Crusoé
14.08.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Entenda o caso de amor da esquerda com a criminalidade

Como a militância progressista reabilita criminosos, criminaliza a polícia e deslegitima o direito à justiça

avatar
Alexandre Borges
5 minutos de leitura 16.04.2025 16:14 comentários 2
Entenda o caso de amor da esquerda com a criminalidade
Imagem: Divulgação Warner Bros Pictures/Joker Movie @jokermovie
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

A esquerda contemporânea, em sua vertente mais "progressista" e ideologizada, construiu uma narrativa sofisticada para justificar o injustificável: a leniência com o crime.

Essa visão inverte os papéis entre vítimas e agressores, transforma bandidos em “excluídos sociais” e atribui à sociedade a culpa por seus atos.

Sob o verniz dos direitos humanos e da justiça social, o que se vê é um projeto político que, na prática, deslegitima a autoridade do Estado, enfraquece a punição e desmobiliza as forças de segurança.

Nos Estados Unidos, o deputado nova-iorquino Zohran Mamdani, figura proeminente da esquerda radical, propõe substituir o Departamento de Polícia de Nova York por um “Departamento de Segurança Comunitária” que não contrataria policiais nem manteria unidades de contenção de protestos.

O plano de Mamdani, inspirado no abolicionismo penal e em leituras enviesadas de Foucault, ignora deliberadamente o papel da polícia na contenção do crime violento e aposta em equipes de saúde mental como resposta à criminalidade urbana.

Trata-se da materialização de uma ideologia que vê o criminoso como produto exclusivo de "falhas sociais" e "estruturais", e não como agente moral.

Essa mesma lógica se manifesta na reação da esquerda americana à deportação, em 2025, de venezuelanos ligados ao grupo criminoso Tren de Aragua. Utilizando a Lei dos Inimigos Estrangeiros, o governo Trump removeu mais de 200 estrangeiros suspeitos de crimes graves, enviando-os a presídios de segurança máxima em El Salvador.

A resposta da esquerda foi imediata: congressistas protestaram, denunciaram “violação de direitos” e mobilizaram missões diplomáticas para pressionar pela libertação dos deportados. A criminalidade, mais uma vez, foi relativizada, e o criminoso — mesmo vinculado a facções transnacionais — tratado como vítima do sistema.

No Brasil, a versão local dessa mentalidade se expressa no plano “Pena Justa”, lançado pelo governo Lula em fevereiro de 2025 em parceria com o STF e o CNJ.

Com mais de 300 metas a serem executadas até 2027, o programa visa combater o “estado de coisas inconstitucional” nas prisões, reduzir o encarceramento e priorizar a ressocialização.

O plano inclui cotas de emprego para egressos das cadeias, remição de pena por trabalho doméstico, flexibilização no uso de tornozeleiras eletrônicas e revisão da pena privativa de liberdade. Tudo sob o pretexto de garantir dignidade ao preso e enfrentar o "racismo estrutural", uma fantasia ideológica desconectada da realidade.

Apesar do apoio de parte da imprensa e das elites, a população rejeitou maciçamente a proposta.

Pesquisa AtlasIntel revelou que nenhuma das medidas do plano teve mais de 36% de aprovação. A flexibilização das tornozeleiras foi rejeitada por 87% dos entrevistados.

A percepção dominante é de que o plano é leniente, ineficaz contra as facções e desconectado da realidade da violência que atinge o cotidiano do cidadão comum.

As críticas não vêm apenas do senso comum. O psiquiatra britânico Theodore Dalrymple, autor de “A Faca Entrou”, oferece uma das análises mais contundentes contra a leniência penal.

Após anos atuando em prisões britânicas, Dalrymple denuncia o colapso do senso de responsabilidade individual provocado por um sistema que trata o criminoso como paciente e a punição como terapia.

Para ele, a ideia de que a prisão deva “recuperar” o preso é uma ilusão tecnocrática. Sua função principal é proteger a sociedade — e, muitas vezes, é o único ambiente onde o delinquente encontra limites, regras e alguma ordem.

Dalrymple critica a “conspiração criminológica” que sustenta o abolicionismo penal e alerta para os efeitos da leniência: quando crimes graves recebem sentenças brandas, todo o sistema colapsa, tornando inviável punir até os crimes menores.

A consequência é a impunidade generalizada e o sofrimento dos mais pobres, que são os principais alvos dos crimes patrimoniais.

Ele defende que a punição, embora não deva ser cruel, precisa ser firme e proporcional.

Não como vingança, mas como afirmação moral e proteção social. Em sua experiência clínica, muitos criminosos só entenderam o que é certo e errado quando encarcerados — não por causa de um programa terapêutico, mas porque, pela primeira vez, suas ações tiveram consequências claras e inescapáveis.

Essa abordagem confronta a lógica do “Pena Justa”, que vê o encarceramento como fracasso social e não como medida necessária de contenção.

Dalrymple ironiza o excesso de formulários, comissões e discursos tecnocráticos que buscam administrar a criminalidade como se fosse um problema administrativo e não moral. Segundo ele, essa mentalidade burocrática substitui a coragem moral por protocolos ineficazes.

O que se observa, portanto, é um movimento político e ideológico que vai muito além da compaixão legítima ou da crítica ao sistema carcerário.

Trata-se de uma engenharia social que banaliza a violência, despreza a justiça retributiva e compromete a segurança pública. O criminoso é exaltado como produto das falhas da sociedade, enquanto a sociedade é culpada por se defender.

Ao transformar a punição em tabu e o criminoso em símbolo de resistência, a esquerda deixa o cidadão comum desprotegido e os inocentes, vulneráveis.

