Ninguém liga para Luciano Huck
Apresentador da Globo anunciou desejo de se candidatar à Presidência, mas só foi levado a sério por sites de entretenimento e de fofoca
O apresentador de televisão Luciano Huck (foto) afirmou na semana passada que pensa em se candidatar à Presidência da República.
Em entrevista à revista Cidade Jardim, o apresentador do Domingão com Huck, na TV Globo, declarou que o tema ainda está em aberto.
“Rodar o país por três décadas e pensar só no bem-estar da minha família seria egoísmo. A Presidência da República não é sonho, é uma construção. O desejo de mudança não é só meu, é de todo um país”, afirmou o apresentador.
Sua esposa, Angélica, chegou até a imaginar como seria no cargo de primeira-dama.
“A primeira-dama do século 21 deve atuar como ponte afetiva entre governo e sociedade, tratando temas como educação, família, saúde mental e igualdade”, afirmou Angélica.
É a terceira eleição em que Huck pensa sobre isso. Ele já fez sinalizações parecidas para as eleições de 2018 e de 2022.
Mas, desta vez, praticamente ninguém deu atenção.
As frases só repercutiram em sites de entretenimento e de fofocas.
Huck conseguiu chamar mais atenção em 2017, quando havia um cansaço muito grande com o PSDB e com o PT.
Cerca de 60% dos brasileiros queriam um candidato novo, de fora da política.
Foi a grande chance de Huck.
O resultado, como se sabe, foi a ascensão de Jair Bolsonaro.
Em 2022, Huck voltou a cogitar a Presidência.
Mas não conseguiu se destacar com o Brasil polarizado entre Lula e Jair Bolsonaro. Ele desistiu da política em fevereiro de 2018.
O desejo de virar presidente continua, mas suas chances não são grandes.
Primeiro, porque Huck é identificado com a esquerda.
Em outubro de 2022, antes do segundo turno das eleições, ele publicou uma foto ao lado de Simone Tebet, que tinha sido derrotada no primeiro turno e estava fazendo campanha ativa para Lula.
"Remando na mesma direção. Pela democracia, por um Brasil mais eficiente e afetivo", escreveu ele na legenda da imagem com Tebet.
Acontece agora que a esquerda já tem um candidato, que é Lula.
A direita, por outro lado, tem várias opções para substituir Jair Bolsonaro, incluindo vários governadores estaduais.
E pouca gente na direita hoje pensaria em votar em Huck, depois de seu endosso a Lula.
Quando Huck fala em candidatura presidencial, ele está muito mais buscando os holofotes e querendo sinalizar virtude do que realmente pensando em uma carreira política.
Leia em Crusoé: A hora e a vez da isentolândia
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Comentários (4)
Luiz Filho
2025-12-02 14:38:25A coisa mais babaca que poderiam publicar. Um esquerdista caviar que sempre se lançou na época de renovação do contrato com a emissora lixo em que trabalhava. Será o político perdedor do tipo russomano e datena
Andre Luis Dos Santos
2025-12-01 23:59:20“A primeira-dama do século 21 deve atuar como ponte afetiva entre governo e sociedade, bla, bla, bla...". "Ponte afetiva"? E serio isso? VTNC!! O Brasil precisa de políticos qualificados, e não de "painhos" e "mainhas". E assim que deveria ser numa república seria. A população, eu penso, não precisa de "afeto" de político nenhum. Se trabalhar de forma eficiente (e não roubar, como sempre fazem, graças a uma justiça que protege esses vagabundos), tera feito um bem enorme ao pais. Esse casal é uma piada.
Eliane ☆
2025-12-01 18:19:10Já pensou Luciano Huck e a Angélica; inesquecível no "Vou de táxi "? Seria mais um populista? Continuaria com o lata velha, show do milhão, reformando casas?
José
2025-12-01 10:25:49O Antagonista transformou-se em site de entretenimento e fofocas, foi?