EUA retiram irmão de Delcy Rodríguez da lista de sancionados
Jorge Rodríguez estava na lista de autoridades sancionadas pelos americanos; Ele chefia o Parlamento da Venezuela
O Departamento do Tesouro americano removeu nesta quarta, 14, as sanções econômicas impostas a Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
Rodríguez é irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez.
A dupla é apontada como responsável por reaproximar a Venezuela dos Estados Unidos desde a captura do ditador Nicolás Maduro.
Além disso, os dois desempenharam um papel de abrir o setor petrolífero novamente aos americanos.
O nome de Rodríguez foi retirado da lista de sancionados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac).
O governo americano, contudo, não explicou os motivos da decisão.
A retirada de uma pessoa da lista da Ofac não implica automaticamente o fim de outras restrições, como eventuais impedimentos para obter visto ou viajar para os Estados Unidos.
Jorge Rodríguez havia sido incluído na lista em setembro de 2018. Delcy foi retirada dela em 1º de abril deste ano.
Acusação contra Maduro
A Promotoria dos EUA apresentou, na última semana, novas acusações contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
A acusação inclui conspiração de narcoterrorismo, conspiração para cometer tortura, tráfico de drogas, posse de metralhadoras e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
A novidade no documento é a acusação de conspiração para cometer tortura com o objetivo de se manter no poder.
Segundo os promotores, Maduro e Cilia Flores teriam supervisionado um sistema de repressão que utilizava detenções arbitrárias, violência e tortura contra opositores políticos.
“Ele autorizou o uso de tortura contra indivíduos específicos e supervisionou um sistema concebido para usar tortura, detenção arbitrária e violência como meios de repressão contra a oposição política”, diz um trecho do documento.
A peça afirma que a tortura incluía “choque elétrico, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, inanição, celas de castigo e tortura psicológica, como ameaças de ferir e matar familiares das vítimas, inclusive crianças”.
Maduro e Cilia estão presos em Nova York.
Leia mais: As 5 acusações dos EUA contra Maduro e Cília Flores
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