Oposição contesta número de presos libertados na Venezuela
Número de 116 presos políticos libertados na segunda, 12, "não reflete a realidade", afirmaram os porta-vozes de María Corina Machado e Edmundo González
A oposição venezuelana contestou nesta terça-feira, 13, o número de presos libertados na Venezuela pelo regime de Delcy Rodríguez, presidente interina do país desde a captura do ditador Nicolás Maduro.
Segundo o gabinete dos porta-vozes de María Corina Machado, líder da oposição, e Edmundo González, presidente eleito em julho de 2024, o número de 116 presos políticos libertados na segunda, 12, "não reflete a realidade".
"Ao meio-dia de terça-feira, 13 de janeiro, as organizações de direitos humanos só haviam conseguido verificar a libertação de 56 pessoas. Isso representa menos de 5% das mais de 1.000 pessoas que permanecem injustamente presas por motivos políticos", afirmou.
"Aqueles que são libertados da prisão quase sempre continuam sujeitos a medidas cautelares abusivas", acrescentou.
A oposição também reclama que não foram divulgadas listas com os nomes das pessoas que serão libertadas.
"As famílias dos presos não foram notificadas sobre o processo de libertação. Centenas delas permanecem em vigília, acampadas em frente aos centros de detenção, aguardando notícias, gastando dinheiro que não têm e colocando sua própria saúde em risco", continuou.
"Os apelos de organizações venezuelanas e internacionais que defendem o respeito aos direitos humanos dos presos políticos estão sendo ignorados", seguiu.
Os opositores disseram que não houve qualquer melhoria conhecida nas condições de vida dos presos políticos que permanecem encarcerados, nem mesmo para aqueles que sofrem de doenças graves.
Eles denunciaram a morte de Edison José Torres Fernández, de 52 anos, em decorrência de um pico de pressão arterial que não foi devidamente tratado.
Ele é o oitavo preso político a morrer sob custódia do Estado venezuelano desde julho de 2024.
Antes dele, morreram Edwin Santos, Jesús Martínez, Jesús Rafael Álvarez, Osgual González, Reinaldo Araujo, Lindomar Amaro e Alfredo Díaz.
"Por isso, nossa mensagem para o regime, para a Venezuela e para o mundo é clara: não pode haver transição com presos políticos, nem pode haver liberdade na Venezuela enquanto houver uma única pessoa perseguida por motivos políticos. Nossa exigência permanece a mesma, única, clara e inegociável: a libertação imediata, completa, incondicional e verificável de todos os presos políticos", concluiu a oposição.
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