DivulgaçãoReed: "O socialismo corrói a produtividade, a eficiência e a moralidade"

O socialismo e o dinheiro dos outros

Crítico feroz da esquerda, o economista americano Lawrence W. Reed esmiúça o fracasso do ditador Maduro e aposta no sucesso do governo de Jair Bolsonaro
15.02.19

Com formação em economia, história, administração pública e direito, o americano Lawrence W. Reed é um paladino da liberdade. Presidente da Fundação para Educação Econômica, ele percorre o planeta dando palestras em que defende o capitalismo, o liberalismo e ataca sem piedade o comunismo e o socialismo. Para Reed, não há qualquer hipótese de o socialismo dar certo. Em entrevista para Crusoé, ele até mesmo chegou a adaptar uma frase da primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher (1925-2013), segundo a qual o socialismo chega ao fim quando acaba o dinheiro dos outros. Para o economista, também é preciso ficar atento à velocidade do processo: “O tempo que os socialistas levam para destruir uma economia depende da rapidez com que implementam o socialismo”. É o que ele próprio chamou de “Lei de Reed”.

Em janeiro deste ano, Reed lançou no Brasil o livro “Desculpe-me, socialista”, pela Faro Editorial. Organizada por Reed, a obra traz textos dele e de outros especialistas com o objetivo de desmascarar “as cinquenta mentiras mais contadas pela esquerda”, como diz o subtítulo. Reed já escreveu colunas para diversos jornais americanos, como o Wall Street Journal e o USA Today. Também publicou oito livros, entre eles um sobre os mitos da Grande Depressão americana. Antes de se tornar palestrante, ele foi jornalista e conheceu 81 países. Segue a entrevista na íntegra.

Por que o regime do ditador Nicolás Maduro fracassou?
O governo de Maduro, sendo socialista, sempre esteve moral e intelectualmente falido. Normalmente, demora um pouco para os regimes socialistas se arruinarem financeiramente e destruírem os países que eles administram, mas Hugo Chávez e Maduro conseguiram fazê-lo em um tempo quase recorde. Em menos de vinte anos, eles tomaram o poder de uma das nações mais ricas da América Latina e a transformaram em uma das mais pobres. Eles provaram aquilo que Margaret Thatcher disse uma vez, de que o socialismo parece funcionar “até que você acabe com o dinheiro dos outros”.

O senhor chegou a adaptar essa “lei”, não?
Exato. E pode chamar de Lei de Reed, se quiser: o tempo que os socialistas levam para destruir uma economia depende da rapidez com que implementam o socialismo. Eu já falei sobre essa regra em muitas palestras, mas é a primeira vez que a batizo com meu nome. Se um paciente bebe um veneno lentamente, ele pode viver por décadas. Mas, se tomar de uma mangueira de incêndio, a morte será mais rápida. De qualquer forma, estamos falando de um veneno. Por isso, digo que, nos países em que um socialismo parcial parece funcionar, é apenas porque o capitalismo que eles ainda não destruíram ainda é capaz de mantê-los vivos. Um dos maiores economistas de todos, Ludwig von Mises, disse algo muito parecido e mais profundo: “Um homem que escolhe entre beber um copo de leite e uma solução de cianeto de potássio não escolhe entre duas bebidas. Ele escolhe entre a vida e a morte. Uma sociedade que escolhe entre capitalismo e socialismo não escolhe entre dois sistemas sociais. Escolhe entre a cooperação social e a desintegração da sociedade”.

Quais seriam os objetivos do socialismo?
São três. O primeiro é a redistribuição forçada da riqueza. O segundo é a propriedade estatal dos meios de produção. O terceiro é a concentração de poder para planejar e comandar a economia. Nenhuma dessas coisas é produtiva, eficiente ou moral, e todas exigem coerção. Assim, desde o início, o socialismo corrói a produtividade, a eficiência e a moralidade. Quanto mais socialismo você tiver, mais rapidamente você mandará seu país pela descarga da privada.

