Trump cobra "palavras mágicas" do Irã sobre programa nuclear
Presidente dos EUA apresentou ao Congresso argumentos a favor de um possível ataque ao país persa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou na terça-feira, 24, que o Irã diga as "palavras mágicas" sobre o programa nuclear, apresentando ao Congresso americano argumentos a favor de um possível ataque ao país persa.
"Não ouvimos aquelas palavras mágicas: 'Nunca teremos uma arma nuclear'", disse o presidente americano.
"Eles já desenvolveram mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e estão trabalhando para construir mísseis que em breve chegarão aos Estados Unidos da América", acrescentou.
"O regime [iraniano] e seus representantes assassinos não espalharam nada além de terrorismo, morte e ódio", continuou.
Embora Trump diga que os iranianos estão desenvolvendo mísseis balísticos intercontinentais "que em breve chegarão aos EUA", a inteligência americana avalia que Teerã precisará de pelo menos mais uma década para retomar a produção de mísseis balísticos.
Segundo o governo Trump, o programa de armas nucleares do Irã foi "aniquilado" durante a guerra de 12 dias liderada por Israel em junho de 2025.
Diplomacia
Ao Congresso, Trump disse que sua preferência é pela diplomacia.
"Minha preferência é resolver este problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o principal patrocinador estatal do terrorismo possua uma arma nuclear. E nenhuma nação jamais deveria duvidar da determinação dos Estados Unidos."
Protestos
Trump também culpou Teerã pelas mortes de milhares de manifestantes durante os recentes protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.
O presidente americano falou em 32 mil mortos. Esse número, no entanto, é muito maior do que a maioria das estimativas públicas.
Produção de armas ou de energia?
O Irã alega que sua pesquisa nuclear se destina à produção de energia.
"O que se alega sobre o programa nuclear do Irã, o míssil balístico intercontinental iraniano e o número de mortos nos distúrbios de janeiro não passa da repetição de uma série de grandes mentiras", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, nesta quarta, 25.
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