Onde foi parar o extremista que zombou de mulher sequestrada
Sayid Marcos Tenório participou nesta semana de uma coletiva de imprensa promovida pela Embaixada do Irã no Brasil
Sayid Marcos Tenório, o extremista que zombou nas redes sociais de uma mulher sequestrada pelo grupo terrorista Hamas, participou nesta semana de uma coletiva de imprensa promovida pela Embaixada do Irã no Brasil para falar sobre os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.
Ele aparece à direita na imagem, ao lado do embaixador iraniano Abdollah Nekounam Ghadirli.
O portal da editora Memo - Monitor do Oriente Médio descreve o extremista como "historiador, escritor e presidente do Instituto de Amizade Brasil-Irã".
Sayid Tenório também é integrante do Instituto Brasil-Palestina e dono do perfil @soupalestina no X, que compartilhou um dos vídeos da entrevista concedida pelo embaixador iraniano.
Eixo da Resistência
O Irã é o articulador do grupo chamado de "Eixo da Resistência", composto pelos grupos terroristas Hezbollah e Hamas, além de milícias xiitas no Iraque, na Síria, no Afeganistão, no Paquistão e no Iêmen.
O Eixo da Resistência contribuiu para o planejamento do Hamas dos ataques de 7 de outubro de 2023.
Relembre o caso
Recebido pelo ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais do governo Lula, às vésperas do ataque do Hamas contra Israel, o extremista Sayid Tenório, vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina, zombou na rede social X, ex-Twitter, de uma mulher sequestrada por terroristas.
“Isso é marca de merda. Se achou nas calças”, disparou ele, acrescentando um emoji de risada, diante do vídeo que mostra terroristas armados retirando do porta-malas de um jipe e conduzindo pelos cabelos até o banco de trás uma refém ensanguentada, de mãos atadas e calça manchada na altura das nádegas.
O comentário foi uma resposta à usuária identificada como Eva, que publicou as referidas imagens acompanhadas da pergunta: “Estuprar civil ajuda no que a Palestina?”
A ficha partidária de Sayid Tenório
Sayid Tenório tem uma longa carreira partidária como membro de partidos de esquerda no Brasil, tendo o seu salário de funcionário público pago pelo povo brasileiro por vários anos.
Até 2023, o extremista foi secretário parlamentar do deputado Márcio Jerry, do PCdoB, que o demitiu após a publicação da postagem sobre a mulher sequestrada pelo Hamas.
Antes, ele trabalhou no gabinete de Gastão Vieira, do Pros do Maranhão.
No governo de Dilma Rousseff, Tenório teve seu cargo mais alto. Trabalhou como chefe de gabinete da subsecretaria de desenvolvimento sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Entre 2007 e 2011, foi secretário parlamentar de Jilmar Tatto, do PT.
O Portal da Transparência registra uma viagem que ele fez em 2018 para Foz do Iguaçu, com despesas pagas pelo Ministério do Esporte. Nessa época, ele era assessor do ministro. Tenório foi para essa cidade "acompanhar delegação de parlamentares iranianos, membros do Grupo de Amizade Irã-Brasil, no intuito de aprofundar tratativas já iniciadas na área de esportes".
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Comentários (1)
Andre Luis dos Santos
2026-04-03 10:59:01E triste que o dinheiro do pagador de impostos pague o salário de um FILHO DA PUTA, DESQUALIFICADO, desses. "Pardon my French".