O que aconteceu com a capacidade produtiva da Venezuela?
Eles acabaram com o empreendedorismo, com a criação de riqueza e com a propriedade privada. O socialismo não é nada mais do que um esquema para roubar e distribuir, que termina por destruir a produção. Ele está baseado no ódio, na raiva, na inveja e na vitimologia — uma mistura maligna que nunca acaba bem. Os governos de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro confiscaram propriedades e depois encarregaram burocratas e generais para cuidar delas. Eles impuseram todos os tipos de controles idiotas – congelamento de preços, de aluguéis, limites para exportações e importações. Nenhum deles funcionou nos últimos 5 mil anos. Então, eles imprimiram papel-moeda até que o dinheiro não valesse mais nada. Por que qualquer pessoa razoável esperaria algo diferente da falência tomando uma bebida tão tóxica?

Mas, então, como Maduro ainda continua no poder?
Ele tem muitas armas e balas – quase todas elas, na verdade. Tem a força bruta. Como o socialismo concentra e monopoliza o poder, as pessoas comuns são impotentes até que possam encontrar a coragem em massa para se erguerem e se libertarem. Maduro usa fundos públicos para comprar os altos mandos militares. Eles sabem que, se o regime for removido, terão de responder por seus crimes. Maduro também exerce um controle considerável sobre quem recebe comida e quem não recebe.

Como o sr. enxerga a atuação dos opositores da ditadura? Eles teriam capacidade para derrubar o ditador rapidamente?
A oposição anteriormente esteve dividida, desorganizada e desmoralizada. Isso está mudando agora, e eu imagino que Maduro irá embora em breve. Lembro-me de quando estive na Polônia, em novembro de 1989, celebrando o fim do comunismo na Europa Oriental. Durante um jantar em Varsóvia, chegou a notícia de que a ‘Revolução de Veludo’ estava em andamento na então Tchecoslováquia. Então, eu perguntei a um amigo polonês: “Quando você acha que a ditadura de Ceaucescu na Romênia cairá?”. Ele balançou a cabeça e disse: “Vai levar muito tempo porque seu aparato de segurança é muito poderoso”. Como se viu, Ceaucescu foi embora no mês seguinte. Nunca subestime o poder das pessoas que perderam a paciência e que estão determinadas a se libertar.

DivulgaçãoDivulgação“Nunca se deve esperar que governos ensinem liberdade ou caráter”
Que lições o governo de Maduro pode dar para a América Latina?
As lições da tragédia do socialismo na Venezuela são enormes e numerosas. Elas se aplicam para todos os países, não apenas para a América Latina. Em primeiro lugar, não compre aquilo que o economista ganhador do Prêmio Nobel, Friedrich Hayek chamou de “arrogância fatal”. É a ideia de que uma elite pode planejar a sociedade, que pode empurrar pessoas como peões em um tabuleiro de xadrez e criar uma utopia terrena. Quando adultos combinam essa fantasia arrogante e infantil com armas e poder político, o resultado é sempre violento e regressivo. Sempre. O poder atrai os corruptos e os corrompe ainda mais. Uma segunda lição é a seguinte: o governo não tem nada para dar a ninguém, exceto aquilo que ele primeiro tomou de alguém, e um governo grande o suficiente para dar tudo o que você quer é grande o suficiente para tirar tudo que você tem. O governo é essencialmente redistributivo, não criativo. Quando isso mantém a paz, é uma coisa boa. Quando o estado decide ser sua babá, seu médico, seu professor, sua mídia, seu posto de gasolina e seu restaurante, isso só perturba a paz. Uma terceira lição é dirigida especialmente para todas as pessoas em todos os lugares que têm a ambição de administrar a vida dos outros: seus dias estão contados. Se você vive pela espada, as chances são boas de que você também morrerá por ela. Você responderá, cedo ou mais tarde, por sua estupidez e arrogância. Será lembrado algum dia como um lixo sem consciência. Então, é melhor repensar suas premissas e encontrar outra linha de trabalho.

Como a tragédia na Venezuela pode influenciar partidos na América Latina?
Pode-se esperar que, da experiência da Venezuela, os partidos de esquerda aprendam a parar de adorar o estado. Talvez eles aprendam economia básica. Mais importante, podemos esperar que eles entendam que a pilhagem legalizada e a compra de votos com o dinheiro de outras pessoas é um beco sem saída. No mínimo, talvez os partidos de esquerda da região aprendam a confiar menos nas boas intenções da política e mais nos resultados reais delas.

