Trump debocha da capacidade de defesa da Groenlândia
Presidente dos EUA voltou a dizer que o país terá a Groenlândia "de um jeito ou de outro"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer no domingo, 11, que o país terá a Groenlândia "de um jeito ou de outro".
"Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer. Eu gostaria de fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas a teremos de um jeito ou de outro. (...) A Groenlândia deve fazer um acordo [com os EUA], porque eles não querem ver a Rússia ou a China dominar", afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One.
Trump ainda debochou da capacidade de defesa da Groenlândia.
"E sabe qual é a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros", disse o presidente americano.
Questionado, Trump negou ter feito qualquer oferta formal à Dinamarca pelo território da Groenlândia.
US$ 100 mil
O governo dos EUA considera propor pagamentos diretos aos 57 mil habitantes da Groenlândia como estratégia para motivar a separação da ilha em relação à Dinamarca, segundo a agência Reuters.
Assessores da Casa Branca debateram valores individuais que variam entre 10 mil dólares e 100 mil dólares por cidadão. Convertida pela cotação atual, a cifra máxima equivale a aproximadamente 538 mil reais por pessoa. O montante supera a renda média mensal local, estimada em 30 mil coroas dinamarquesas.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, manifestou oposição ao plano em canais oficiais de comunicação: “Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”.
Autoridades em Copenhague e na ilha reiteram que o território não está à venda.
França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca divulgaram uma nota conjunta sobre a situação. O documento afirma que apenas as autoridades da Groenlândia e da Dinamarca possuem competência para decidir sobre os vínculos políticos da região. O bloco europeu rejeita interferências externas.
Karoline Leavitt, secretária de imprensa dos Estados Unidos, confirmou que a presidência e o conselho de segurança nacional examinam “uma potencial compra”.
O governo americano busca aplicar em outros contextos o modelo de ações adotado anteriormente em questões territoriais estrangeiras.
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