Adriano Machado/Crusoé

Sarapatel com Aras

Em carta, desembargadora presa põe o procurador-geral da República, Augusto Aras, no meio de uma confusão monumental envolvendo a Operação Faroeste, que investiga corrupção no Tribunal de Justiça da Bahia
04.06.21

Menos de dois meses após assumir o comando da Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras pôs na rua a mais emblemática operação realizada em seus quase dois anos de gestão. Batizada de Faroeste, a ação deflagrada em novembro de 2019 para desbaratar um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia causou enorme alvoroço. De pronto, afastou um grupo expressivo de magistrados acusados de corrupção na terra natal do procurador. Uma parte dos investigados foi presa em seguida. Hoje, depois de sete fases da operação, cerca de 30 suspeitos já foram acusados formalmente e respondem a processo. Três desembargadoras permanecem na cadeia. No início de maio, uma delas partiu para o ataque contra a PGR, em uma iniciativa incomum para réus e investigados já enormemente encalacrados. De dentro da cela onde está presa, em Brasília, a magistrada pôs no papel graves acusações que enredam em uma trama nebulosa o próprio Augusto Aras e a subprocuradora Lindôra Araújo, destacada por ele para conduzir a operação.

É um daqueles casos em que, dada a gravidade das suspeitas, deveria ser de interesse das autoridades envolvidas ordenar uma apuração minuciosa para esclarecer tudo – nem que seja para, ao final, concluir que se trata de uma acusação infundada e, assim, ampliar o já vasto rol de tipos penais que pesam sobre a denunciante. A história está longe de ser trivial. A começar por ser protagonizada por representantes do estado e da própria máquina judicial. De um lado, embora esteja presa e respondendo por crimes graves, quem acusa é uma desembargadora de um importante estado da federação. De outro, estão o chefe do Ministério Público Federal e integrantes de sua equipe, bem como advogados que, sabidamente, são ligados a ele. Nas últimas semanas, Crusoé procurou rigorosamente todos os envolvidos e, a partir desse esforço de apuração, decidiu publicar a presente reportagem por entender que: 1) há interesse público na trama por trás da carta, que até então estava limitada a círculos restritos do poder; e 2) é um episódio que precisa ser definitivamente esclarecido a partir de uma investigação oficial.

Em 67 páginas escritas à mão, a desembargadora Ilona Márcia Reis, de 71 anos, relata ter sido alvo de uma série de atos de coação e extorsão antes de sua prisão, em dezembro de 2020, que teriam sido praticados por um advogado ligado a Aras. Crusoé obteve uma cópia da carta. Datado de 5 de maio, o papelório foi redigido pela desembargadora a partir da cela especial que ela ocupa, dentro de um batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal que funciona em um dos anexos do presídio da Papuda. Ilona Reis foi transferida para o local há pouco mais de cinco meses. A desembargadora está presa sob a acusação de ter recebido uma propina de 450 mil reais por meio de dois advogados para assinar decisões favoráveis em processos envolvendo a posse de terras na região oeste da Bahia. Na denúncia contra ela, a Procuradoria-Geral da República anexou cópias de depósitos de dinheiro em espécie na conta da magistrada em data próxima da decisão. A acusação também sustenta que, após ser deflagrada a primeira fase da Faroeste, ela tentou se afastar dos processos sob investigação, deixou de frequentar seus imóveis e passou a andar em um carro com placa adulterada para despistar os investigadores.

Secom/MPBASecom/MPBAA desembargadora Ilona Reis: ela diz que teria que pagar 1 milhão para não ser arrastada para dentro da operação
Na carta, a desembargadora afirma que é inocente e que foi presa porque não aceitou “comprar” sua “imunidade”. A prisão da magistrada foi ordenada pelo ministro Og Fernandes, relator da Operação Faroeste no Superior Tribunal de Justiça, o STJ, a pedido da PGR. Oriunda do Ministério Público da Bahia, onde atuou por 35 anos e era procuradora de Justiça antes de ser nomeada desembargadora, em 2013, Ilona Reis afirma ter recebido de um advogado chamado José César Souza dos Santos Oliveira uma proposta para que não fosse envolvida na operação conduzida pela PGR. O custo, diz, seria de 1 milhão de reais. A desembargadora relata que César Oliveira foi indicado a ela por um amigo, também advogado, porque ele teria uma relação de “intimidade” e “confiança” com Augusto Aras. Para ilustrar a tal proximidade, Ilona sustenta que o apartamento de César Oliveira em Salvador era frequentado por Roque Aras, pai de Augusto Aras. A magistrada escreve na carta que, em um dado momento, Roque Aras – que é advogado e foi deputado na Bahia – chegou a ser apresentado a ela durante uma dessas visitas ao local, ainda no primeiro semestre de 2020. Diz ela: “Ele (Roque Aras) chegou trajando bermuda, demonstrando muita familiaridade com o dono da casa”.

