Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress

Os ratos estão reagindo

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato em Curitiba, diz que a mais nova ofensiva contra a operação é reflexo direto do sucesso das investigações, que passaram a incomodar todos os lados da política
29.06.18

“Sem querer usar isto como ofensa, mas apenas como analogia: o rato é muito menor que o ser humano e vai fugir normalmente. Se você encurralá-lo, contudo, ele vai reagir e possivelmente causar danos. O que nós estamos vendo hoje é um sistema encurralado pelas descobertas da operação Lava Jato e que reage.” Quem faz a analogia entre políticos, ratos e a mais nova onda de ataques à Lava Jato é um dos mais experientes investigadores do país, especialista em casos de corrupção e crimes do colarinho branco. Integrante da força-tarefa de Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima vê o atual momento da operação como um dos mais delicados desde que o esquema da Petrobras, um consórcio entre políticos e empreiteiras para pilhar os cofres da estatal, passou a ser implodido pela investigação. 

O cenário sombrio que o procurador traça tem como pano de fundo a conclusão de que o mesmo sistema que fez funcionar o petrolão agora se arma fortemente – e se une – para reagir à Lava Jato. Se antes uma parcela dos políticos defendia a operação enquanto os alvos eram seus adversários, agora que ela se espraiou sobre integrantes de praticamente todos os grandes partidos do país, há um esforço conjunto para torpedeá-la. Os sinais dessa reação são vários, e vêm de diferentes direções. No Congresso, políticos enrolados nas investigações se empenham para abrir uma CPI cujo objetivo, velado, é questionar os métodos da operação.

Na última terça-feira, a Lava Jato sofreu um grande revés da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, um conhecido front de oposição à operação no Judiciário. Em algumas horas, o trio formado por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, que forma no colegiado a maioria dos sonhos para qualquer investigado, soltou o ex-ministro petista José Dirceu, atropelando a decisão do plenário da corte que autorizou prisões em segunda instância. A turma também libertou João Carlos Genu, acusado de ser operador do PP no mensalão e no petrolão, e invalidou buscas da polícia que colheram provas no apartamento da senadora petista Gleisi Hoffmann. Na mesma leva, os ministros trancaram um processo que não tem a ver diretamente com a Lava Jato, mas que surgiu na esteira do ambiente criado pela operação e pôs no banco dos réus o deputado paulista Fernando Capez, do PSDB, acusado de participar do desvio de  1 milhão de reais da merenda escolar. O trio decidiu trancar a ação penal que o tucano respondia na Justiça de São Paulo.

Carlos Fernando ainda crê na sobrevivência da Lava Jato, mas vê um empecilho no Judiciário. Para o procurador, os crimes de colarinho branco – que essencialmente envolvem ricos e poderosos – ainda são tratados com certa “voluntariedade” pelos juízes. Conhecido por não medir palavras contra os que tentam atacar a operação, ele avisa: enquanto a situação exigir, não poupará palavras duras, nem mesmo ao falar de ministros do Supremo Tribunal Federal. “Não temos seres supremos que são imunes a críticas”, diz. A seguir, a entrevista.

Imaginava-se que o Supremo, que durante um bom tempo endossou a Lava Jato, em algum momento poderia mudar de rumo. Esse dia chegou?
Tivemos alguns momentos tão ou mais críticos que o atual, como na soltura do Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras) pelo ministro Teori Zavascki. O juiz Sergio Moro teve que perguntar ao ministro se ele queria soltar realmente todo mundo. No passado, havia um sentimento natural de que crimes de colarinho branco envolvendo interesses políticos acabavam influenciando no julgamento do Judiciário. Mas, na Lava Jato, sobrevivemos porque conseguimos manter a frente política desunida, no sentido de que um acreditava que somente o outro era objeto da investigação. Descobriram, talvez um pouco tarde, que nós não tínhamos preferência partidária e que iríamos até onde as provas nos levassem. Hoje estamos vendo uma união do “salve-se quem puder”, daqueles que querem salvar o sistema tal qual ele existia antes. Agora nós estamos enfrentando aquilo que poderia ter aparecido no começo e, felizmente, não apareceu, que é uma reação conjunta, de modo a interromper as investigações da Lava Jato e todas as decorrências e esperanças da operação.