O preço dessa inversão moral é pago diariamente pelas vítimas — que nunca aparecem nas estatísticas da militância. E, como adverte Dalrymple, criminosos presos podem não se regenerar. Mas, ao menos, não estão invadindo sua casa.

Diários

"Eu não sou contra as pessoas estarem endividadas", diz Lula

Duda Teixeira Visualizar

PSOL vai ceder à pressão de João Campos em Pernambuco?

Redação Crusoé Visualizar

Plano de Flávio mantém Bolsa Celular

Duda Teixeira Visualizar

Operação Cala a Boca

Wilson Lima Visualizar

PT debocha de filiação de Flávio à Missão

Redação Crusoé Visualizar

O 'cinturão político' de Paes na Baixada Fluminense

João Pedro Farah Visualizar

Mais Lidas

Efeito Tiririca

Efeito Tiririca

Visualizar notícia
Ex-ministra de Lula liga terremotos à "extrema-direita"

Ex-ministra de Lula liga terremotos à "extrema-direita"

Visualizar notícia
Flávio aparece no Missão como morador da “Rua dos Bandidos”

Flávio aparece no Missão como morador da “Rua dos Bandidos”

Visualizar notícia
Janjômetro: quanto Janja custou até agora no governo Lula

Janjômetro: quanto Janja custou até agora no governo Lula

Visualizar notícia
MST escorrega no inglês ao pichar Embaixada dos EUA

MST escorrega no inglês ao pichar Embaixada dos EUA

Visualizar notícia
O 'cinturão político' de Paes na Baixada Fluminense

O 'cinturão político' de Paes na Baixada Fluminense

Visualizar notícia
O peso da corrupção

O peso da corrupção

Visualizar notícia
O que a direita tem a oferecer 

O que a direita tem a oferecer 

Visualizar notícia
Operação Cala a Boca

Operação Cala a Boca

Visualizar notícia
PT debocha de filiação de Flávio à Missão

PT debocha de filiação de Flávio à Missão

Visualizar notícia
< Notícia Anterior

A era dos exércitos de robôs já começou

16.04.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Quais foram os crimes de Nadine Heredia

16.04.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Alexandre Borges

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

Denise Pereira da Silva

2025-04-19 21:51:11

Há uma maneira prática e eficiente de fazer com que as autoridades que relativizam a criminalidade e tratam o criminoso como vítima da sociedade, desprezando o fator moral envolvido, sintam na pele o que se passa no mundo real: tirar dessas autoridades todas as benesses de que gozam e fazer com que vivam por alguns meses só com 1 salário mínimo. Se conseguirem sobreviver, certamente mudarão de opinião sobre essa idealização progressista.


Amaury G Feitosa

2025-04-17 08:20:07

Infelizmente são apenas criminosos que utilizam o manto da política para seus crimes contra a sociedade, o desnível sócio-econômico do país infelizmente motivou isto, na realidade somos um país onde o trabalho semi escravo para a maioria não vale a pena, ser bandido é mais simples e mais rentável.


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

Denise Pereira da Silva

2025-04-19 21:51:11

Há uma maneira prática e eficiente de fazer com que as autoridades que relativizam a criminalidade e tratam o criminoso como vítima da sociedade, desprezando o fator moral envolvido, sintam na pele o que se passa no mundo real: tirar dessas autoridades todas as benesses de que gozam e fazer com que vivam por alguns meses só com 1 salário mínimo. Se conseguirem sobreviver, certamente mudarão de opinião sobre essa idealização progressista.


Amaury G Feitosa

2025-04-17 08:20:07

Infelizmente são apenas criminosos que utilizam o manto da política para seus crimes contra a sociedade, o desnível sócio-econômico do país infelizmente motivou isto, na realidade somos um país onde o trabalho semi escravo para a maioria não vale a pena, ser bandido é mais simples e mais rentável.



Notícias relacionadas

"Eu não sou contra as pessoas estarem endividadas", diz Lula

"Eu não sou contra as pessoas estarem endividadas", diz Lula

Duda Teixeira
14.08.2026 11:21 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
PSOL vai ceder à pressão de João Campos em Pernambuco?

PSOL vai ceder à pressão de João Campos em Pernambuco?

Redação Crusoé
14.08.2026 10:02 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Plano de Flávio mantém Bolsa Celular

Plano de Flávio mantém Bolsa Celular

Duda Teixeira
14.08.2026 09:54 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
PT debocha de filiação de Flávio à Missão

PT debocha de filiação de Flávio à Missão

Redação Crusoé
13.08.2026 18:43 3 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

Santos não paga dívida e Neymar encerra contrato com o clube

Santos não paga dívida e Neymar encerra contrato com o clube

Visualizar notícia
Apostador acerta as seis dezenas e leva para casa prêmio histórico de R$ 5 bilhões

Apostador acerta as seis dezenas e leva para casa prêmio histórico de R$ 5 bilhões

Visualizar notícia
Fifa define cidade favorita e abertura da Copa do Mundo no Brasil está próxima de ser confirmada

Fifa define cidade favorita e abertura da Copa do Mundo no Brasil está próxima de ser confirmada

Visualizar notícia
Suspensa no Brasil, rede social admite falha grave de segurança em sua plataforma

Suspensa no Brasil, rede social admite falha grave de segurança em sua plataforma

Visualizar notícia
Estudo revela orientação sexual da maioria das pessoas que são diagnosticadas com HIV de forma tardia

Estudo revela orientação sexual da maioria das pessoas que são diagnosticadas com HIV de forma tardia

Visualizar notícia
Dona de casa tem vitória na justiça e receberá indenização de companhia elétrica

Dona de casa tem vitória na justiça e receberá indenização de companhia elétrica

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso