As promessas de Delcy Rodríguez para a Venezuela
Presidente interina afirmou que governo pretende devolver ativos estatais e prometeu eleições, mas não definiu uma data para o pleito
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira, 29, que o governo avalia oferecer ativos estatais ao setor privado e aos antigos proprietários.
Em pronunciamento feito em rede nacional, Delcy disse que o processo está avançado.
"Dei instruções para que os bens não essenciais detidos pelo Estado sejam avaliados a fim de determinar quais podem ser oferecidos ao setor privado ou devolvidos aos seus antigos proprietários. Esse processo já está bem avançado", disse.
Em janeiro, após a captura do ditador Nicolás Maduro, o Parlamento venezuelano aprovou a abertura do setor petrolífero à iniciativa privada.
Os Estados Unidos e a Venezuela, então, firmaram um acordo para que empresas americanas passassem a operar em campos de petróleo venezuelanos.
Promessa de eleições
Delcy também prometeu realizar eleições organizadas por uma "autoridade eleitoral renovada" e com participação da comunidade internacional com observadores internacionais.
Mas não garantiu quando ocorrerá.
"Haverá eleições. Todas as previstas em nossa Constituição, organizadas por uma autoridade eleitoral renovada e com o mundo como testemunha”, disse.
A líder da oposição, María Corina Machado, retornou ao país na última semana.
Ela é uma das cotadas para disputar o pleito.
No discurso, Delcy também pediu para que as forças políticas e sociais apoiem suas propostas de mudança.
"As eleições não devem ser um problema, nem devem nos fazer retroceder a tempos de confronto ”, disse.
Reformas judiciais e anistia
Delcy também afirmou que está em curso uma consulta nacional para reformar o sistema de justiça criminal.
Ela informou que o governo venezuelano aceitou uma assistência técnica da União Europeia e solicitou a colaboração do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Segundo Delcy, a Assembleia Nacional aprovou uma lei de anistia em fevereiro e que “quase 9.000 pessoas” foram beneficiadas por ela.
A presidente interina diz que 1000 pessoas foram libertadas.
Por fim, Delcy prometeu desbloquear sites que foram censurados por Maduro.
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