As tratativas teriam ocorrido ainda na fase inicial da Operação Faroeste, quando a desembargadora ainda não sabia ao certo até onde a investigação poderia comprometê-la. Ela diz que, após os primeiros contatos, chegou a dar a César Oliveira 6 mil reais para uma viagem dele a Brasília cujo objetivo seria “conversar com Augusto Aras”. Depois disso, sempre segundo o relato constante da carta, ela diz ter assinado um contrato de honorários no valor de 100 mil reais – não com o próprio César, mas com um advogado indicado por ele. Esse passo adiante teria sido dado a partir da informação de que a situação ficara “complicada” com o avanço das investigações. Àquela altura, os bastidores do Judiciário baiano ferviam com rumores sobre delações premiadas e prisões de magistrados que estariam por vir. Uma dessas especulações envolvia um operador que teria livre acesso ao gabinete da própria Ilona Reis e tinha fechado um acordo com a PGR para contar tudo.

A desembargadora afirma que as tratativas em torno da suposta cobrança de 1 milhão de reais para livrá-la não foram adiante porque a conversa com César Oliveira, o advogado amigo da família Aras, teria azedado. Oliveira, afirma Ilona, ficou indignado quando ela pediu para parcelar os 100 mil reais do primeiro contrato de honorários. E teria, então, questionado: se ela não tinha condições de arcar com esse valor, como poderia chegar à cifra de 1 milhão de reais que seria necessária para resolver de vez a situação?

Trecho da carta da magistrada: medo de ser presa a levou a procurar advogado próximo de Aras
Justamente nesse dia, sempre de acordo com o relato constante da carta, Ilona diz que César Oliveira mostrou a ela mensagens de WhatsApp que teria trocado com o próprio Augusto Aras – o advogado, segundo a magistrada, chamava o procurador-geral por um apelido, “Guga”. A desembargadora afirma ter certeza de que as mensagens mostradas haviam sido trocadas de fato com Aras em razão da relação de proximidade de César Oliveira com o pai do procurador-geral. Em uma das mensagens que lhe teriam sido apresentadas pelo advogado, Aras teria perguntado, segundo a desembargadora: “E cadê o dinheiro dela?”. “Fiquei estarrecida e passei a me perguntar que interesse o PGR Augusto Aras teria no meu dinheiro”, escreve a magistrada.

Eis o que ela escreveu: “No dia seguinte fui chamada de volta pelo advogado César Oliveira, em sua residência, Rua do Ébano, Salvador, Bahia, atrás do Shopping Iguatemi. Lá chegando ele me questionou de forma irônica e disse: ‘Dra… como é que uma desembargadora não tem dinheiro?’. (…) Respondi: Eu vivo do meu salário. Ele riu num tom de deboche e incredulidade e disse: ‘Aqueles 100 (cem) mil reais são honorários contratados com o advogado; a senhora ainda teria de pagar 1 (um) milhão de reais aqui, e isso só para começar’. Ficou claro que o aqui se referia a ele, e o mencionado 1 (um) milhão de reais seria para iniciar o tráfico de influência. Prosseguindo, ele disse: ‘Eu falei com Guga que você não tinha cem mil reais quanto mais um milhão de reais iniciais’, e me mostrou uma conversa de texto entre ele e o PGR Augusto Aras, a quem sempre se refere informalmente como Guga”.

A despeito da irritação em razão do pedido de parcelamento do contrato de honorários que lhe foi sugerido, César Oliveira teria voltado a procurar novamente a desembargadora com um novo plano, segundo ela. Desta vez, afirma, ele teria proposto que ela fechasse uma colaboração premiada e delatasse um grupo de 15 pessoas entre as quais estariam outros desembargadores e o senador petista Jaques Wagner, que a nomeou para o TJ quando era governador. Escreve a desembargadora: (César Oliveira) Disse que iria me ajudar como um favor, mas eu teria de pagar de outra forma, isto é, eu deveria delatar pessoas por ele indicadas, pessoas que depois eu percebi serem seus desafetos”. Na carta ela lista os nomes das pessoas que deveriam ser delatadas. Além de Jaques Wagner e de outros integrantes do tribunal, diz ela, estavam ainda o deputado federal Ronaldo Carletto, do Progressistas (ex-PP) e o empresário Carlos Suarez, um dos fundadores da empreiteira OAS. Segundo Ilona, os alvos da delação que ela teria que fechar tinham em comum o fato de serem adversários do grupo político ligado a Aras dentro do TJ baiano. A magistrada relata o contexto em que cada um deles deveria ser mencionado no acordo. No caso do senador petista, por exemplo, ela teria que falar da “ingerência” dele no tribunal, para o qual nomeou nove desembargadores durante o período em que governou a Bahia, entre 2007 e 2014.

