Richarlison entra na campanha contra Flávio Bolsonaro
Atacante do Tottenham rebate Willer Tomaz e cobra devolução de ilha em Angra dos Reis
O jogador Richarlison voltou a cobrar do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz a devolução de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o atacante do Tottenham apresentou documentos relacionados à homologação da compra do terreno, no valor de R$ 10 milhões, durante a pandemia de Covid-19.
Richarlison afirma ter indenizado os antigos moradores, com um acordo formalizado em cartório. A aquisição foi feita em sociedade com Alencar da Silva Júnior, ex-deputado estadual de Minas Gerais.
"Fala aí, galera. Estarei mostrando aqui agora os documentos que comprovam que eu comprei a ilha. Foi tudo na frente do juiz. Foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro. Foi tudo correto. Nesse período, que eu morei lá, precisava também de uma documentação da Marinha. Eles levaram documentação com a tal de SPU e vou deixar o número do processo para vocês estarem acompanhando também", diz o atleta.
Segundo Richarlison, Flávio Bolsonaro chegou a fazer uma proposta para comprar o terreno, mas a oferta foi recusada pelo jogador.
Richarlison afirma que a recusa em vender o imóvel foi seguida por uma rápida transferência da posse na Justiça.
Ele também questiona a atuação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pela regularização de ocupações em áreas federais.
Eleição?
Em 2022, a Justiça concedeu a posse do imóvel à empresa WT Administração de Imóveis, ligada a Willer Tomaz.
“Nesse caso aí, que eu falei no vídeo anterior, a Justiça foi falha. A gente sempre esperou a resposta deles. Eles sempre ficavam enrolando até chegar a turma do Willer Tomaz. Foi aí que aconteceu a mágica. Foi rápido, questão de dias. A gente esperou quase um ano e não teve resposta. Como cidadão brasileiro, eu queria ter esses privilégios, saber como faz para ter esses privilégios da Justiça resolver mais rápido para um do que para outros. Fico indignado porque eu comprei aquela ilha, comprei com dinheiro suado, trabalhando, lutando pelo que é meu. Vou lutar até o final”, afirmou.
O jogador também rebateu a alegação de Willer Tomaz de que estaria aproveitando o período eleitoral para dar visibilidade ao caso.
“Senhor Willer Tomaz diz que eu aproveitei a época de eleição, o que é mentira. Eu mandei mensagem para o Flávio Bolsonaro no início do ano para resolver a situação da ilha e, com o passar do tempo, não tive retorno. Tá aí a prova, seu Willer Tomaz. Se tivesse a prova de que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha. Então, tá aí a prova”, declarou.
Situação do imóvel
A ilha está atualmente em nome da empresa WT Administração de Imóveis.
O terreno pertence à União, e a disputa envolve os direitos de ocupação e posse, não simplesmente a propriedade privada de uma ilha.
Flávio Bolsonaro nega envolvimento irregular e afirma que foi apenas arrolado como testemunha no processo.
Tomaz, por sua vez, sustenta que sua empresa adquiriu o imóvel de maneira regular.
O advogado acionou a Justiça para tentar impedir novas publicações de Richarlison sobre o caso. Em agosto, o pedido de urgência foi negado sob o entendimento de que a medida se aproximava de censura prévia.
Um grupo de advogados também pediu ao Ministério Público Federal que apure possíveis irregularidades relacionadas à concessão dos direitos de ocupação.
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