Khamenei vira ghostwriter
Perfil do líder supremo iraniano eliminado voltou a ser alimentado no X
Embora o aiatolá Ali Khamenei tenha sido eliminado por ataques aéreos de EUA e Israel em 28 de fevereiro, o perfil do líder supremo iraniano no X voltou a ser alimentado.
"O regime sionista cometeu um grande erro, e as consequências disso o deixarão desesperado, com a graça de Deus", publicou na sexta, 6.
The Zionist regime has made a big mistake, and its consequences will make the regime desperate, by God's grace. pic.twitter.com/vBVMXIYjaf
— Khamenei.ir (@khamenei_ir) March 6, 2026
Israel confirmou a morte de Khamenei no sábado, 28, horas após os ataques.
De acordo com o Channel 12, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebeu imagens do corpo de Khamenei, que teria sido retirado dos escombros de seu complexo em Teerã após bombardeios.
O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, informou autoridades americanas de que Israel havia conseguido matar o líder iraniano.
A mídia estatal iraniana também confirmou a morte do líder supremo do país.
Um monstro a menos
A eliminação de Ali Khamenei retirou de cena um ditador carniceiro, evitando que ele realizasse novas atrocidades em nome da religião.
O líder supremo iraniano foi o responsável direto por dezenas de milhares de mortes no Irã, no Líbano, na Argentina, em Israel e vários outros países.
Ele foi o comandante da Guarda Revolucionária, uma entidade independente das Forças Armadas iranianas que deve lealdade total ao líder supremo.
Khamenei, que assumiu o posto em 1989, ajudou a consolidar grupos terroristas como o libanês Hezbollah, o palestino Hamas, os Houthis do Iêmen e as brigadas xiitas no Iraque.
Em 1992, o Hezbollah detonou um carro-bomba em frente à embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas. Dois anos depois, destruiu o prédio da Associação Mutual Israelita Argentina, a Amia, matando mais 85.
O grupo também se envolveu em conflitos no Líbano. O assassinato de Rafic Hariri, um dos principais líderes civis do país, em uma explosão, foi obra do Hezbollah, em 2005. Vinte e duas pessoas morreram.
Na guerra da Síria, que matou 500 mil pessoas, o Hezbollah apoiou o ditador Bashar Assad, que mandava lançar bombas de fragmentação em bairros civis.
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