Messias na abertura do ano do Judiciário (mas não como ministro do STF)
Cadeira deixada por Luís Roberto Barroso estava vazia durante a solenidade
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, promoveu nesta segunda-feira, 2, de fevereiro, a abertura do ano do Judiciário.
No plenário da Corte, havia duas cadeiras: a de Luiz Fux, diagnosticado com pneumonia, e a de Luís Roberto Barroso, que anunciou sua aposentadoria em 9 de outubro de 2025.
Indicado por Lula para ocupar a vaga de Barroso, Jorge Messias acompanhou in loco a solenidade, ainda como advogado-geral da União.
Sabatina adiada
A sabatina de Messias pelo Senado estava prevista inicialmente para 10 de dezembro de 2025.
Contudo, a avaliação foi suspensa por determinação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O motivo (declarado) para o adiamento foi a falta de comunicação formal da indicação por parte do Palácio do Planalto.
Para o presidente do Senado, foi uma “omissão grave e sem precedentes” do governo. Ele ainda afirmou que a ausência do envio representava uma “interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”.
A interrupção do processo de sabatina deu a Jorge Messias mais tempo para conquistar o apoio dos senadores.
Abertura do ano do Judiciário
O presidente do STF, Edson Fachin, aproveitou a abertura do ano do Judiciário para anunciar que a ministra Cármen Lúcia irá relatar o código de ética do STF.
“No plano interno, destaca-se a promoção do debate institucional sobre integridade e transparência; agradeço, de público, como já fiz diretamente a todos os integrantes deste Tribunal, a eminente Ministra Cármen Lúcia por ter aceitado a relatoria da proposta de um Código de Ética compromisso de minha gestão para o Supremo Tribunal Federal. Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, disse Fachin durante a abertura do ano do Judiciário.
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