Ilona afirma que o advogado mostrou a ela mensagens supostamente trocadas com Augusto Aras
Ilona Reis afirma que essa nova proposta também não avançou porque ela não tinha o que delatar contra as pessoas mencionadas pelo advogado. Ainda assim, escreve a desembargadora, ele teria seguido na pressão. “Ninguém quer saber quem é culpado ou inocente, somos nós que decidimos quem é culpado ou não”, teria dito o advogado. “Ou você delata ou vai presa e vão jogar a chave fora.”

A magistrada baiana afirma ainda que, para ilustrar o que poderia fazer em favor dela junto à PGR, César Oliveira teria citado o caso de uma outra desembargadora também encrencada a partir das investigações da Operação Faroeste. Trata-se de Sandra Inês Moraes Rusciolelli, presa em março de 2020 sob a acusação de ter recebido 2,4 milhões de reais de propina com venda de sentenças. Em uma ação controlada, a Polícia Federal flagrou o filho de Sandra Rusciotelli recebendo 250 mil reais em troca de decisão dela em favor de uma empresa. Segundo Ilona, o advogado amigo de Aras disse o seguinte sobre o caso de Sandra: “Foi pega com a boca na botija, mas Guga (Augusto Aras) e eu vamos arrumar a vida dela e do filho”. Na mesma conversa, conforme o relato de Ilona Reis, César Oliveira disse que tanto Sandra Rusciotelli quanto seu filho já tinham contratado um advogado ligado a ele e estavam em vias de ter a situação resolvida. Não se sabe se foi exatamente graças à interveniência do advogado, mas a “profecia” de certa forma se cumpriu. Em setembro passado, mãe e filho conseguiram, no STJ, o benefício da prisão domiciliar – a Procuradoria-Geral da República se posicionou a favor. Desde então circula na imprensa baiana a notícia de que ela fechou um acordo de colaboração premiada com a PGR no qual delatou 58 pessoas. Nem a PGR nem os advogados de Sandra Rusciotelli confirmam a informação.

É no contexto da suposta pressão para que também ela firmasse um acordo de delação que Ilona traz à trama o nome da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, braço-direito de Augusto Aras nos processos criminais que correm na PGR. Ilona Reis sustenta na carta que, no último encontro que teve com César Oliveira, o advogado exibiu mensagens que ele teria trocado com a própria Lindôra. A subprocuradora teria dito nessas mensagens que a magistrada deveria viajar até Brasília para que as duas tivessem uma conversa. A recomendação foi seguida por Ilona. Dias depois, ela embarcou para a capital federal para se encontrar com Lindôra. A PGR confirmou a Crusoé a existência da audiência. Ilona Reis diz que foram dois encontros com a subprocuradora, ambos no primeiro semestre de 2020. Além dela, participaram das conversas o também procurador da República Hebert Reis, que integrava o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR, e o promotor de Justiça da Bahia João Paulo Schoucair, que auxiliava Lindôra nas apurações relacionadas à Faroeste. A desembargadora diz que as conversas se deram sob um clima de tensão. Ela relata que foi a Brasília sem advogado e que, diante de Lindora, Hebert e Schoucair, disse que estava ali por orientação de César Oliveira. Os três disseram não conhecê-lo, segundo ela. “Pensei em dizer que estava ali coagida, mas resolvi ficar calada porque me encontrava num ambiente hostil e de terror”, escreveu.

O advogado Roque Aras, pai do procurador-geral, também é mencionado na carta da desembargadora presa
A desembargadora afirma que, após o primeiro encontro, telefonou para César Oliveira para dizer como havia sido a conversa. O advogado, disse ela, teria prometido que na conversa seguinte o tratamento seria diferente. Nesse ponto, a promessa não teria se cumprido, de acordo com o relato. A desembargadora afirma que, na segunda conversa, Lindôra manteve a mesma postura. A expectativa, diz, era a de que ela apresentasse uma proposta de delação porque as investigações continuavam e novas prisões iriam acontecer no curso da Faroeste. A magistrada diz que se sentiu pressionada e, por fim, acabou dizendo que faria uma delação. “Para me livrar daquele ambiente eu disse que iria reunir as provas (provas essas inexistentes) e iria voltar.” Isso nunca ocorreu. Ilona relata que optou por esperar os desdobramentos da operação. Em 14 de dezembro de 2020, ela foi presa pela PF na sétima fase da Operação Faroeste, coordenada por Lindôra.

Ilona Reis confirmou a Crusoé a autoria da carta. No batalhão da PM contíguo ao complexo penitenciário da Papuda, a desembargadora tem passado os dias em uma sala de estado maior reservada a autoridades. Ela divide o espaço com uma colega de tribunal, a também desembargadora Lígia Ramos Cunha, acusada de envolvimento no mesmo esquema de venda de sentenças. No início deste ano, Ilona teve a prisão temporária convertida em preventiva, o que significa que não há prazo para que ela deixe a cadeia. Após ser presa, ela ingressou com um pedido de aposentadoria, mas o processo foi suspenso por ordem do STJ. A magistrada aguarda o julgamento de um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, distribuído ao ministro Edson Fachin. A PGR já se manifestou nos autos, sustentando a necessidade de manutenção da prisão porque a desembargadora tem um “histórico de crimes” e que só a cadeia “pode evitar novos ilícitos”.

