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    Embaixador dos EUA na OEA denuncia mil presos políticos na Venezuela

    Número revelado por Leandro Rizzuto é superior ao divulgado por organizações de direitos humanos venezuelanas

    Redação Crusoé
    3 minutos de leitura 21.01.2026 16:10 comentários 0
    Foto: Reprodução/CLIPPVE
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    O embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Leandro Rizzuto, exigiu nesta quarta-feira, 21, a libertação de todos os presos políticos e o fim das violações de direitos humanos na Venezuela.

    Durante sessão do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos), Rzzuto afirmou que aproximadamente mil pessoas ainda permanecem presas. O número revelado pelo americano é superior aos 800 divulgados pela ONG Foro Penal.

    "Os Estados Unidos compartilham da profunda preocupação com a contínua detenção de pessoas por motivos políticos, incluindo líderes da oposição, jornalistas, defensores de direitos humanos e estrangeiros. E apelamos para o respeito à resolução que foi adotada sobre esta questão. Aproximadamente mil pessoas permanecem presas. Os Estados Unidos apoiam e apelam pela libertação de todos esses presos políticos. Essa preocupação não é nova", disse.

    Até agora, autoridades venezuelanas anunciaram a libertação de centenas de detidos, em movimentos descritos pelo governo como gestos de abertura política.

    No entanto, grupos de direitos humanos afirmam que a maior parte continua presa e que as liberações têm sido lentas e complexas.

    Que sejam todos

    Diante das libertações a conta-gotas, o Comitê de Direitos Humanos do partido Vente Venezuela lançou nas redes a campanha #QueSeanTodos (Que sejam todos, em português).

    “Hoje anunciaram um ‘número significativo’ de libertações. Nossa resposta é clara: eles devem libertar todos”, diz o perfil no X.

    Ao mesmo tempo, começaram a circular relatos nas redes sociais sobre a possível soltura de presos políticos conhecidos, embora sem confirmação oficial.

    Transição

    Em 7 de janeiro, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, detalhou a estratégia de três fases para a Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro.

    A explicação foi dada perante o Congresso americano.

    Segundo Rubio, o plano americano busca evitar o colapso institucional da Venezuela e estabelecer bases para uma reconstrução política e econômica.

    A primeira fase consistia em estabilizar o país, com o objetivo de impedir que o país mergulhe no caos após a queda de Maduro.

    Rubio classificou a segunda etapa da intervenção como "recuperação".

    Essa fase prevê a abertura do mercado venezuelano a empresas americanas, ocidentais e de outros países, em condições consideradas justas.

    Parlelamente, segundo Rubio, será iniciada uma transição política, com foco na libertação de presos políticos e a concessão de anistia à oposição.

    Segundo Rubio, a terceira e última fase do plano será a transição política propriamente dita. Desde a queda de Maduro, a vice-presidente do regime, Delcy Rodríguez, ocupou a administração interina da Venezuela.

    A decisão frustrou apoiadores de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, e do presidente eleito, Edmundo González, que gostariam de ver a dupla comandando o país imediatamente.

    Mas os Estados Unidos entendem que seria temerário deixá-los à deriva, sem apoio das instituições, em solo venezuelano.

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