É mais difícil reverter essa onda contra a Lava Jato quando toda a classe política está unida?
É mais difícil porque eles contam com a desmobilização popular, com as distrações diversas, caso da Copa. Foi assim quando aconteceu o acidente da Chapecoense e a Câmara mutilou as dez medidas contra a corrupção. Nós somos incapazes de manter o controle de todas as variáveis. Então, na medida do possível, ainda estamos sobrevivendo e estamos numa posição positiva. Mas há realmente um temor do que virá pela frente.

É uma espécie de freio que estão tentando impor?
Estamos vendo um fenômeno interessante, em que três ministros se sobrepõem ao plenário do Supremo. E não só ao plenário, mas a todo o aparelho judiciário. Quando se dá um habeas corpus de ofício sem o conhecimento profundo do caso em questão, apenas com análise probatória superficial, isso significa um poder muito grande para individualidades. Precisamos discutir esse poder que os ministros têm para dar esses habeas corpus cangurus (que saltam instâncias), usados para fazer, por exemplo, o trancamento de uma ação penal como a de Fernando Capez, em que o próprio tribunal competente reconheceu que há indícios mínimos contra o acusado. O Supremo tomou uma decisão absolutória em desrespeito às instâncias inferiores. Precisamos discutir a competência do Supremo, as indicações para o Supremo e também a diminuição do poder de cada ministro. Há poucos recursos para impedir problemas como os da última terça-feira, na Segunda Turma.

Por que agora a classe política conseguiu se rearranjar de maneira tão mais eficiente do que nas tentativas anteriores?
Há o desespero e também a percepção de que é preciso unidade. Sem querer usar isto como ofensa, mas apenas como analogia: o rato é muito menor que o ser humano e vai fugir normalmente. Se você encurralá-lo, contudo, ele vai reagir e, possivelmente, causar danos. O que estamos vendo hoje é um sistema encurralado pelas descobertas da Operação Lava Jato e que reage. Às vezes a percepção é de que a Lava Jato está sendo derrotada, mas a verdade é que ainda estamos vencendo. Os fatos estão aí para o público formar a sua opinião. O que estamos vendo é o espernear da velha ordem.

Há algo a se fazer contra essas decisões do STF?
Eu sei que alguns ministros reclamam de nossas manifestações. A reclamação não é problema, podem reclamar. Mas é preciso preciso refletir sobre o procedimento do tribunal e o quanto isso está causando desesperança em relação ao combate ao crime do colarinho branco. Não existem vacas sagradas nem seres supremos. Não existem opiniões dogmáticas religiosas. O que existem são decisões de um órgão que deveria se ater muito mais às questões constitucionais. Votos e decisões devem ser acatados, mas não estão imunes a críticas de todos os cidadãos, inclusive membros do Ministério Público. Não raro, o que vemos em ação é a velha Justiça que tranca ações, uma atrás da outra, sem que nós cheguemos a saber o que estava sendo investigado. Sempre pergunto em minhas palestras se alguém sabe por que foi encerrada a Operação Boi Barrica ou Satiagraha, e a maioria não sabe. Quando você tem um trancamento, é uma decisão definitiva muito grave, porque impede o julgamento dos fatos.

O que se passa na cabeça de alguém que pensa em delatar ou está em algum esquema de corrupção e vê decisões como essas do Supremo?
A sensação de impunidade gera necessariamente dúvidas nos colaboradores. O pressuposto das colaborações é uma Justiça que funcione. Se a Justiça não funciona, é melhor eu ficar quieto com os meus milhões. Porque posso não ser investigado ou, se for, posso trancar uma ação no Supremo, e, se não trancar, tenho diversas possibilidades para anular a operação. Por que eu iria ao Ministério Público? Essa é uma pergunta que os candidatos a colaborador vão fazer daqui para a frente, e a maioria da Segunda Turma do Supremo está incentivando esse jogo contra a Justiça.

