Dormir menos de cinco horas por noite pode aumentar o risco de demência. Em estudo com cerca de 2,6 mil adultos com 65 anos ou mais, a Harvard Health Publishing afirmou que pessoas que dormiam menos de cinco horas tinham quase o dobro do risco de receber diagnóstico de demência em cinco anos, na comparação com quem dormia de sete a nove horas.
O alerta não é só sobre cansaço
A própria Harvard diz que a falta de sono vem sendo associada a maior risco de demência, e aponta que o sono tem papel importante na “limpeza” do cérebro, inclusive na remoção de substâncias como o beta-amiloide, proteína ligada ao Alzheimer.

Foto: Divino Advíncula/Pref. Belo Horizonte
Fonte: Agência Senado
Harvard não fala em certeza absoluta
O ponto importante é que essa ligação é tratada como associação, não como prova de causa direta.
O National Institutes of Health (NIH) também resume a evidência desse jeito: dormir pouco na meia-idade foi ligado a risco maior de demência no futuro, mas os pesquisadores dizem que ainda é preciso entender melhor a relação e os mecanismos envolvidos.
O que pode acontecer com o cérebro
Segundo Harvard, o problema do sono insuficiente pode afetar a memória, atenção, raciocínio e saúde cerebral no longo prazo.
O NIH reforça que a privação crônica de sono pode se somar a outros fatores de risco e aumentar a chance de declínio cognitivo ao longo dos anos.