Por que os russos estão apoiando Maduro? Isso tem algo a ver com ideologia e o fim da União Soviética?
O governo russo provavelmente sente muita nostalgia pelos velhos tempos em que o país era um ator muito maior no cenário mundial. De minha parte, gostaria que isso fosse superado e que o governo russo se concentrasse nos assuntos de seu próprio país. Claro, esse é o conselho que eu daria a qualquer governo, incluindo o de Washington. Na medida em que os regimes de Chávez e Maduro difamaram os Estados Unidos e seus aliados, eles procuraram ter relações mais estreitas com governos comunistas e ex-comunistas. Fizeram acordos com a Rússia e a China. É por isso que os russos e os chineses têm participações na Venezuela. Eles estão todos juntos em uma rede de negócios que inclui petróleo, dívidas e outras coisas.

Ao final, o sr. acha que a ditadura de Maduro cairá sozinha ou será necessária alguma intervenção externa?
Provavelmente, o regime cairá por conta própria, cedo ou tarde, por causa dos defeitos inerentes do socialismo, embora isso possa levar a um enorme derramamento de sangue. Mas estou esperando que o povo da Venezuela, com o apoio da comunidade internacional, o empurre para a beira do penhasco em questão de semanas. Poucas coisas me agradariam mais do que ver Maduro e seus companheiros criminosos na Justiça. O melhor cenário é que tudo aconteça dentro do país. Se os países vizinhos da região quiserem intervir, isso caberá a eles. Temo, no entanto, que uma intervenção militar dos Estados Unidos acabe se tornando um tiro pela culatra e dê a Maduro alguma legitimidade que ele não merece.

Como o sr. avalia a presidência de Donald Trump?
É uma mistura de coisas boas e ruins. Do lado bom, ele conseguiu desregulamentar e reduzir impostos consideravelmente. As nomeações judiciais têm sido em grande parte muito boas porque os homens e mulheres escolhidos são pessoas sérias. Eles não veem a Constituição como um brinquedo que possa ser deixado de lado quando se quer aumentar o governo. Do lado ruim, o gasto imprudente da administração anterior continua, e está acumulando uma montanha de dívida. Até agora, não houve foco em consertar o problema fiscal de longo prazo dos gastos dos direitos insustentáveis do estado de bem-estar social. Os déficits orçamentários, apesar do forte crescimento econômico, estão aumentando. Essas são tendências terríveis que nem o partido republicano nem o democrata, parecem dispostos a abordar. Teremos uma crise no futuro se não isso não for tratado.

DivulgaçãoDivulgação“Lições da tragédia na Venezuela se aplicam para todos os países”
Como o sr. vê a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China?
É algo que não está ajudando. Se isso acabar fazendo com que todos reduzam suas tarifas, vou aplaudir. Mas, por enquanto, essa disputa está gerando enormes custos e deslocamentos, consequências que historicamente as guerras comerciais sempre trazem.

O estilo de Trump o incomoda?
Eu preferiria que ele fosse mais articulado e possuísse uma pequena porção da graça, do temperamento e da simpatia de um Ronald Reagan. Por causa de sua personalidade abrasiva e excessivamente sensível, ele atira no próprio pé mesmo quando está certo. Apesar disso, penso que qualquer coisa que acontecer nos próximos dois anos ainda assim será algo muito melhor do que o que provavelmente teríamos com a democrata Hillary Clinton.

Os britânicos tomaram a decisão certa ao votar por sair da União Europeia?
Dada a burocracia massiva e intrusiva e o aparato regulatório que a UE construiu, não creio que os britânicos tivessem outra opção senão partir. Margaret Thatcher estava certa sobre para onde a UE provavelmente iria se tivesse a chance: na direção de centralizar o poder em um estado supergigantesco. Melhor sair agora do que ser arrastado ainda mais para aquele pântano. Se a UE tivesse se concentrado desde o início em ser uma verdadeira zona de livre comércio, sem a centralização, teria sido uma ótima ideia.

A primeira-ministra Theresa May conseguirá concretizar a vontade dos seus cidadãos, expressa no plebiscito?
O problema é realmente como sair. O chamado “Brexit duro”, que seria sair sem nenhum acordo com a UE, é uma possibilidade real no final de março. Mas sou daqueles que acreditam que o perigo de um Brexit duro está sendo exagerado, e que a Grã-Bretanha passaria por essa mudança em boa forma e ficaria feliz por isso. Muito dependerá, entretanto, da capacidade da Grã-Bretanha em negociar acordos de livre-comércio por conta própria. Acho que os Estados Unidos deveriam agir rapidamente para adotar o livre-comércio com os ingleses e oferecer o mesmo para o resto da Europa. Isso, claro, se os europeus do continente desistirem de suas tentativas de punir os ingleses.

