Vieira anuncia neutralidade no segundo turno entre Lula e Flávio
Senador afirmou que a eleição se reduziu a uma “medíocre disputa de rejeições”
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta terça-feira, 13, que ficará neutro no segundo turno da eleição presidencial, disputado entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Dos 27 diretórios estaduais do MDB, 16 declararam apoio ao senador do PL.
Nas redes sociais, Vieira afirmou que nenhum dos dois candidatos tem condições de resolver os problemas do país. O parlamentar acrescentou que o pleito se reduziu a uma “disputa de rejeições”.
“A escolha democrática dos brasileiros coloca novamente no segundo turno da eleição presidencial dois nomes que merecem respeito, mas que não representam aquilo que eu entendo ser necessário para resolver os problemas do presente e muito menos para projetar um futuro que garanta desenvolvimento econômico e social para o Brasil. Na minha opinião, Luís Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro reduzem as eleições a uma medíocre disputa de rejeições. Eles não demonstram condições para enfrentar problemas que se tornaram crônicos no Brasil, como a corrupção, o avanço das facções, a radicalização política e a desigualdade social agravada pela precarização do mercado de trabalho. Lula representa um projeto político que envelheceu mal e que não demonstra capacidade de reação. Flávio representa, ao mesmo tempo, um vazio de ideias e uma proximidade com ilícitos típica da política fluminense. Os dois arrastam para a Presidência escândalos e práticas incompatíveis com a importância do cargo.”
O senador afirmou que não considera razoável apoiar qualquer um dos candidatos apenas com base na rejeição ao adversário.
“Não é razoável para mim apoiar qualquer um deles com base apenas na rejeição ao outro, embora eu respeite as opiniões e escolhas de cada eleitor ou liderança pelo Brasil afora. Então, a minha posição nestas eleições será de neutralidade. Os filiados do MDB em Sergipe estão liberados para adotar a postura que entendam adequada, posto que o diretório não deliberou sobre o tema. O eleito, seja quem for, contará com a minha ajuda para todos os projetos que possam melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos sergipanos, ao mesmo tempo em que terá a minha oposição aos erros e maus projetos. Encerradas as eleições, será necessário iniciar um processo intenso de identificação e desenvolvimento de novas lideranças nacionais que sejam capazes de construir um projeto de Brasil mais justo, democrático e seguro. É preciso mobilizar a imensa maioria de brasileiros honestos e trabalhadores com base em construção e respeito, e não em destruição e ódio. Precisamos reconstruir o Brasil”, afirmou.
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