Advogado criminalista, César Oliveira é amigo de infância de Augusto Aras. Os dois foram contemporâneos em um colégio de padres em Feira de Santana, na década de 1970. Roque Aras, o pai do procurador-geral, foi advogado de empresas da família Oliveira, na mesma cidade. Quando Augusto Aras assumiu a PGR, em setembro de 2019, César Oliveira compareceu à cerimônia de posse e teve direito a um tratamento especial. Aras fez questão de apresentá-lo a outras autoridades presentes, como o ministro do Supremo Dias Toffoli.

Gil Ferreira/Agência CNJGil Ferreira/Agência CNJLindôra Araújo recebeu Ilona Reis para duas audiências na PGR
Perguntado por Crusoé sobre o relato da desembargadora Ilona Reis, Oliveira inicialmente afirmou que nunca recebeu a magistrada em sua residência. “Ela me telefonou, mas pessoalmente não me encontrei com a desembargadora Ilona”, disse. Depois, confrontado com os detalhes da carta, ele admitiu ter recebido a desembargadora uma única vez, na companhia do mesmo advogado que ela diz ter sido o responsável por indicá-lo como alguém que poderia socorrê-la na Operação Faroeste. “Eu disse a ela o seguinte: ‘Se a senhora cometeu crime e tem consciência disso, a lei da delação é um caminho viável de estratégia jurídica, vá delatar. Se não cometeu crime, não se preocupe'”, afirmou Oliveira a Crusoé. César Oliveira disse que é amigo de Roque Aras, o pai de Augusto Aras, mas negou que o tenha apresentado à desembargadora em seu apartamento. Ele nega ter trocado mensagens de WhatsApp com Augusto Aras sobre o caso de Ilona Reis e afirmou que não chama o procurador-geral de “Guga” na frente de outras pessoas. “É mentira. Em momento nenhum vou chamar o procurador-geral da República de Guga na frente de quem quer que seja.”  Oliveira afirma que não recebeu dinheiro de Ilona para ir a Brasília falar com Aras e sustenta que nunca pediu 1 milhão de reais para resolver o caso dela e não tentou convencê-la a fazer um acordo de delação. “É um relato vazio de uma criminosa que, juntamente com a quadrilha dela, juntou uma série de circunstâncias com aparência de verdade para criar uma narrativa fantasiosa sem nenhuma fumaça probatória. São alegações chulas de uma bandida”, afirmou. O advogado atribuiu as acusações de Ilona a uma inimizade que ele tem com um advogado apontado pela PGR como operador financeiro da desembargadora. “Não sou advogado de ninguém e não indiquei advogado para ninguém (na Faroeste)”, disse. “Querer me envolver nessa operação é uma teratologia, até porque precisa ter prova.”

Roque Aras, o pai do procurador-geral, afirmou a Crusoé que tem uma relação “muito esporádica” com César Oliveira e que não conhece pessoalmente a desembargadora Ilona Reis: “Não a conheço, nunca tive relacionamento com essa senhora”. Ele diz torcer pelo sucesso da Operação Faroeste porque ela está combatendo a corrupção no Judiciário da Bahia, mas assegura que sempre manteve distância do caso para não prejudicar o trabalho do filho.

Nei Pinto/TJBANei Pinto/TJBAO TJ baiano: Operação Faroeste já denunciou três dezenas de pessoas por envolvimento em um esquema de venda de sentenças
Desde a semana passada, Crusoé vem insistindo em pedidos de entrevista com Augusto Aras e Lindôra Araújo para que eles pudessem responder, ponto por ponto, as acusações levantadas pela desembargadora. Nesta semana, a PGR informou que nenhum dos dois daria entrevista. O gabinete de Augusto Aras limitou-se a enviar uma nota oficial na qual diz que ele repele as acusações e diz estranhar que Ilona Reis não tenha, até o momento, levado o assunto formalmente aos autos. A nota minimiza as suspeitas levantadas pela desembargadora a partir do argumento de que ela está presa sob a acusação de participar de uma organização criminosa. O texto diz ainda que os encontros de Ilona Reis com Lindôra Araújo ocorreram a pedido da magistrada, na condição de investigada, e seguiram a rotina observada na Procuradoria.

