Hamas entregou corpos de mais quatro reféns a Israel. O que acontece agora?
Com essa troca, Israel recebeu todas as 33 pessoas sequestradas que o Hamas deveria devolver na primeira fase da trégua, que termina oficialmente no próximo sábado
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O Kairo se prepara para o início de novas negociações, marcadas por considerável atraso, enquanto tanto Israel quanto Hamas intensificam sua preparação para um possível conflito.
Autoridades dos Estados Unidos demonstram uma cautelosa esperança de que um acordo ainda possa ser alcançado.
O Hamas entregou na noite de quarta-feira, 26 de fevereiro, quatro reféns mortos a Israel. Em contrapartida, Israel libertou prisioneiros palestinos.
O acordo estipulava que os detidos seriam liberados no último sábado, mas a administração israelense havia decidido postergar essa ação até que o Hamas renunciasse às "cerimônias humilhantes" associadas à liberação de reféns israelenses do território da faixa de Gaza.
Após intensas discussões, as partes envolvidas conseguiram um entendimento permitindo que o intercâmbio ocorresse algumas horas depois.
Corpos entregues
Na mesma noite, peritos forenses confirmaram a identidade dos corpos entregues: Itzik Elgarat, Ohad Yahalomi, Tsahi Idan e Shlomo Mantzur.
Informações oficiais indicam que Elgarat, Yahalomi e Idan foram mortos durante o cativeiro, enquanto Mantzur foi assassinado em 7 de outubro de 2023.
Com essa troca, Israel recebeu todas as 33 pessoas sequestradas que o Hamas deveria devolver na primeira fase da trégua, que termina oficialmente no próximo sábado.
No entanto, até o momento não há sinais de que uma segunda fase da trégua esteja próxima ou que um cessar-fogo permanente esteja à vista.
Com a recente entrega dos reféns, a Hamas sinalizou sua disposição para reiniciar as negociações sobre uma possível segunda fase das tratativas.
Inicialmente, essas discussões deveriam ter começado em fevereiro. Entretanto, somente na quinta-feira, 27, Israel enviou seus representantes ao Kairo para participar das conversações.
O Hamas alertou que qualquer desvio do acordo de cessar-fogo resultaria em mais sofrimento para os reféns e suas famílias.
Israel não vai retirar tropas do sul de Gaza
Relatos da mídia israelense sugerem que o governo de Israel pode não seguir adiante com o acordo original.
Informações indicam que as forças israelenses não retirarão suas tropas da região sul da faixa de Gaza, especificamente do chamado corredor de Filadélfia.
Segundo o entendimento estabelecido previamente, a retirada das forças deveria ter início no último sábado e ser concluída até 8 de março.
Recentemente, Israel elevou o estado de alerta de suas tropas ao redor da Gaza. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as chances de recuperação dos reféns aumentariam caso a Hamas estivesse ciente da disposição do Exército israelense em retomar as hostilidades.
Violação do cessar-fogo
A declaração israelense sobre o corredor de Filadélfia foi interpretada pela Hamas como uma violação do cessar-fogo.
Em comunicado oficial, a organização terrorista destacou estar se preparando para uma nova escalada do conflito, com relatos indicando que novos líderes foram nomeados e infraestrutura subterrânea está sendo restaurada.
As 59 vidas ainda sob custódia da Hamas servem como uma espécie de seguro vitalício. Conseguir levar a organização a abrir mão do poder e liberar os reféns será um desafio colossal para os negociadores em Kairo.
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