Como o senhor vê a decisão de soltar José Dirceu?
É simbólico que, com uma condenação de 30 anos, tenha sido expedido um habeas corpus de ofício, sem pedido da defesa. Esse habeas corpus foi deferido por uma plausibilidade de que, dos 30 anos, restaria uma pena tão pequena que talvez houvesse o risco efetivo de ele ficar mais tempo na cadeia do que deveria. Precisamos lembrar que há outras ações contra José Dirceu. É muito característico que, na verdade, o argumento tenha sido usado para contornar a decisão do plenário sobre a prisão em segunda instância. Se há recurso, há sempre plausibilidade abstrata de que ele seja provido. Se continuar assim, daqui a pouco, todos vão ser soltos.

Um pobre desconhecido também mereceria uma discussão no STF sobre dosimetria, como teve José Dirceu?
Dosimetria é uma questão que envolve análise probatória e no recurso especial ou extraordinário (duas modalidades de recursos apresentados por advogados aos tribunais superiores) não há análise da prova. Mas não vejo essa mesma voluntariedade em casos clássicos de crimes de classe social inferior, como roubo. Não vejo tanta  preocupação com as dezenas mulheres que transportam droga entre o Paraguai e o Brasil. O Supremo hoje se preocupa com o crime do colarinho branco de uma maneira que deixa de lado até as questões constitucionais.

Há chance de Lula ser solto?
Não creio que haja argumentos jurídicos que sustentem essa posição. Temos grandes juízes no Supremo e temos uma maioria bem formada que sabe e tem esses limites de razoabilidade na interpretação das situações. Eu creio que não há perigo de ser deferida no plenário (composto pelos 11 ministros da corte) qualquer medida (que resulte na soltura do ex-presidente).

Já na Segunda Turma…
É, nossa esperança agora é que haja uma mudança na Segunda Turma causada pela entrada da ministra Cármen Lúcia (em setembro, ela passará a integrar o colegiado no lugar de Dias Toffoli, que assumirá a presidência do STF). Que seja uma maioria que compreenda melhor as esperanças da população e a necessidade de combater o colarinho branco de uma forma tão rígida quanto o tráfico de entorpecentes ou o roubo.

O que o senhor acha da decisão que anulou as buscas no apartamento da senadora Gleisi?
O Supremo já criou o foro privilegiado de telefone de segurança de ex-presidente e agora criou o foro de apartamento. Criam-se paraísos. Significa que é melhor deixar as coisas no apartamento conjunto porque realmente você tem uma restrição quanto à possibilidade de buscas (no caso, o alvo era o marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo Bernardo, mas os ministros entenderam que a busca foi ilegal porque a senadora, detentora de foro especial, também morava lá). Há uma série de consequências não pretendidas que acabam desestabilizando o sistema de justiça e impedindo investigações sérias. Apesar de todo o discurso de restrição do foro, ainda vejo um interesse de ampliá-lo. Agora, temos foro privilegiado até sobre objetos. Há investigação sobre fatos em relação aos quais o Supremo não tem competência nenhuma, como aquela promovida pelo gabinete do ministro Gilmar Mendes sobre as algemas colocadas no ex-governador Sérgio Cabral. Esse problema não é do Supremo, absolutamente.

Nem algema nem ex-governador têm foro privilegiado…
Exatamente. E nem os policiais que conduziam o ex-governador.

Como essas decisões afetam o trabalho da força-tarefa da Lava Jato?
As investigações da Petrobras hoje não têm obviamente aquela pujança inicial porque é natural que seja assim. Mas a Lava Jato é um fenômeno. Vamos continuar trabalhando e creio que o Ministério Público está imbuído dessa vontade de continuar no mesmo caminho, independentemente de todas as circunstâncias. Já sabíamos que seria assim, desde o começo. A Lava Jato tem uma veia comunicativa e nós vamos continuar a levar os fatos à discussão pública, para que as versões não os substituam.

A eleição no segundo semestre muda alguma coisa?
Não. No trabalho do dia a dia, não. De qualquer maneira, estamos envolvidos, como boa parte da sociedade civil, em mudanças. Analisamos novas medidas contra a corrupção propostas pela Transparência Internacional. Acreditamos, no papel que nos cabe como Ministério Público de defesa da ordem democrática, que temos que dizer à população para apoiar candidatos que tenham compromisso com a democracia, com um passado limpo e que apoiem essas medidas. Se há uma chance de o país mudar, não está na Lava Jato. Está no processo democrático e no aperfeiçoamento dele. A Lava Jato não quer menos democracia, quer uma democracia aperfeiçoada.