Eis a íntegra da nota enviada pela PGR: “A desembargadora Ilona Reis está presa desde dezembro de 2020 na Papuda, em Brasília, por decisão da Corte Especial do STJ, da relatoria do ministro Og Fernandes, da Operação Faroeste. A prisão já foi reiterada pela Corte Especial do Tribunal após análise de farto acervo probatório documental e pericial. As provas apontam para a existência de uma organização criminosa que vendia sentenças, formada por desembargadores, advogados e autoridades policiais, fazendo parte da apuração inclusive crimes de homicídio. Na condição de investigada, Ilona Reis pediu para ser atendida na Procuradoria-Geral da República. A audiência foi realizada na Assessoria Jurídica Criminal e, conforme os padrões de atendimento em casos desse tipo, na presença de vários procuradores. Na oportunidade, a desembargadora manifestou interesse em fazer acordo de colaboração premiada. Embora tenha havido um segundo encontro também a pedido da desembargadora, o acordo não foi firmado. De forma paralela, em decorrência de diligências concluiu-se a coleta de provas contra a investigada e o pedido de prisão foi encaminhado ao STJ. Surpreende que a alegação da agora ré não tenha sido apresentada no processo, mas na imprensa. O PGR repele as insinuações.”

Espera-se que, a partir de agora, ao menos uma apuração formal seja aberta para passar a história a limpo, ouvindo oficialmente as partes envolvidas e, por meio dos instrumentos legais de investigação, averiguando cada passagem da acusação. O primeiro a ter interesse em esclarecer os fatos deve ser o próprio procurador-geral, chefe maior do Ministério Público Federal, sobre quem não podem pairar suspeitas de qualquer tipo. Se a desembargadora mentiu na carta, ela precisa ser exemplarmente punida. Se o que ela conta tem fundamento, é imperioso que os envolvidos sejam instados a se explicar e, se houver culpa, sofram as devidas sanções. Certo é que, na trama, há várias questões que precisam ser esclarecidas. Será que Aras está sendo vítima de vingança? Será que o nome dele foi usado por advogados amigos? Houve, de fato, pressão indevida sobre a magistrada durante as investigações? O sarapatel merece respostas.

Com reportagem de Luiz Vassallo
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  1. Eu não duvidaria dessas declarações da Ilona, pois todas as altas cortes de justiça do país estão de lama até o pescoço, isso é de conhecimento público.

  2. A base da reportagem é a carta da desembargadora presa. Vcs definitivamente estão perdendo a mão do que se auto intitulam "ilha no jornalismo"

  3. Quase toda a história que ela contas é verdadeira. E isso é praxe na BA. Há outros envolvidos nos esquemas de vendas de sentenças por alguns escritórios de advocacia. Aras está nisso até o pescoço.; Porém, ela mente ao dizer que pessoas como JW e, principalmente Carlos Suarez (grande Capo da organização criminosa que manda na BA), são inocentes e não teria nada contra eles. Ela sabe de muita coisa sim. Há muito mais nisso tudo, mas atinge pessoas com foro, por isso não dará em nada!

  4. Aras pediu inquérito para apurar declarações do Juiz Sérgio Moro a respeito da interferência do presidente na PF. Será que vai deixar barato acusações contra ele próprio? Tem de ser apurado tudo isso!

  5. Por posicionamentos anteriores, especialmente no desmonte da LAVA JATO e no silêncio protetor dos deslises da primeira família, comprometem-se Aras e Lindora como figuras possivelmente verdadeiras no relato da desembargadora Ilona. Essas autoridades da PGR precisam ser INVESTIGADAS SIM! Parabéns, Crusoé pelo trabalho investigativo desenvolvido com tantos detalhes e atenção!

  6. Parabéns Fábio Leite e a revista Cruzoé pela belíssima reportagem. Merece realmente uma investigação. A justiça que é CEGA, cada dia mais desnudada. Que tudo seja esclarecido nesse sarapatel destemperado...

  7. Parabéns pelo excelente nível de investigação e apuração dos fatos para o público, ou melhor, para o povo... Enquanto isso a lava-jato definha atacada cada vez mais pelos seus inimigos

    1. Exato, repostagens assim deveriam ser abertas ao público em geral porque são também de interesse público.

  8. A primeira coisa que eu, sendo o PGR faria, seria deixar a PGR (não ele, claro) nomear um procurador federal para abrir um inquérito sobre as acusações, colaborando em tudo o que lhe fosse pedido_claro, em não tendo culpa de nada, expondo-me o mais possível até para ser declarado inocente, publicamente. Eis um desgaste necessário. Como dizia um velho ditado romano: "Não basta à mulher de César ser honesta. Ela tem de parecer honesta."

    1. Observação PERFEITA. Como este país pode ter tantos safados???? A começar por este podre governo.

  9. O erro dessa desembargadora foi não ter gravado as conversas com o advogado que falava em nome de Aras. E tampouco ter preparado um flagrante por crime de extorsão contra o advogado, oportunidade na qual o aparelho celular do advogado poderia ser apreendido e posteriormente submetido a perícia mediante autorização judicial. Sem essas provas, fica a versão dela contra os outros, o que é o mesmo que nada. A verificação preliminar da Crusoé foi útil pra afastar a necessidade de inquérito.

  10. Crusoé e O Antagonista, não deixem de fazer este tipo de reportagem. Matérias como esta, sobre a operação Faroeste, e Operação Esquema S, por exemplo, jogam luz sobre a podridão do sistema judiciário brasileiro, desde advogados que vendem supostos prestígios a figuras de tribunais, desembargadores e procuradores corruptos. Mais uma vez parabéns pelo trabalho.

  11. A Desembargadora corrupta, amargando uma bela prisão e percebendo que não tem saída resolveu joga farofa no ventilador.

  12. Devemos levar em conta todo empenho do PGR para acabar com a Lava Jato e blindar Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados das mais diversas acusações.

  13. Existe escape para o brasileiro? Não por que na qualidade de país pária até ir embora será tortuoso...mas na primeira oportunidade vou de qualquer modo...NOJO GERAL

    1. Há que ir até o fim senhor jornalista, vai uma pequena sugestão , escreva também sobre a gravação do Cabral falando do ministro Tofolli.

  14. Justiça, Advogados, Escritórios de advogados, magistrados , judiciário, cada vez mais entendo a frase " A justiça é como serpente só pica os descalços" brasileiros com ética, gente do bem que tenham condições fujam desse país

  15. Não há como confiar nas pessoas que conduzem a justiça neste lugar chamado Brasil. Pobre de nós, pagadores de impostos, que financiamos este espetáculo de terror.

  16. Muitas respostas. Mas pensando bem, porque Augusto Aras se empenhou tanto em destruir a Lava Jato? Nesse sarapatel tem muita coisa a ser explicada pelo PGR.

  17. ....palavras de uma corrupta....intermédio de advogados ( corruptos ou chantagistas?blefe p ganhar o seu?)......Malfeitos em quem se devia confiar , igual ao stf !! investigar a tds envolvidos, os inocentes serão absolvidos ...quem não deve não teme .....e o Toffolli participando de seu próprio julgamento? Será se ninguém tem mais decência?

    1. Antônio, tamo fudidos.Ja notou que toda merda tem o amigo do amigo do meu pai envolvido? Parece que nesta cloaca chamada Brasil só se salva a PF.

  18. Histórinha mal contada. Quam conhece o TJBA sabe o antro que é aquilo... O advogado marca uma reunião, dizendo ter acesso e a desembargadora é mal recebida... Depois a mesma coisa. obviamente que ele não tinha o que ele prometia...

    1. Ninguém melhor para destruir as poucas instituições que funcionavam bem no país que Bolsonaro, o mitômano.

  19. Por acaso essa seria a mesma desembargadora que foi comprada pelo empresário baiano que adquiriu o apartamento do 01? Na matéria da Veja sobre a identidade do comprador do apartamento do Flávio eles não mencionam o nome.

    1. Acabei de ver numa matéria de O Antagonista que são desembargadoras diferentes. Mesmo estado, Bahia, mas pessoas distintas.

  20. E o cado do filho do presidente do STJ? Por acaso é o que então, uns são cerimoniais, outros não são, dois pesos e duas medidas... essa gente não vale nada.

  21. Será que está surgindo Roberto Jeferson de saias? Se for, 1) ela vai ser solta em seguida ou 2) ela não tem munição suficiente para derrubá-los.

  22. Ele é chamado de Guga mesmo ,desde garoto,natação etc esse advogado sempre coleguinha em Feira de Santana ,coitada da sua genitora .

  23. Tem que se ir fundo em uma apuração, não pode pairar qualquer tipo de dúvida a esse respeito. As coisas estão muito mal explicadas perante os fatos ditos.

    1. Edmar, e o que adianta, pois quando o processo chegar a instância maxima ( a curriola tem foto previlegiado ) o bocão ou o Fachin manda anular ( faltou um til numa palavra) ou arquivar tudo. É assim.

  24. Vocês são foda, que competência pra achar esses "disse me disse", e o pior sem respostas sem investigação.

  25. JÁ FALEI E REPITO: O HARAS É UM DELINQUENTE A SERVIÇO DO GENOCIDA, E ISSO O TORNA UM BANDIDO SEM PRECEDENTES. O LÍNGUA PRESA É UM ESTRUME QUE SÓ VISA A VAGA DO MARCO AURÉLIO NO STF, E SE PARA ISSO TERÁ QUE VENDER A ALMA AO CAPETÃO CLOROQUINA, NÃO TENHAM DÚVIDAS QUE A NEGOCIAÇÃO JÁ FOI CONCLUÍDA. O PALHAÇO ASSASSINO CONSEGUIU APARELHAR A PGR E A PF COM O INTUITO DE PERPETUAR A SUA SAGA ASSASSINA QUE HOJE JÁ ULTRAPASSOU 470 MIL VÍTIMAS. OS PIORES BANDIDOS NO PODER!! FORA LULA E BOSTANARO !! 🚔🔪☠

  26. Al Capone se reencarnasse e tivesse que enfrentar o Judiciário no Brasil com certeza seria com certeza contratado como “menor estagiário”

  27. Não saí convencido, esta narrativa parece estapafúrdia e algumas articulações mal explicadas, claro que deve ser averiguada mais adiante porque no Brasil de hoje tudo é possivel 😪

  28. Todos esses nomes envolvidos estão falando a verdade. O problema é que cada um desses personagens só contam a parte da verdade que lhes interessa! Isso é a justiça brasileira: Um emaranhado de verdades que não convergem em nenhum ponto.

