"Se a CPMI seguir nesse ritmo, vai vir muita coisa à tona", diz deputado
Membro titular da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, Sidney Leite (PSD-AM) comentou as primeiras oitivas realizadas

O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) disse nesta semana que, em sua visão, se a CPMI do INSS seguir no ritmo de apuração e colheita de informações que apresenta neste início dos trabalhos, "muita coisa" virá à tona.
O parlamentar conversou com O Antagonista e a Crusoé sobre o começo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Ele é membro titular.
Na última quinta-feira, 28, o colegiado fez as primeiras oitivas. Foram ouvidos a defensora pública Patrícia Bettin, coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU), e, em reunião secreta, o delegado da Polícia Federal (PF) Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi.
"Entendo que [as primeiras oitivas] são positivas. É o início. Às vezes há questionamento que o depoente não tem conhecimento ou não pode responder, como é o caso do delegado, porque tem inquérito em andamento. Mas eu entendo que estão sendo extremamente positivas e que, se seguir nesse ritmo, vai vir muita coisa à tona. Seja no que diz respeito aos descontos ilegais, mas também, o que a gente começa a perceber muito forte, que há um conluio dessas associações com instituições financeiras e empréstimos consignados", disse Sidney Leite.
"E isso fica muito claro, tanto no depoimento da Defensoria Pública quanto no da Polícia Federal", complementou.
Sobre o depoimento de Bettin especificamente, ele ressaltou que houve esclarecimentos, mas outros pontos só serão esclarecidos "no decorrer da CPMI, ouvindo outros atores, porque ela tem um ângulo de visão e de informação".
"Ela não tem a globalidade. Então, entendo que quando ouvirmos outros atores, inclusive os investigados, denunciados e os próprios ex-presidentes do INSS, vamos ter mais clareza em relação ao desenrolar disso, com os dados também que serão fornecidos para a CPMI".
A próxima reunião da comissão está marcada para segunda-feira, 1º. Na ocasião, o colegiado votará novos requerimentos e deve ouvir o advogado Eli Cohen, responsável pelas investigações particulares iniciais que culminaram na deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
A operação foi deflagrada para combater o esquema nacional de descontos não autorizados. Cohen foi convocado para prestar depoimento na CPMI.
Procuradores vão auxiliar os trabalhos
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou nesta sexta-feira, 29, dois procuradores para auxiliarem os trabalhos da comissão. A indicação atende a requerimento do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), aprovado pelo colegiado na última terça-feira, 26.
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Comentários (2)
Ademir Fenicio
2025-08-30 19:48:29culpados condenados por corrupção é pedir muito? Éééé...
Eliane ☆
2025-08-30 18:02:55Que todos os culpados sejam julgados e condenados. É pedir muito?