Qual é o seu prognóstico de longo prazo para a União Europeia?
Receio que o projeto europeu seja demasiado ambicioso, demasiado controlador e corrupto para prevalecer. A Grã-Bretanha não é o único país descontente com isso. A UE está se desgastando em todas as suas margens, principalmente porque tentou fazer muito às custas da liberdade e da soberania nacional.

O sr. tem alguma opinião sobre o governo de Jair Bolsonaro?
Estou muito otimista. Ele enfrenta enormes desafios que decorrem de tantos anos de corrupção profunda e do governo de um único partido por muito tempo. Sua direção geral é aquela de que o Brasil precisa desesperadamente: melhorar o clima de negócios, diminuir o tamanho do governo, extirpar o capitalismo de camaradagem e combater o socialismo em todas as suas formas. O presidente Bolsonaro não pode perder tempo. Deve ainda aproveitar esse período natural de lua de mel com os eleitores para fazer o máximo possível, especialmente as coisas dolorosas que devem ser implementadas para que a prosperidade retorne. Em dois ou três anos, poderemos saber se o governo de Bolsonaro foi bem-sucedido olhando para o tamanho do governo central. Se ele não fizer um grande esforço nisso, se o governo acabar ficando maior do que já é, então diremos que foi um fracasso. Por isso, ele deve ser ousado, decidido e firme. Se alguém tem o câncer do socialismo no corpo, não pode tomar uma aspirina. É preciso cortar o problema e jogá-lo fora.

Mas e se a opinião pública for refratária a reduzir o tamanho do estado?
A opinião pública também deve mudar para valorizar a propriedade privada, a liberdade, o empreendedorismo, o livre-mercado, a responsabilidade pessoal e o caráter. Também é preciso que se faça um esforço conjunto para educar e inspirar os brasileiros nessas ideias. Há várias organizações no Brasil fazendo um ótimo trabalho para ensinar a liberdade.

Em muitas escolas e universidades brasileiras, esses princípios têm dificuldade de entrar. Por quê?
Quando as escolas pertencem aos governos e são administradas por eles, com o tempo elas se tornam um imã para as pessoas que ensinam fielmente o que o governo quer que elas façam. Os professores trabalham para o governo e eles querem que o governo cresça. Isso não deveria surpreender ninguém. Nunca se deve esperar que os governos ensinem liberdade ou caráter. Eles não podem e não vão fazer isso porque não é do interesse deles. A doutrinação é mais importante para os governos do que a educação.

Trata-se de um fenômeno global?
Sim. E esse é um bom motivo para separar a escola dos governos em todos os países. Não acredito que governos possam fazer um bom trabalho administrando colégios, da mesma forma que não confio que possam conduzir restaurantes ou empresas de petróleo.

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  1. Discordo desse senhor quanto ao Brexit, a UE e ao governo Obama. Esse senhor é republicano roxo. A Inglaterra nunca quis pertencer ao continente europeu, principalmente, depois de serem derrotados e dominados pelo Duque da Normandia Guilherme II, no Séc. XI (ano 1066 DC), dando início a uma nova dinastia. Não suportam os germânicos por terem laços sanguíneos dos seus monarcas (Rainha Vitória que o diga) com esses "trogloditas" do Norte da Europa.

  2. Duda, meu caro, parabéns pela entrevista. As críticas apontadas por Reed ao socialismo são corretíssima. Contudo, da forma como vc direcionou a entrevista ficava impressão (errônea) de que o liberalismo econômico é perfeito. Acho que faltou direcionar o entrevistado a fazer - no mínimo - uma auto-crítica do sistema capitalista. É de conhecimento amplo que,com a globalização econômica os mais ricos estão cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres...

  3. Excelente entrevista! Maravilhosa! Parabéns Crusoé. É exatamente isso que queremos. Uma revista que se posicione claramente. Nada de flerte com a esquerda, estamos saturados disso.