  29. Sinceramente, esse Aras nunca me enganou, tinha um desejo enorme de acabar com a operação Lava jato até que conseguiu com ajuda do Gilmar Mendes Lewandowski e Dias Toffoli hoje a parte do STF já sabemos quem estavam protegendo a parte da PGR nessa fumaça tem fogo.

  30. Coisas assim nos fazem ver o estado do Judiciário de forma geral. Lamentavelmente, são sinais de total indignidade, indecência, imoralidade, ilegalidade, etc. A Justiça parece nunca ser alcançada, sempre obstaculizada pelos próprios agentes q deveriam promovê-la. Sinto imensa frustração qdo olho pro meu país, parece q nunca seremos uma nação de verdade. Moro e a LavaJato foram fugazes lampejos de esperança.

  31. O mundo é cruel especialmente no Brasil. Se fizesse parte da corte dos deuses das togas toscas - salvo as exceções -, nem investigação haveria, prisão então, impossível!

  32. Realmente merece ser apurado. Chama a atenção que o advogado amigo de infância de Aras tenha respondido em termos tão agressivos, chamando a desembargadora de bandida. De sofrer processo na OAB e de indenização, afinal a tal ainda não foi julgada e não cabe a um advogado proferir esses pré-julgamentos, ou julgamento algum, pois não é juiz da causa. Muito estranho. Mesmo que a desembargadora seja culpada, repito, advogado não pode emitir este tipo de comentário. Alô OAB/BA

  33. Belíssima reportagem, pena que não vai dar em nada, esses canalhas imundos que o bozo escolheu exatamente por serem escrotos corruptos são muito PODEROSOS!

  34. O PSICOPATA OPORTUNISTA SÓ SE JUNTA A ESCÓRIA .COM ARAS ACABARAM COM A LAVA JATO ,blindam ao que há de pior .ACABOU A JUSTIÇA ,467 MIL BRASILEIROS MORTOS ,,SEM VACINAS .FILHOTES ACIMA DE TUDO E LADROES E CORRUPTOS ACIMA DE TODOS .lema do capetao genocida

  35. Não sei, sempre que vejo essa figura me remete aqueles velhos coronéis com ternos se linho, chinelas, unhas grandes, suando em cercado de meninas se 13 anos, será que o Bananal ainda vai superar um dia essa fase pós colonização? Tenho muitas dúvidas

  36. Crusoé sempre mostrando a que veio, buscando, investigando e fazendo um jornalismo de excelência. Quanto a matéria, penso que não existem santos.

  37. os EXEMPLOS EXCECRÁVEIS que uma SOCIEDADE tão CORRUPTA é capaz de produzir! São DEGENERADOS MORAIS que IMPEDEM o BRASIL de AVANÇAR! Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” Triunfaremos! Sir Claiton

  38. A eterna Suprema Tolerada Falcatrua deste podre sistema judiciário brasileiro. Somente os poderosos bilionários que se safam da lei.

  39. A denúncia contra Aras não me surpreende, se fosse uma pessoa honrada não teria corrido por fora da lista tríplice, seria um engavetador conivente com todos dos absurdos cometidos pelo governo. O PGR se mostra sérvio ao projeto de poder que se mostra criminoso e golpista desde o primeiro semestre de mandato. Aras sempre me lembrou um daqueles coronéis do romance Gabriela de Jorge Amado.

  40. Sem acabar com as indicações políticas , por compadrio e sempre por péssimos critérios , para a cúpula de todo o judiciário , Infelizmente o judiciário jamais terá credibilidade , mesmo contando com os bons juízes concursados de primeira instância que tentam , mas são bloqueadas pela hierarquia.

  41. Embora se trate de uma bela reportagem, devo dizer que para mim não traz novidade nenhuma, na minha longa vida laboral trabalhei no Executivo, Judiciário e Legislativo e posso assegurar de consciência tranquila que foi num tribunal onde tive maior percepção e provas de corrupção e injustiça.

  42. Eh o que Bolsonaro colocou para chefiar essa instituição tão respeitada! Bolsonaro merece tudo de ruim que o universo possa lhe proporcionar! Bolsonaro eh a maior desgraça que já acometeu esse Brasil!

  43. parabens a crusoe por mais essa reportagem,nao fosse por este jornalismo independente nós cidadãos brasileiros já mais tomariamos conhecimentos destes fatos, obrigado Crusoé e toda a equipe de jornalismo, agora só nos resta ver no que vai dar isso tudo, será que as autoridades competentes tem interesse em apurar essas acusações?é lamentável dizer isso, mas o brasil esta nas mãos de bandidos disfarçados de justiça, mais uma coisa é certa, o mal jamais poderá vencer o bem, ainda há esperança.

    1. Adalberto concordo contigo. Porém se o Moro se candidatar terá meu voto e de muitos amigos e parentes.

    2. Para Sérgio Moro é melhor ser um advogado renomado, consagrado e reconhecido nos Estados Unidos do que ser Presidente de um país fudido como o Brasil cujo povo só dá valor a quem não presta!

    3. É isso aí! Pena que o povo brasileiro não sabe valorizar a grande luta do Dr Sergio Moro contra a corrução.

  44. “Ninguém quer saber quem é culpado ou inocente, somos nós que decidimos quem é culpado ou não”. Esta sentença é o retrato em preto e branco da malfadada justiça brasileira. Se a décima parte do que existe naqueles escaninhos vierem à tona a República desmorona. Se o stf está aparelhado o que dizer dos demais trib superiores?

    1. Como digo, a política fede corrupção ao céus aberto, já o judiciário e o esgoto da corrupção

  45. A Lava Jato prendeu poderosos e foi vítima do Bolsonaro, do Lula, do Aras, do Gilmar Mendes, dentre outros cretinos. Todos sabemos da corrupção no judiciário. A carta dessa desembargadora corrupta tem elementos factíveis, que suscita dúvida sobre o PGR ser um corrupto. Mas isso não leva a lugar nenhum. Veja o caso do Toffoli. Por que ARAS, STF, BOLSONARO, LULA, trabalharam em conjunto para acabar com a Lava Jato? Para a roubalheira continuar ad infinitum.

  46. vai vendo o nível das nossas instituições, vai vendo- stf-militares-pgr-oab-partidos-igrejas-etc O BRASIL É UMA EXPERIENCIA SOCIAL QUE DEU MUITO ERRADO

  47. Onde tem fumaça com os amigos indicados por bolsonaro, com certeza tem fogo. Agora, investigar somente a partir de janeiro 2013

  48. Excelente reportagem!! O triste é saber que toda essa história de venda de sentença existe a muito tempo e pouco estamos fazendo pra punir...

  49. Lamentavelmente a Bahia e seu povo ainda vive sob o junho de Coronéis. Onde o estado de escravidão e bala comanda a inexistente democracia lá

  50. Uma investigação transparente sobre as acusações da procuradora é o único caminho para tirar o nome do PGR Aras da lama. vão investigar?

  51. A leitura dessa reportagem nos assusta, pois mostra o cenário aterrador em que funciona o Poder Judiciário, mesmo que a carta seja uma fantasia criminosa, a sua existência já demonstra o que é o ambiente reinante.

  52. Em frente na pressão Crusoé. A sociedade brasileira tem interesse em que a investigação dessas denúncias se realize. Há muito a justiça brasileira da mostras de corrupção e de corporativismo suspeitos. Excelente matéria, trazendo as versões às claras. Parabéns!

  53. Se verdade ou não ,só o fato da existência desse tipo de carta , não deixa dúvida sobre nosso destino em meio ao atoleiro oficial no qual vivemos.

    1. É o que eu penso José! Judiciário que solta o lularapio, e tenta prender Moro!: É que se orgulha de junto ao pr acabar com nosso orgulho nacional que é a LavaJato!

    2. para quem acabou com a lava jato tudo é possivel sao todos milicianos

  54. e de se estranhar esse pessoal preso assim ,essa desembargadora . pra o que vemos no país ela demorou demais presa ,aí tem

  55. Creio que faltou dizer se a detida alega inocência nessa mesma carta. Caso não, acho que a possibilidade de ser verdadeira a acusação ganha plausibilidade.

    1. "Deus é um cara gozador, adora brincadeira, pois pra me jogar mundo tinha o mundo inteiro, mas achou muito engraçado me botar cabreiro - na barriga da miséria, nasci brasileiro - ..... eu sou do Rio de Janeiro! . .

  56. O que diz o ditado: " Onde tem fumaca tem fogo"? Limpar a casa e cansativo, mas tirar a limpo no Brasil e trabalho herculeo.

  57. Discordo do título da reportagem, acho que esse sARA(S)patel está mais para ANGU DE CAROÇO e pela riqueza de detalhes da carta da magistrada, ouso supor que tem caroço nesse angu! Aras e Lindora vão experimentar o velho ditado do “Feitiço virou contra o feiticeiro” ? A lava jato vibra em seu túmulo! Com a palavra os “investigadores isentos” deste país!!!

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