Crusoé
08.04.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram

Milagre no aeroporto do Japão

Neste artigo, por solicitação de meus publishers, vou falar sobre a colisão do Airbus A350-941 (uma das aeronaves mais modernas do mundo; foto) da Japan Airlines, JAL, com um De Havilland Canada DHC-8 da Guarda Costeira japonesa, ocorrida na terça-feira, 2 de janeiro. Ao contrário do que poderia se supor, o desastre não aconteceu no...

avatar
Ivan Sant’Anna
5 minutos de leitura 04.01.2024 12:27 comentários 5
Milagre no aeroporto do Japão
Avião Japan Airlines Guarda Costeira Japão
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Neste artigo, por solicitação de meus publishers, vou falar sobre a colisão do Airbus A350-941 (uma das aeronaves mais modernas do mundo; foto) da Japan Airlines, JAL, com um De Havilland Canada DHC-8 da Guarda Costeira japonesa, ocorrida na terça-feira, 2 de janeiro.

Ao contrário do que poderia se supor, o desastre não aconteceu no ar mas sim na pista C, que corre paralela e junto à orla da baía de Tóquio e se destina a voos domésticos.

Se o caro amigo leitor estranha eu ter sido requisitado a escrever sobre este assunto, gostaria de afirmar que, além de ser piloto, já publiquei quatro livros sobre acidentes aéreos: Caixa-preta; Plano de ataque; Perda Total e Voo cego.

Eu levo aproximadamente três anos (entre pesquisas e elaboração do texto final) para escrever um livro sobre tragédias aéreas.

No momento, por exemplo, estou trabalhando há mais de um ano na narrativa do acidente com o avião da Chapecoense, livro que pretendo lançar em 28 de novembro de 2026, quando o desastre completará dez anos.

Já sei quase tudo sobre o voo, mas falta agora entrevistar os sobreviventes para saber o que aconteceu no interior da cabine de passageiros, entre Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) e uma montanha ao sul de Medellín (Cerro El Gordo) contra a qual o avião se chocou.

Para isso, viajarei este ano para Chapecó, Santa Cruz de La Sierra, Bogotá e Medellín.

Portanto, para escrever sobre uma tragédia que ocorreu há poucos dias, terei de especular um pouco sobre o que poderia ter acontecido. Mas isso não me impede de afirmar desde já, com profunda convicção, que houve falha humana. E não foi do piloto da Japan Airlines.

A cidade de Tóquio possui dois grandes aeroportos: Haneda, o mais antigo (foi inaugurado em 1931), e Narita, a 80 quilômetros de distância, que entrou em operação em 1978.

As torres de controle dos aeroportos só passam a cuidar dos aviões que chegam quando eles já estão próximos da reta final, para que não haja confusão entre as aeronaves que saem e chegam de aeroportos diferentes, como é o caso de Haneda e Narita.

Para quem possa pensar que as torres dos aeroportos se ocupam apenas dos aviões que estão no ar, é bom lembrar o alvoroço que reina em um aeródromo de grande movimento.

Enquanto uma aeronave corre na pista a mais de 200 km/h, outra taxia a 30 km/h ali perto e uma terceira, empurrada por um trator, se afasta, de marcha a ré, do finger a 5 km/h.

Ao mesmo tempo, veículos os mais diversos se deslocam pelo aeroporto: ônibus trazendo e levando passageiros para aeronaves estacionadas em aéreas remotas, caminhões-tanque, pequenos tratores rebocando carrinhos de bagagem, caminhões que levam e trazem os itens dos serviços de bordo, só para lembrar alguns.

Tudo isso é observado pela torre, que tem sob sua responsabilidade vigiar bandos de pássaros que sobrevoam a área com sério risco de colisão com as aeronaves, incidente que, por sinal, vive acontecendo.

Antes de entrar em contato com a torre de Haneda, o A350 da JAL tinha seu voo monitorado pelo Centro de Controle da Área de Tóquio, que administra o espaço aéreo da região, que inclui aeroportos militares e pequenos aeródromos para aviões menores.

Tudo isso tem de funcionar como um relógio e geralmente funciona, inclusive nas ocasiões em que a região é assolada por temporais e nevoeiros.