  4. respondendo a essa pergunta o socialismo some da equação !!! mas até não reconhecer que é um absurdo inaceitavel ter metade da riqueza mundial na disponibilidade de menos de 100 pessoas, sempre haverá alguem que levanta a bandeira socialista ressuscitando uma discussão que n tem pk existir mais hj em dia

  5. que é os seguinte : já que agora tds concordam que o capitalismo é o unico sistema economico possivel e que já está provado que o excesso de liberismo globalizado descontrolado leva a consequencias desastrosas (como por exemplo a inaceitavel e perigosissima concentração de renda e poder na mão de poucas pessoas), que tipo de corretivos devem ser aplicados ao sistema capitalistico e financeiro global para poder seguir em frente ? essa que é a grande pergunta ! esquece o socialismo pow, ta morto

  6. o socialismo está morto no mundo livre e evoluido, esta discussão não existe mais. O capitalismo é aceito universalmente como o unico sistema economico possivel numa sociedade composta de individuos livres e educados. Quem ainda discute sobre se o socialismo possa ou não ser considerada uma alternativa ao capitalismo faz isso de má fé, só para ganhar palmas e vender livros e palestras, pois essa discussão não existe mais e somente é um álibi para não tratar do verdadeiro problema (continua)

  7. Excelente matéria, de um nível bom, com entrevistado relevante e bem conduzida! Parabéns pela matéria! Deve ter dado mais trabalho que a matéria do Diogo desta semana!

  8. Objetividade e lucidez. O Brasil se safou , de um regime totalitário e infernal como o da Venezuela, através da reação popular, que aconteceu no momento certo.

  9. Tem que ser tirado rapidamente todo o suporte aos aproveitadores do dinheiro público, assim eles terão que trabalhar e não terão tempo para ser do contra.

  10. "Se alguém tem o câncer do socialismo no corpo, não pode tomar uma aspirina. Tem que cortar um pedaço e jogar fora." A análise sucinta dele sobre o Governo JB é perfeita. Estamos em plena guerra para extirpar o tumor e diminuir o paquidérmico Estado cleptopetista. O apoio neste primeiro ano de governo é crucial. Por isso essas fofocas familiares,críticas diárias, acusações espúrias, tudo que eles puderem fazer para desprestigiar e diminuir o apoio ao Governo, farão.Eles entendem de estratégia.

  11. Se os EUA tem problema fiscal com direitos insustentáveis do Estado do bem estar social, é logo lá onde não há SUS ou previdência pública, o que dizer do Brasil? O Estado deveria parar de bancar coisas como ensino universitário, saúde e previdência. Com isso, a carga tributária seria menor e o Estado poderia se dedicar a segurança pública e à administração da justiça. Saúde, previdência e educação deveriam ser encargos dos indivíduos. Só assim estaremos livres do socialismo.

    1. Você quer comparar EUA com o Brasil? Comece a ler e se informar. Saúde, educação , previdência é para países onde não exista um desnível social como no Brasil. Este americano não conhecia a mediocridade de Bolsonaro e dos irmãos metralha.

  12. "Se alguém tem o cancer do socialismo no corpo, não pode tomar aspirina. É preciso cortar o problema e jogá-lo fora" . Essa é a melhor frase de toda entrevista. No meu modo de ver, cortar o problema quer dizer: extinguir o PT, colocar Gleisi Hoffman, Lindberg, Pimentel, Jacques Wagner, os filhos do Lula e toda a quadrilha (incluindo Renan e Temer), na cadeia.

  13. Sensacional essa entrevista. A revista Crusoé deveria permitir que os assinantes pudessem copiar esse tipo de matéria para repassar aos amigos não assinantes, principalmente àqueles que ainda nutrem alguma simpatia pelas utópicas ideias socialistas.

    1. Totalmente de acordo com a proposta acima. Seria altamente didático que uma matéria com essa qualidade pudesse ser distribuida para um grande número de pessoas e seu teor fosse amplamente divulgado.

  14. Ótima entrevista. Socialismo é a distorção das leis da economia com salpicos de fanatismo. Quando os socialistas caem na realidade tornam-se excelentes capitalistas.

  15. Excelente entrevista, mostra um profundo conhecimento e uma visão geo-politica bem fundamentada, inclusive no que diz respeito a nosso País. Enfim o entrevistado abordou as questões de uma forma simples, mas com muita propriedade.

  16. Os leitores de Crusoé que já leram autores como Roger Scruton e Raymond Aron vão encontrar várias coincidências. Interessante como pensadores de direita juntam engrenagens, enquanto os de esquerda juntam sonhos, para explicar a história viva ou passada. (En passant: alguém aqui ainda assiste novela, ou fantástico, ou até BBB, mas não lê livros? Pergunta retórica, não é para levantar a mão.)

  17. Hummm......muito sectário para o meu gosto. Há muitos aspectos importantes que não foram abordados. Achei fracas as considerações. Mas bem ao gosto de uma certa direita que comenta aqui. Francamente? Achei um amontoado de clichês....

    1. Além da esquerdopatia, a raiva também vai comprometer seu raciocínio lógico kkkkkk

    2. Antonio, seu comentário diz mais de vc, sua educação, e preparo para o debate com opiniões divergentes, que de minhas considerações. Você é muito clichê:- chamou de esquerdopata, já sei que tipo de gente se trata. Como alguém tão pobre intelectualmente se acha em condições de me julgar? Que pretensão ridícula! Rapaz, não sigo batalhão. Não sou discípula de Olavo de Carvalho nem intelectual de Whatsapp. Dá licença de eu pensar com a própria cabeça e não me juntar à sua manada? Obrigada.

    3. Mas para entender tem que ter um mínimo de desenvolvimento mental, sinto muito por suas limitações.

    4. Élide, clichê é o regime esquerdopata que você ama cegamente e que compromete seu raciocínio lógico ...

    5. Vc nem sabe o que leu ou o que comentou, só sabe que não é de acordo com sua doutrinação...

  18. Mas que pergunta estranha: "se o público for refratário à diminuição do Estado?" Ué, Bolsonaro hoje está lá exatamente para isso. Foi para isso que votamos nele.

    1. Acho que ele quis dizer dos 40 e poucos por cento dos que votaram no Poste

    1. Ótima entrevista , vamos as reforma Paulo Guedes .... precisamos com urgência

  19. Bela entrevista. Privatização tem que ser total, quanto menor o tamanho do estado, mais rico será o País e sua população.

  20. espero que Bolsonaro tenha essa percepção e diminua drasticamente o estado paquiderme de Brasília. a criação de Brasília foi um erro absurdo de Juscelino.

  21. Muito boa a entrevista, mas quando se menciona o Trump ele é de poucas palavras. Parece até que não li direito quando ele menciona "melhora de caráter" e "ensinar liberdade" no Brasil, como se todos os brasileiros fossem mau-caráter ou prisioneiros. E ainda diz que o Trump respeita a Constituição e que indicou pessoas sérias em cargos da justiça. Nesses pontos ele está brincando com coisas sérias. E esse sujeito está longe de ser imparcial. É evidente aliado do Trump, o ditador do capitalismo.

  22. O primeiro grande passo para mostrar a diferença entre educação e doutrinaçao, seria vender logo uma grande Universidade.

    1. boa ideia. as universidades públicas são um ninho cobras venenosas.

  23. Ótima entrevista. O estado-deus de Hegel foi adotado por Marx, provavelmente porque ele vivia em Londres e em seu tempo a Revolução Industrial incipiente fazia vítimas famílias inteiras escravizadas por pequenos, médios e grandes proprietários, agiotas e rentistas em geral. A série "Downton Abbey" mostra como viviam os rentistas: trabalhar era imoral! Isso mudou, mudou muito. Jamais houve tanto progresso quanto no campo das democracias políticas e da livre empresa. A roda da História segue.

  24. Esta entrevista é uma aula para mostrar aos não convencidos que, o socialismo é um freio ao desenvolvimento das nações e do seu povo.

  25. Muito boa a entrevista e definições do socialismo; muito esclarecedor e uma pena que a divulgação para muitos petralhas não ser possível. Dona Gleisi seria a indicada para ler este artigo, para evitar de falar tanta bobagem a favor do socialismo vermelho comunista que prega. O Brasil seria o efeito " Orloff", seríamos a Venezuela amanhã. Bom que foram extirpados em parte. Despetização total é o que se espera do governo.

    1. Não obstante, tão bom seria se a mazela brasileira se resumisse apenas a isto: marxismo cultural entranhado em nossas vísceras!

  26. Essa entrevista tinha que ser entregue via whatsapp a cada um dos brasileiros, todos os dias pela manhã. E o celular só se destravaria após a leitura.

    1. Muito Boa sua sugestão! Essa oração da manhã, para alguns petistas, pecadores, que se encontram presos seria muito útil.

  27. Muito boa matéria! Parabéns para este "lado" da Crusoé! Por favor, expliquem ao Sr Igor Gadelha que não queremos ler a revista Veja.

  28. “Mas se a opinião pública for refratária a redução do Estado?” Essa foi a pergunta. A opinião pública ou parte de um segmento que adora o Estado Grande, inclusive o jornalismo brasileiro? O jornalismo precisa é atacar esse gigantismo, infelizmente os jornalistas são formadores de opiniões.

  29. Lúcida abordagem do socialismo e da necessidade que temos, brasileiros, de orientar nossas convicções para a liberdade e a redução do Estado e o nosso problema mais sério será convencer a maioria que não existe almoço grátis.

  30. Lúcido. Pra concordar com liberalismo e liberdade a nação precisa querer. Se aceitar ser adestrada/educada por governos, o abismo é inevitável pois todo governante quer se perpetuar. Produzir um estado menor é a proposta de Bolsonaro, outra deve ser fomentar novas lideranças progressistas, alinhadas ao capitalismo e a democracia. Políticos convencionais odeiam a própria sombra........ Sonhar um novo Brasil é preciso.

  31. Gostei do que li e concordo com os argumentos do entrevistado. O fascínio do pensamento socialista é como droga. Todos os povos sabem que ela mata, mas alguns ainda assim querem experimentar.

  32. bela entrevista! é isto que como assinantes queremos da Crusoe, não aquelas fofoquinhas que tem sido a sua pauta ultimamente. Isto sim é jornalismo de verdade!

  33. A esquerda deve ser extirpada do mundo. O socialismo e o capitalismo são regimes baseados na inveja, na destruição do capital alheio, no vitimismo, na riquez apenas dos que detém o poder e na pobreza maciça da população. Comunismo e socialismo no Brasil nunca mais!!! Lutemos por isto!!!

  34. A revista prova com esse tipo de trabalho que preza a liberdade e valoriza a independência. "Uma ilha no jornalismo" é realmente o subtítulo mais adequado à equipe.

  35. Parabéns pela entrevista! É sempre bom quando alguém que representa uma instituição relevante do tipo que sempre foi ignorada no Brasil que agora redescobre o liberalismo. Podiam prestigiar todos os líderes de think tanks que surgiram da reunião de gigantes da Mont Pelerin Society

  36. C omo defensor do liberalismo, ressalto o pensamento do Dr. Reed como referencial para o estudo do capitalismo x socialismo. Concordo com a sua narrativa, inclusive estou compartilhando com os meus alunos e amigos, pois serve de reforço as minhas discussões sobre o tema. Fiquei feliz pelo raciocínio claro, logico e convincente.

  37. Entrevista espetacular! Minhas congratulações ao jornalista Duda e à Revista Crusoé pela disponibilização de tamanha riqueza de conhecimento acerca do Liberalismo e seus efeitos benéficos à nação que o adote. Desde que deixei as trevas para enxergar o caminho da luz, a exemplo da Alegoria da Caverna, de Platão, tomei gosto pela leitura sobre a ideologia liberal e leio tudo, de Bobbio a Mises. Lawrence Reed descreve as benesses do capitalismo e as desgraças do Socialismo com grande sabedoria.

  38. Os desgovernos de esquerda só distribuem miséria, pobreza e desesperança, os exemplos se sucedem, o Brasil é um exemplo, mas ainda bem que nos livramos desse câncer.

  39. Hoje resolvi dar meu palpites de uma senhora de 77 anos que vivenciou as mudanças de governo. Vou tentar falar por ordem: Maduro - esse não é comunista nem socialista, pelo simples fato que não tem instrução, cultura e nem educação de berço, é um aproveitador, corrupto e nada mais. Estados Unidos - O que atrapalha o presidente é o tamanho do ego que ele tem, se fosse menos vaidoso e arrogante, só engrandeceria mais os Estados Unidos. China e Russia, só querem se aproveitar dos incautos.

  40. Apesar de concordar com praticamente tudo, acho o Lawrence Reed fraco. Tem argumentos muito frágeis, e fica muito preso nos clichês. Mas parabéns, Duda! Ótima entrevista!

