Baixou a Sexta-feira 13 de Carnaval no STF
Atuação do Mossad, culpa dos empresários e desconfiança com a PF. Só o que se salva na reunião vazada é o táxi de Cármen Lúcia
É sexta-feira, 13, no Supremo Tribunal Federal (STF).
E, para melhorar o clima, também é Carnaval.
O vazamento de uma reunião entre ministros da mais alta Corte brasileira botou tudo de cabeça para baixo em Brasília.
Vaza Toga 2
Primeiro, uma notícia do jornal Folha de S. Paulo dava conta de que os magistrados estavam reclamando de que a reunião de quinta, em que eles forçaram Dias Toffoli a deixar a relatoria do caso Master, tinha sido gravada por alguém e que suas declarações tinham sido publicadas de forma literal no site Poder360.
Logo eles, que aceitaram as mensagens obtidas de forma ilegal dos celulares do então juiz Sergio Moro e dos promotores da Lava Jato.
Pelo teor da conversa vazada, o STF é um antro onde ninguém confia em ninguém e o que vale é a lei da vingança.
Depois que um bate, o outro revida.
“Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”, teria dito Gilmar Mendes.
Mossad
Outro descontente com a PF seria Cristiano Zanin, que teria reclamado de receber pouco material do órgão em uma ação sobre ministros do STJ.
Até o Mossad, a agência secreta de Israel no exterior, apareceu na história.
Depois de Zanin citar a empresa de espionagem Black Wall Global, Moraes comentou: "Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad".
Empresários culpados
Na nossa Corte constitucional, pouco se fala de Constituição ou de legislação. São as ideologias mofadas, a politicagem e as relações pessoais que prevalecem.
Para o comunista Flávio Dino, o relatório de 200 páginas entregue pelo diretor da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, não passa de "lixo jurídico".
Em seguida, Dino sentenciou: "É óbvio que esse não é o problema do país. Isso é para encobrir os interesses dos grandes empresários".
Eis o nível do magistrado.
Táxi da Cármen
Só o que se salva nesta Sexta-feira 13 de Carnaval no STF é a declaração da ministra Cármen Lúcia, dizendo que pega táxi, o que parece ser condizente com a realidade.
Mas melhor não esperar muita atitude a favor das instituições democráticas brasileiras dos nossos taxistas sinceros.
“Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”, disse Cármen na reunião reservada.
Ouvir o povo, mesmo que de vez em quando, pode ser um bom recomeço.
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