Autorizado pela torre do aeroporto, o Airbus da Japan Airlines entrou na reta final de pouso e fez o touchdown (toque das rodas no solo) na pista C. Tão logo fez isso, se deparou com o DHC-8 da Guarda Costeira que, em vez de ir até o final da pista de acesso (paralela à de pouso e decolagem), dirigiu-se, sem autorização da torre (repito: sem autorização da torre), à pista principal, por uma interseção intermediária, e chocou-se contra a cauda do Airbus da JAL.

Para sorte colossal dos passageiros e tripulantes do jato comercial, o avião seguiu em frente, mantendo-se no eixo da pista.

Movido pela inércia, o jato da Japan Airlines foi parar um quilômetro adiante. Só então a parte traseira, que sofrera o impacto do avião menor, começou a lançar fogo e fumaça para a frente.

Com um senso de profissionalismo fora do comum, a tripulação do A350 conseguiu, em 90 segundos, e usando apenas as portas dianteiras, evacuar todos os passageiros e tripulantes, num total de 379 pessoas, sem nenhuma fatalidade.

Enquanto isso, dos seis ocupantes do avião da Guarda Costeira, cinco morreram, salvando-se apenas o comandante, que foi internado em estado gravíssimo.

Evidentemente que o senso de disciplina, típico dos japoneses, contribuiu para o êxito do salvamento.

Todos, inclusive as crianças, obedeceram às instruções dos tripulantes.

 

 

Ivan Sant’Anna

[email protected]

Diários

JD Vance reforça campanha de Orbán às vésperas da eleição

João Pedro Farah Visualizar

O que André Marinho já falou sobre o bolsonarismo

Duda Teixeira Visualizar

Os escudos humanos iranianos

Redação Crusoé Visualizar

Israel promete aprofundar "erosão do regime" iraniano

Redação Crusoé Visualizar

Presidente iraniano apela ao martírio dos outros

Redação Crusoé Visualizar

E se Trump enlouqueceu?

Duda Teixeira Visualizar

Mais Lidas

A perplexidade é só o começo

A perplexidade é só o começo

Visualizar notícia
E se Trump enlouqueceu?

E se Trump enlouqueceu?

Visualizar notícia
Esquerda histérica contra Tabata Amaral

Esquerda histérica contra Tabata Amaral

Visualizar notícia
Jair Renan tenta explicar controle do governo com anime

Jair Renan tenta explicar controle do governo com anime

Visualizar notícia
Janja posa de 'tradwife': recatada e do lar?

Janja posa de 'tradwife': recatada e do lar?

Visualizar notícia
Janja se explica sobre carne de paca

Janja se explica sobre carne de paca

Visualizar notícia
Líder supremo do Irã está em coma?

Líder supremo do Irã está em coma?

Visualizar notícia
Paes pede "diretas já!" no Rio de Janeiro

Paes pede "diretas já!" no Rio de Janeiro

Visualizar notícia
Presidente iraniano apela ao martírio dos outros

Presidente iraniano apela ao martírio dos outros

Visualizar notícia
PT fominha perde aliado para Bolsonaro na Bahia

PT fominha perde aliado para Bolsonaro na Bahia

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Acidente de avião

aeroporto

avião

Ivan Sant'Anna

Japão

< Notícia Anterior

Choquei: pelo cancelamento do cancelador

04.01.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Por que o Estado Islâmico odeia o Irã

04.01.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Ivan Sant’Anna

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (5)

Aurea Marchetti Moraes

2024-01-06 20:42:13

As vzs a guarda costeira, achou que a prioridade era deles e acabou ocorrendo essa fatalidade. Mesmo assim, um final de excelência para o outro avião


Bartolomeu Conceição Nunes Santos

2024-01-05 17:48:53

Tempos difíceis forjam aquele povo tão organizado e disciplinado. Conseguem ser assim, mesmo com tantas catástrofes em seu país. Quisera tivéssemos 10% da vontade, do amor próprio, do senso de união e da responsabilidade daquele povo. Mesmo assim, continuo amando meu Brasil desorganizado e corrompido.


Marcia Elizabeth Brunetti

2024-01-04 17:42:18

Até agora ainda não sabemos por que esse pequeno avião da Guarda Costeira entrou na área que já estava marcada e definida para a chegada do Japan Airlines. Se teve experiência por um lado, de outro parece ter havido muita primariedade.


VASCONCELLOS

2024-01-04 15:34:52

A disciplina japonesa e a qualidade do A350 fizeram diferença. A propósito, o pouso em questão estava sendo executado na pista 34 direita, onde a colisão ocorreu. E não na pista C, que é um tipo de designação de pistas de taxi (taxiways). Consta que o Dash 8 teria de estar aguardando na taxiway C1 (ou talvez na C5).


KEDMA

2024-01-04 13:34:10

Parabéns a tripulação do Japan Airlines!


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (5)

Aurea Marchetti Moraes

2024-01-06 20:42:13

As vzs a guarda costeira, achou que a prioridade era deles e acabou ocorrendo essa fatalidade. Mesmo assim, um final de excelência para o outro avião


Bartolomeu Conceição Nunes Santos

2024-01-05 17:48:53

Tempos difíceis forjam aquele povo tão organizado e disciplinado. Conseguem ser assim, mesmo com tantas catástrofes em seu país. Quisera tivéssemos 10% da vontade, do amor próprio, do senso de união e da responsabilidade daquele povo. Mesmo assim, continuo amando meu Brasil desorganizado e corrompido.


Marcia Elizabeth Brunetti

2024-01-04 17:42:18

Até agora ainda não sabemos por que esse pequeno avião da Guarda Costeira entrou na área que já estava marcada e definida para a chegada do Japan Airlines. Se teve experiência por um lado, de outro parece ter havido muita primariedade.


VASCONCELLOS

2024-01-04 15:34:52

A disciplina japonesa e a qualidade do A350 fizeram diferença. A propósito, o pouso em questão estava sendo executado na pista 34 direita, onde a colisão ocorreu. E não na pista C, que é um tipo de designação de pistas de taxi (taxiways). Consta que o Dash 8 teria de estar aguardando na taxiway C1 (ou talvez na C5).


KEDMA

2024-01-04 13:34:10

Parabéns a tripulação do Japan Airlines!



Notícias relacionadas

JD Vance reforça campanha de Orbán às vésperas da eleição

JD Vance reforça campanha de Orbán às vésperas da eleição

João Pedro Farah
07.04.2026 19:23 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
O que André Marinho já falou sobre o bolsonarismo

O que André Marinho já falou sobre o bolsonarismo

Duda Teixeira
07.04.2026 16:17 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Os escudos humanos iranianos

Os escudos humanos iranianos

Redação Crusoé
07.04.2026 16:00 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Israel promete aprofundar "erosão do regime" iraniano

Israel promete aprofundar "erosão do regime" iraniano

Redação Crusoé
07.04.2026 15:36 2 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

Antes de esquecer pessoas, quem tem Alzheimer costuma perder isso primeiro

Antes de esquecer pessoas, quem tem Alzheimer costuma perder isso primeiro

Visualizar notícia
Quantas horas você realmente precisa dormir? A resposta muda com a sua idade

Quantas horas você realmente precisa dormir? A resposta muda com a sua idade

Visualizar notícia
O que seus olhos podem revelar sobre o futuro do seu cérebro, segundo a ciência

O que seus olhos podem revelar sobre o futuro do seu cérebro, segundo a ciência

Visualizar notícia
Governo impõe nova restrição e andar de bicicleta não será mais permitido em certos pontos

Governo impõe nova restrição e andar de bicicleta não será mais permitido em certos pontos

Visualizar notícia
Especialistas alertam que nova variante altamente mutante da COVID-19 pode estar se espalhando mais entre crianças

Especialistas alertam que nova variante altamente mutante da COVID-19 pode estar se espalhando mais entre crianças

Visualizar notícia
6 sinais importantes de um parceiro emocionalmente indisponível, segundo terapeutas

6 sinais importantes de um parceiro emocionalmente indisponível, segundo terapeutas

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso