Trump manda liberar arquivos sigilosos sobre OVNIs
Trump ordena que governo americano revise e divulgue registros de fenômenos aéreos não identificados coletados pelas forças armadas
A bordo do Air Force One, Donald Trump disse a repórteres que o governo dos Estados Unidos guarda informações sob sigilo sobre fenômenos aéreos não identificados e que parte deles poderia vir a público após revisão de segurança.
Horas depois, o presidente publicou no Truth Social que ordenaria às agências federais identificar e preparar a liberação de arquivos ligados a OVNIs e possíveis sinais de vida extraterrestre.
"Devido ao enorme interesse demonstrado, instruirei o Secretário da Guerra e outros Departamentos e Agências relevantes a iniciarem o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs), bem como quaisquer outras informações ligadas a esses assuntos altamente complexos, porém extremamente interessantes e importantes. Deus abençoe a América!", escreveu Trump.
A iniciativa veio depois dos comentários do ex-presidente Barack Obama sobre a existência de dados oficiais sem explicação completa. Trump afirmou que informações desse tipo devem ser avaliadas antes de divulgação e indicou que o governo estuda quais documentos podem ser publicados sem expor capacidades militares.
Desde 2022 o Pentágono mantém um órgão permanente dedicado aos chamados fenômenos aéreos não identificados. A equipe analisa vídeos de pilotos, imagens infravermelhas e leituras de radar coletadas por caças e navios.
Parte desse material já foi apresentada em audiências no Congresso, onde oficiais reconheceram episódios sem conclusão definitiva. O governo evita associar esses casos diretamente à possibilidade de aeronaves extraterrestres e trata o tema como assunto de vigilância aérea.
No Capitólio, parlamentares de diferentes partidos pedem relatórios mais claros. Alguns defendem abertura maior para reduzir especulações e permitir participação acadêmica. Outros alertam que a divulgação pode revelar como funcionam os sensores militares e ajudar rivais a compreender limites de detecção.
Analistas de defesa apontam que muitos registros envolvem drones, balões de monitoramento ou falhas de leitura de instrumentos e ainda a possíveis aeronaves com tecnologias experimentais ou de outros países operando sem identificação. Ainda assim, relatórios recentes listam ocorrências classificadas como inconclusivas por falta de dados suficientes.
A ordem anunciada por Trump exige uma revisão detalhada, processo que pode levar meses e depende da avaliação de diversos órgãos de inteligência e das forças armadas.
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