Crusoé nº 409: O antilula
Flávio Bolsonaro cresce contra o enfraquecido presidente e vira alternativa real do clã na eleição. E mais: Amizade por conveniência e Casal presidencial
Quase três meses após lançar sua candidatura à Presidência, e sem fazer muito esforço, Flávio Bolsonaro apareceu empatado com o presidente Lula na pesquisa da AtlasIntel divulgada na quarta, 25.
Em um eventual segundo turno, Flávio aparece com 46,3% dos votos. Lula, com 46,2%. Os dois estão tecnicamente empatados. Em janeiro, a distância entre os dois era de doze pontos percentuais.
Como o que importa no segundo turno é ter a menor rejeição, Flávio se sai melhor. O filho de Jair Bolsonaro é rejeitado por 46,4%. Lula, por 48,5%.
Outro dado revelador é que 47% dizem temer a reeleição de Lula, um número maior que os 45% que se dizem preocupados com uma eleição de Flávio.
Na sexta, 27, pesquisa da Paraná Pesquisa colocou Flávio também ligeiramente à frente (44,4%), mas ainda tecnicamente empatado com Lula (43,8%).
Para conseguir a reeleição, o presidente Lula colocou em movimento várias ações para ganhar a simpatia dos eleitores: isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, carteira nacional de professor, ampliação do Farmácia Popular, financiamento para reformas de casa e compra de moto, botijões de graça, carteira de habilitação mais barata.
Mas tudo isso não foi suficiente para melhorar sua popularidade, dizem Duda Teixeira e Wilson Lima em "O antilula", a reportagem de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Em "Amizade por conveniência", Guilherme Resck mostra como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prioriza pautas do governo Lula em 2026, para se aproveitar da força do petista nas urnas.
Na reportagem "Casal presidencial", Duda Teixeira e Wilson Lima falam sobre o matrimônio de João Campos e Tabata Amaral. Além de mostrar força política no casamento, eles se posicionam para substituir a esquerda lulista no futuro.
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Clarita Maia (O Judiciário e as razões que a razão jurídica desconhece), Márcio Coimbra (Quatro anos de resistência), Dennys Xavier (Entre salvadores e frustrações), Josias Teófilo (O risco da informalidade permanente), Maristela Basso (Entre a coroa e o confete), Letícia Barros (A raiz psicológica das ideologias políticas), Roberto Ellery (A mãe de todas as reformas) e Rodolfo Borges (Mulherzinhas).
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