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Ex-líder da Catalunha é alvo de causa no Supremo espanhol por terrorismo

29.02.24 17:17

O Supremo Tribunal da Espanha abriu uma investigação sobre o ex-presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont (foto), por suspeita de terrorismo.

A investigação se dá no âmbito do caso Tsunami Democrático, que analisa episódios de violência em outubro de 2019, após a condenação de Puidgemont e dos outros separatistas catalães pelo referendo de independência de 2017.

A decisão foi tomada por unanimidade, contrariando a posição do Ministério Público.

A investigação foi assumida pela juíza designada por rotação, Susana Polo.

Puigdemont, fugiu da Justiça espanhola desde 2017, após a crise do referendo, e atualmente negocia com o partido do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, o PSOE, uma lei de amnistia.

Terrorismo

Os magistrados acreditam que os eventos estudados neste caso constituem um crime de terrorismo.

Segundo o Supremo, as ações analisadas em relação ao caso Tsunami se enquadram indiscutivelmente nos artigos 573 e 573 bis do Código Penal, que classificam como terrorismo a comissão de um crime grave.

Se houver um acordo entre o PSOE e Junts e a lei continuar a ser avançada, a sua tramitação irá coincidir com a instrução do Supremo no caso aberto.

A expectativa é que a juíza Susana Polo chame Puigdemont para um depoimento voluntário nas próximas semanas.

Novas alegações contra Puigdemont

O tribunal retornou à Audiência Nacional as investigações sobre os dez investigados que não têm foro especial, incluindo a secretária-geral da ERC, Marta Rovira.

O Supremo assumiu a causa contra Puidgemont e outra liderança do separatismo catalão, Rubén Wagensberg, porque ambos têm foro privilegiado.

O ex-presidente catalão é deputado no Parlamento Europeu, enquanto Wagensberg é deputado comunal na Catalunha.

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