infraestrutura de solo funcionem corretamente sob condições reais de operação.
Além disso, o teste também é um pré-requisito para a missão NG-4, planejada para ocorrer em 4 de junho de 2026. Esta missão teria como objetivo lançar os primeiros 48 satélites da constelação Amazon Leo, o projeto de internet via satélite da Amazon para competir com a Starlink.