    1. se vc acha o cara fraco porque não dá uma aula pra ele do que considera " "fraco" na s interpretação??

  41. Muito bom, sem mimimi e sem enrolação, o cara foi direto ao ponto. Li tão rápido e com vontade que quando vi, já tinha acabado. Agradeço também pela indicação do livro, já coloquei na lista de metas para 2019.

  42. Não se preocupem com a reação popular quanto à redução do estado. Os serviços oficiais estão tão desmoralizados que fechar ou reduzir será um alívio.

  43. Parabéns, Sr. Duda. Claras, objetivas e eficientes explicações do Sr. Reed sobre uma desgraça óbvia defendida por muitos no Brasil.

  44. Esse jornalista precisa estudar. Existe vários tipos de socialismo. É um equívoco falar em "dinheiro dos outros", mas de todos. A história mostrou que sem a presença do Estado algumas pessoas ou comunidades de um povo não são valorizadas e incitam conflitos sem fim. Sem o socialismo, que chamo de melhorias por etapas, teremos apenas guerras. E todos perdem. O jornalista não aprendeu com a história social.

    1. Discordo, acho que escreveste uma grande mm.. de comentário. Sugiro que leias de novo e atentamente.

  45. Valeu Duda! Excelente matéria! A entrevista desperta para uma perspectiva positiva diferentemente da realidade nefasta a que fomos submetidos nos últimos anos.

  46. Entrevista excelente que gerou texto objetivo, esclarecedor e profundo mostrando a capacidade de se olhar para a situação de forma isenta e sabia...

  47. Gostei muito da entrevista de Reed. Uma visão moderna de mundo que expõe os enormes erros do socialismo que já haviam sido descritos por Margareth Thatcher. Torço para que Bolsonaro faça um bom governo e nos livre da possibilidade de retorno do atraso mental que imperava no Brasil.

  48. Melhor entrevista feita pela revista até hoje. Ótima escolha. Um tsunami de sensatez e conhecimento de causa.

  49. Como é bom sair do mundo de ponta cabeça brasileiro. Ler boas idéias que são lógicas, morais, funcionais e principalmente testadas. Salve Mises, gênio que viu a riqueza e civilidade causadas pelo Liberalismo em ação bem como Socialismo destruir o Conservadorismo e Liberalismo em poucas décadas sangrentas.

  50. Quem espera que meia duzia de bem intencionados e centenas de imbecis produzam as mudaçam necessárias, no período de um governo? Isso tem que ser projeto para toda a sociedade. E com prazo mais realista.

  51. Quantos conselhos valiosos dados ao custo de uma assinatura. Sou um crítico da revista mas tenho que dar os parabéns a entrevistador e entrevistado pelo excelente resultado.

  52. Uau, que grande matéria! :-O O tio entende das parada Queria poder compartilhar nas redes para ampliar o alcance dessas ideias e para que as pessoas conhecessem a revista, mas só assinante consegue ler. Pelo menos algumas partes da entrevista poderiam ser liberadas para não-assinantes, que tal?

  53. Excelente!! A Crusoe desta semana esta muito boa. Parabens!! Ler Von Mises- A Mentalidade Anticapitalista - um livrinho facil de entender deveria ser obrigatório para o Enem... rs - Como disse o Sardemberg - no seu livro - NÃO SOU NEO-LIBERAL - SOU LIBERAL... VIVA A LIBERDADE DE SER, EM EMPREENDER, DE ESCOLHER E DE SE FERRAR SE ERRAR.

  54. Socialismo nunca foi sobre redistribuição de dinheiro para os pobres. Bilionários adoram socialismo. Contratos com o governo, empréstimos a juros baixos, concessões, monopólios, PPPs. O objetivo do socialismo é criar uma sociedade com duas classes, os miseráveis e os milionários. Sempre é a classe média que paga a conta.

    1. Não! O correto seria " antes de tornar-se" ou ante de se tornar...

    2. Não, tem um "SE" a mais. Já a sua palavra "GRAMATICALMENTE" deveria ter o "G" maiúsculo e vir seguida de virgula também. Seu pronome demonstrativo "ESTA" ficou com acento agudo no "A" e virou verbo. E eu quase escrevi 'ASSENTO' com 2 "SS'. Até porque há. Kkkkkk...

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