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    O que a eficiência da meia dose da vacina da AstraZeneca revela sobre a reação ao coronavírus

    A AstraZeneca anunciou nesta quinta, 26, que irá ampliar a pesquisa com sua vacina contra o coronavírus, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford. Os resultados encontrados para os pacientes variaram porque alguns tomaram duas doses inteiras, enquanto uma parte deles, por um erro, tomou meia dose e, em seguida, uma dose inteira. A...

    Redação Crusoé
    2 minutos de leitura 27.11.2020 19:30 comentários 3
    Vírus coronavírus Covid
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    A AstraZeneca anunciou nesta quinta, 26, que irá ampliar a pesquisa com sua vacina contra o coronavírus, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford. Os resultados encontrados para os pacientes variaram porque alguns tomaram duas doses inteiras, enquanto uma parte deles, por um erro, tomou meia dose e, em seguida, uma dose inteira.

    A surpresa foi que, entre aqueles que tomaram duas doses cheias, incluindo os brasileiros que participaram da pesquisa, a eficácia foi menor, de 62%. Entre os que tomaram meia dose e depois uma inteira, a eficácia foi de 90%.

    A explicação dessa diferença pode estar na forma como o corpo responde aos vetores virais. A vacina da AstraZeneca é feita com um vírus de chimpanzé, que recebe um pedaço de proteína do coronavírus (foto). Ao ser inoculado no corpo humano, esse vírus estranho causa uma reação imunológica.

    A segunda dose normalmente é dada para gerar um impulso extra, uma arrancada nas defesas. Entre os que tomaram duas doses cheias, esse efeito não ocorreu. "Uma tese para explicar isso é que o corpo se preparou para um vírus diferente após a primeira picada. Quando o mesmo vírus foi inoculado novamente, o organismo entendeu que uma reação maior não era necessária", diz a médica Fátima Marinho, conselheira técnica sênior da organização Vital Strategies, que trabalha com governos e ONGs em projetos de saúde pública.

    Para evitar que o organismo se acomodasse com duas doses do mesmo vírus, os russos usaram um vírus diferente na segunda dose na vacina Sputnik V. Nesse caso, foram utilizados dois adenovírus humanos distintos. Com a troca, eles provocam o organismo duas vezes.

    No estudo da AstraZeneca, os voluntários que tomaram meia dose no início desenvolveram uma reação imunológica. Como a segunda dose foi maior, o organismo precisou dar uma segunda arrancada. A eficiência da vacina, assim, aumentou. É uma possibilidade, que os cientistas ainda terão de confirmar.

    "Ao ministrar doses diferentes aos voluntários, a AstraZeneca terá de invalidar o estudo e fazer outro. Esses protocolos não podem ser mudados facilmente. Para os cientistas, eles são como livros sagrados, uma Bíblia", diz Fátima.

    A Fiocruz pretendia iniciar a produção da vacina em março. O prazo agora pode ser alterado.

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    Comentários (3)

    Emílio

    2020-11-28 22:04:14

    Não entendi, "os russos usaram vírus diferente na 2a. dose". A vacina da Astra Zeneca não é inglesa??. Que eu saiba a desenvolvida pela Rússia chama Sputinik.


    Jose

    2020-11-27 21:02:00

    A segunda onda chegou. Rezem para o mutação do vírus que existe nos Estados Unidos não chegue e domine o Brasil, pois o resultado seria desastroso para a nossa população.


    MARIO

    2020-11-27 20:11:57

    Poderia ser considerado como uma derrota em relação à coronavac????


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    Comentários (3)

    Emílio

    2020-11-28 22:04:14

    Não entendi, "os russos usaram vírus diferente na 2a. dose". A vacina da Astra Zeneca não é inglesa??. Que eu saiba a desenvolvida pela Rússia chama Sputinik.


    Jose

    2020-11-27 21:02:00

    A segunda onda chegou. Rezem para o mutação do vírus que existe nos Estados Unidos não chegue e domine o Brasil, pois o resultado seria desastroso para a nossa população.


    MARIO

    2020-11-27 20:11:57

    Poderia ser considerado como uma derrota em relação à coronavac????



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