Por que a Bahia deu o pontapé inicial para a eleição de 2026
Estado foi fundamental para a vitória de Lula em 2022, mas desaprovação do presidente só cresce

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (foto), do União Brasil, escolheu a cidade de Salvador, na Bahia, para lançar sua pré-campanha para a Presidência, em 2026.
A opção pelo estado não é sem razão.
A Bahia foi o estado que deu a vitória a Lula em 2022.
Lá, o petista conseguiu abrir 44 pontos de vantagem em relação a Jair Bolsonaro.
Essa diferença, de 3,7 milhões de votos, ajudou Lula a ganhar o segundo turno com uma vantagem de 2,1 milhões em todo o país.
A dianteira petista foi espelhada na disputa para o governo da Bahia, onde Jerônimo Rodrigues venceu o pleito regional com 52,8% dos votos contra ACM Neto, do União, que teve 47,2%.
Nas primeiras pesquisas eleitorais, ACM Neto aparecia à frente, mas foi ultrapassado por Jerônimo quando ficou mais claro que ele era o candidato apoiado por Lula.
O Nordeste mudou
A disputa entre Jerônimo e ACM Neto deve se repetir em 2026, mas em condições totalmente diferentes.
Agora, Jerônimo, que tentará a reeleição, será julgado pelos eleitores pelos seus quatro anos de governo.
Uma pesquisa divulgada pela Genial Quaest sobre a disputa no estado mostra ACM Neto à frente, com 42%, e Jerônimo com 38%.
E Jerônimo, desta vez, não poderá contar com um empurrão de Lula.
Na Bahia, 51% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 47% aprovam.
E 57% dos baianos acham que o país está indo na direção errada.
Estratégia de ACM Neto
ACM Neto recebeu Caiado de braços abertos na Bahia com um discurso muito centrado no combate à criminalidade.
A violência, afinal, é o problema mais grave do estado para 44% baianos, de acordo com pesquisa Genial Quaest de fevereiro. Em segundo lugar vem a saúde, com 23%.
Em Goiás, terra de Caiado, só 9% dos entrevistados dizem que a violência é o principal problema.
Ao apoiar Ronaldo Caiado, ACM Neto não ganha muitos votos para si na disputa ao governo do Estado, mas consegue manter um distanciamento de Jair Bolsonaro, mantendo-se no grupo da direita.
Em 2022, o baiano também buscou uma distância segura do ex-presidente.
ACM Neto sabe que há uma rejeição ao bolsonarismo muito forte na Bahia e que isso prejudica sua candidatura.
Para Caiado, é importante colar sua imagem à de ACM Neto porque a Bahia será fundamental para qualquer candidato de direita que enfrente Lula em um segundo turno, em 2026.
O goiano ainda é desconhecido por 70% dos baianos, o que mostra que ele ainda poderia crescer bastante no estado.
Entre os possíveis candidatos a presidente, só o mineiro Romeu Zema é menos conhecido que Caiado na Bahia.
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Comentários (1)
Amaury G Feitosa
2025-04-05 08:40:56A Bahia ressuscitará o velho ACM no neto, um mal infinitamente menor, e se livrará da quadrilha petralha que que destrói o país.