Contas públicas registraram déficit de R$ 55 bilhões em 2025, diz BC
É o pior resultado desde 2023; rombo nas empresas estatais federais contribuiu para o déficit do setor público consolidado
O setor público consolidado - que inclui União, estados, municípios e empresas estatais - registrou déficit primário de 55 bilhões de reais (0,43% do PIB) em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 30, pelo Banco Central (BC). Houve um crescimento no déficit em relação a 2024, quando o resultado negativo foi de 47,6 bilhões de reais (0,40% do PIB).
O déficit primário ocorre quando as receitas são menores que as despesas, excluindo as despesas com juros da dívida pública.
O resultado do último ano é o pior desde 2023, quando houve déficit de 249,1 bilhões de reais. Em 2025, o déficit primário do governo central - o que inclui governo federal, Banco Central e INSS - atingiu 58,7 bilhões de reais (0,46% do PIB), o que representa uma alta em comparação ao resultado de 2024: resultado negativo de 45,4 bilhões de reais (0,39% do PIB).
Já os governos regionais permaneceram superavitários, em termos primários, em 2024, 5,9 bilhões de reais (0,05% do PIB), e em 2025, 9,5 bilhões de reais (0,07% do PIB).
Em dezembro do ano passado, o setor público consolidado foi superavitário em 6,3 bilhões de reais, ante superávit de de 15,7 bilhões de reais no mesmo período de 2024.
Como mostramos, um rombo nas empresas estatais federais contribui para o resultado ruim de 2025. Elas acumularam um déficit de 5,1 bilhões de reais. É segundo pior resultado para um ano na série histórica, iniciada em 2006, quando o cálculo parou de considerar empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras.
O recorde ainda pertence a 2024, segundo ano do governo Lula (PT), quando ocorreu um déficit de 6,7 bilhões de reais. O último superávit (4,7 bilhões de reais) foi em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).
Em dezembro de 2025, as estatais federais acumularam superávit de 1,1 bilhão de reais, o que amenizou o resultado do ano. No mês passado, Crusoé mostrou que, no período de janeiro a novembro de 2025, as empresas tiveram um rombo recorde de 6,3 bilhões de reais.
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