Itamaraty anuncia candidatura de Bachelet à chefia da ONU
Nome da ex-presidente chilena conta com apoio do Brasil, Chile e México
O governo brasileiro apresentou nesta segunda, 2, a candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-Geral das Nações Unidas (ONU).
O documento também foi assinado pelo Chile e México.
Segundo o Itamaraty, a candidatura de Bachelet representa uma chance à ONU ter uma "liderança com comprovada experiência".
"Essa candidatura reflete a vontade compartilhada de nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais. A ampla experiência da ex-Presidente Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua reconhecida capacidade de facilitar o diálogo e seu compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas constituem uma contribuição substantiva para avançar em direção a uma Organização mais eficaz, representativa e orientada para o bem-estar das pessoas", diz trecho da nota.
A nota afirma ainda que, em um o cenário internacional "de grande complexidade", a ONU "continua sendo o principal espaço para o diálogo e a construção de soluções coletivas em matéria de paz e segurança internacional, desenvolvimento sustentável, promoção e proteção dos direitos humanos e ação para reverter a mudança do clima."
"Reafirmamos nosso compromisso com o multilateralismo como pilar fundamental para uma governança global baseada na cooperação internacional e no respeito à autodeterminação dos povos", conclui.
Apoio de Lula
No X, o presidente Lula disse se tratar da hora da organização "finalmente ser comandada por uma mulher".
"A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade.
Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido."
Histórico
Antes de assumir o cargo de alta comissária de Direitos Humanos da ONU. Bachelet foi a primeira mulher a ocupar a presidência do Chile, eleita em 2006 e reeleita em 2014.
Durante seu mandato, enfrentou desafios econômicos e protestos sociais.
Seu pai, o general de brigada aérea Alberto Bachelet, foi torturado e morreu na prisão em 1974 por se opor ao golpe de estado de Augusto Pinochet.
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