Como o senhor vê a atuação do Conselho Nacional do Ministério Público contra as suas declarações?
Nós, do Ministério Público, temos dois limites a mais do que o cidadão. Devemos nos manifestar sempre com decoro, que é um conceito aberto, e não devemos exercer atividade político-partidária. Fora disso, não há substância qualquer capaz de restringir a palavra de um procurador. Palavras duras não são quebra de decoro. Muitas vezes é preciso ter palavras duras porque a situação exige. Não podemos ter seres supremos imunes a críticas. Podemos e devemos criticar qualquer autoridade. E inclusive nós, como Ministério Público, devemos ser criticados e ouvir críticas. Essas tentativas de usar o CNMP para diminuir a voz do Ministério Público não podem prevalecer.

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  1. se primeira instancia e segunda não valem nada porque mante-los, só o supremo e que faz o que quer parecem deuses o trio tinha é que estar na cadeia

  2. A indicação a cargos no STF bem como a todas as áreas públicas deveria sem extinta! O progresso de uma nação está no esforço de cada cidadão em ser melhor cada vez mais em sua respectiva área de atuação. Meritocracia é o caminho! Não ao "jeitinho brasileiro" e ao país de compadrio. É um desrespeito absoluto essa política do Q.I (quem indica). Essas covardes atitudes contra os cidadãos de bem estão cada vez mais públicas e explícitas. Duvidosa a atitude da mídia em não "bater nessa tecla".

  3. Ainda resta esperança quando se vê o procurador Carlos Fernando, um autêntico cidadão brasileiro, lutando contra estas ORCRIM que se instalaram no Brasil. Por outro lado é preocupante saber que não temos muito o que fazer contra os membros da ORCRIM infiltrados na mais alta corte do País. TEM QUE TER!!! COMO PODE NÃO HAVER CONSEQUÊNCIAS PARA O QUE ESTÃO FAZENDO CONTRA O BRASIL.

  4. Soltaram o Dirceu. Quem vai pautar o STF de setembro em diante? O Toffoli ou seu ex-chefe? O STF vai sobreviver à próxima presidência? Bobagem! O investidor vai voltar, vai ter emprego para todos, nada como trabalhar para corrupto! Papai Noel também vem no Natal. Vai garantir a arrecadação e o salário dos funcionários públicos. Se não vier, fácil, confisca, emite! Aí vem inflação e viramos uma grande Venezuela, o paraíso na terra, o socialismo do século XXI. Somos suicidas e não sabemos.

  5. Confesso que não nutria grande simpatia pela postura, fora dos autos, adotada pelo Il. Procurador - v.g. ‘tweets’ em confrontação aberta. Contudo, a sensatez e a lucidez na entrevista fizeram transparecer um tom de equilíbrio e de responsabilidade que impedem se confundam justa indignação, com beligerância gratuita.

  6. n tem nenhum motivo pra sermos otimistas. Os ratos tem medo so’ de duas coisas , morrer e ficar pobres perdendo td o $ que roubaram e ate’ agora nada disso aconteceu. As pessoas de bem tendem a achar que bandidos tem medo de processos, cadeia e midia negativa, mas não e’, quem tem medo dessas coisas somos nós , os bandidos n tem medo algum ... n se para crime com rezas e agua benta

  7. Pluralidade e diversidade tem que estar em qualquer ambiente, mas não parece ser o caso no STF. Como não elegemos diretamente essa turma, o que de fato podemos fazer??? Só assistir e lamentar não dá!!!

  8. Mas é fato que já se comportam como uma organização em estado embrionário, um pré-partido político inclusive com injunções com organizações internacionais como o Transparência Internacional, neste sentido aproximando-se do FSP da Internacional Socialista.

  9. É bom lembrar que:NADA É ETERNO E TUDO TEM LIMITE. Um dia esses ratos vão pagar por tudo que estão promovendo contra a justiça. São verdadeiros bandidos pagos por bandidos.

  10. Parabéns ao Felipe Coutinho pela entrevista, e ao Procurador pela coragem e persistência na defesa da nossa tão combalida democracia. Nós, povo brasileiro, precisamos dar muito mais apoio ao trabalho do MPF, da PF, e dos juízes de primeira e segunda instâncias. Juntos, somos mais fortes.

  11. Não é de duvidar que há ministros do STF tão sujos e envolvidos nessa sujeirada quanto políticos corruptos desta República de Bananas.

  12. Seria perfeito se oa juizes do STF soubessem que a sua obrigação é fazer justiça e não proteger corruptos e a si mesmos. Aqui d a minha janela enxergo claramente o STF se protegendo, criando jurisprudência para o futuro de seus políticos de stimação e para si mesmos.

  13. A analogia dos corruptos com os ratos é certeira não só pela explicação do procurador como também pela quantidade de indivíduos.

  14. Rara exceção onde alguém como ele deveria ser a regra, Carlos Fernandes honra o serviço público, ao contrário da maioria esmagadora dos vagabundos e cretinos que não são mais do que parasitas do Contribuinte. A Lava Jato será destruída, não há dúvida. Mas deixará um grande sinalizador indicando o caminho que o brasileiro decente e do bem poderá seguir para exercer seus direitos e deveres: o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

  15. Muito boa entrevista, sempre lúcido esse procurador, é isso aí, dizer a verdade sempre e criticar toda e qualquer autoridade, autoridade está aí para ser avaliada, criticada, é o dever de todo cidadão brasileiro.

  16. A pergunta é o que pode ser feito pelo MPF a fim de expor tais "voluntariedades" questionando formalmente os torpes ardis usados pelos chicaneiros do STF? À exceção do louvável ativismo educativo do Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, ainda se vê a maioria do MPF, bem como instâncias inferiores do Judiciário, completamente dóceis e apáticas perante os evidentes abusos.

  17. Agora que o povp está de olho na Copa, com cerveja e churrasco, só nos resta que os militares assumam a tarefa de defender o Brasil desses corruptos.

  18. Palavras de um verdadeiro, DEMOCRATA. Em um país sério, jamais chegaríamos a esse descalabro, em que estamos: valores morais, éticos e democráticos, serem completamente distorcidos. Porém para nossa felicidade, "Ainda há juízes em Berlim". Vamos a luta!

  19. Grande cidadão! "Os meninos" da Operação Lava Jato (juízes, procuradores e PF), são responsáveis pelo pouco de esperança de justiça que resta a nós povo brasileiro...

  20. O ditado é conhecido " ninguém serve a dois senhores ". Assim, Toffoli, Lewandoski e Gilmar Mendes, seguem à risca esta regra, não servindo à Themis ( Deusa da Justiça ), e sim aos seus legítimos amos: Lula e Dilma. No Brasil esta aberração ganhou forma e contornos inimagináveis em qualquer outro país minimamente civilizado.

  21. Diante da constatação de que votos e decisões tem que ser acatadas, não importando se expedidas por um trio de juízes ineptos, sem ética e descarados, que soltam amigos, políticos e clientes de advogados da esposa, me sinto decepcionada com o nosso Poder Judiciário, que não prevê meios para coibir situações esdrúxulas como essa, onde pseudos juízes agem como despudorados mafiosos.

  22. Vocês precisam levar estas entrevistas, informações a um número maior de pessoas. São importantes demais! Infelizmente a grande massa de pessoas em nosso país estão alheias as notícias como elas realmente são. Percebemos claramente isso, neste momento de copa, os jornais da tv : - o STF soltou o José Dirceu ( nenhum comentário sobre isso) , - no próximo bloco, vamos falar como está o joelho do Neimar!!!( Fictício) . Mas o que isso realmente importa para o Brasil!!!

    1. infelizmente n e’ vdd que a grande massa esta “alheia” , a grande massa simplesmente n se importa , tanto faz ... essa e’ a realidade e temos de cair na real, pois este e’ o motivo deste pais estar entregue as baratas

  23. Sugestão: Nessas entrevistas usar formatações de texto diferentes para as perguntas e respostas (por exemplo, perguntas em negrito). Deixa o texto muito mais fácil de acompanhar e agradável aos olhos.

  24. Mais uma excelente matéria Crusoé!! ...pergunto a todos que tb, estão indignados com tudo isto...o que devemos fazer e a quem devemos recorrer para mudarmos esta caótica situação?...

  25. Pobre "procurador" que na santa inocência e afã de servir ao seu país, esqueceu-se de que existe também o "escondedor" da república. Estes inclusive, regiamente pagos e sem sequer descontar IR, recebem em dólares ou euros em alguma republiqueta mundo afora!!

    1. O trabalho do procurador bas redes sociais alertando o povo é mais do que necessario. Não há seres supremos imunes á criticas.Que o procurador continue sempre seu brilhante trabalho.Sou sua fã incondicional

  26. Parabéns ao procurador e queremos que ele continue firme em sua tarefa de ajudar a mudar as coisas nesse país. Competência e firmeza de caráter marcam a personalidade Carlos Fernando Lima.

  27. Parabéns Procurador Carlos Fernando, excelente entrevista e por não se deixar intimidar pelos poderosos!!! Viva a Força Tarefa da Lava Jato!!! Muito orgulho dessa equipe de pessoas que lutam contra a maré e não desistem!

  28. É tudo, no mínimo, suspeito ! Não vou deixar de votar, mas acho todos tão hipócritas !! V. Excelências: o que é isto? Que comportamento é esse? Que exemplo vocês dão para a sua família, filhos e netos - principalmente? Se existe alguém na corte do STF que não aprova o comportamento de Marco Aurélio, Celso de Mello, Dias Tóffoli , Lewandovski - principalmente, levantem-se contra eles! Se a maioria do STF são pessoas "de bem", honestas, porque aceitam ficar juntos desses porcos e imundos?

  29. Parabéns, Procurador Carlos Fernando. A operação Lava Jato é formada por pessoas intrépidas, que não se furtam a defender o regime democrático. Sua constatação está correta: sozinha, como o foi a paralisação dos caminhoneiros, a lava jata não mudará o Brasil. Somente os brasileiros o poderá fazer, escolhendo pessoas honestas e sérias!!

  30. Maravilhoso. É assim que devem falar os homens, que defendem o nosso país, dos ratos. Com relação à desaforos, quem está precisando de bons tapas na cara é o trio canalha, do STF.

  31. Parabéns ao Procurador Carlos Fernando e a Crusoe por ter veiculado está ótima entrevista. De fato, para q haja uma mudança consistente no país é preciso um aperfeiçoamento do processo democrático. Penso que somente chegaremos a ele Co uma nova Constituinte, amplamente debatida c a sociedade. Não vejo nenhum candidato empenhado, em profundidade, com este debate.

    1. É isso...uma nova constituição ! Só assim poderemos promover mudanças p o bem do país

  32. Creio que está passando da hora dessa operação mirar no poder judiciário,acredito que gratas surpresas poderiam sair dessa investigação..

  33. Excelente reportagem e excelente posicionamento do Sr. Carlos Fernando dos Santos Lima. O Brasil precisa manter estas pessoas e com URGÊNCIA.

  34. Gostaria, sinceramente, que os brasileiros se unissem em torno dessas questões: corrupção, STF,politicas públicas, da mesma forma com que se mobiliza para assistir aos jogos da Copa. Não sei se antropologicamente seja um comportamento natural dos brasileiros, mas essa inércia é muito preocupante. Diante disso aparecerão os salvadores da pátria e, não é de se estranhar, todos os malditos corruptos em seus cargos novamente aclamados pelos eleitores. Desanimador!

  35. Parabéns pela entrevista! O senhor tem todo nosso apoio pela liberdade de poder se posicionar e a Lava Jato é a nossa protegida, é o nosso tesouro moral através do qual se poderá promover alguma mudança neste país sucumbido pelo crime do colarinho branco, pelos corrupção.

  36. Triste, muito triste a postura dos 3 porquinhos do STF, em claro sinal de que estão envolvidos com a Ocrim e irão fazer de tudo para soltar bandidos que têm muito a contar.

    1. Acho que parte da imprensa,teria que ser mais incisiva,contra esses 3 senhores STF, se torna repugnante ,seus argumentos, mediante tantas evidências e provas apresentados contra essa corja de políticos, e mesmo contra a vontade da população, acabam com tanta disfacatez, jogando contra nosso país....Sinto como deve estar difícil as vidas desses heróis procuradores da Lava Jato, num país com tanta corrupção e com políticos e um STF, que nos envergonham , mas ainda existe pq luz fim túnel... Força.

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