O Brasil deixou de ser apenas um mercado consumidor e se tornou centro estratégico da expansão de streaming na América Latina.
Essa transformação se traduz em bilhões de dólares em investimentos.
Gigantes do streaming definem Brasil como ponto estratégico e aumentam investimento em produções locais
A Netflix acompanha essa tendência, e a plataforma soma mais de 35 milhões de pessoas ativas mensalmente no plano com anúncios no Brasil, 20% acima do número de 2025.
O conteúdo nacional também ganha força internacionalmente: as horas assistidas de produções brasileiras cresceram 39% no mundo em um ano.
Em 2025, o streaming estava presente em 44,4% dos lares brasileiros com televisão. No mesmo período, o mercado de TV por assinatura seguia em queda.
Analistas apontam o país como um dos mercados mais promissores para vídeo digital nos próximos anos, justificando as movimentações bilionárias.
O país dispõe de público engajado, talento criativo consolidado e histórias com potencial de circulação global.
A Disney considera o Brasil um dos 10 mercados mais importantes do mundo para seus negócios.
A Amazon pretende mais do que dobrar, até 2030, o número de produções Originais locais em relação a 2026.
Para 2027, a plataforma anunciou mais de 25 novos títulos para seus cinco principais mercados da região, com destaque para produções que exploram histórias conhecidas do público brasileiro.
A série de sucesso “Tremembé” terá sua segunda temporada, assim como produções sobre Marília Mendonça, um reality de relacionamento com direção criativa de Boninho e a série documental “Quem matou PC Farias?”.
Esportes como motor de audiência dos streamings
Os esportes ao vivo ganharam espaço central na disputa entre as plataformas.
Esse modelo combina receita de publicidade e engajamento de longo prazo. A audiência estimada na região já supera 60 milhões de fãs em 2026.
A estratégia marca uma mudança estrutural, e o Brasil deixou de ser mero consumidor de conteúdo e se consolidou como base produtiva estratégica para negócios de escala latino-americana.
O país atrai investimentos das principais empresas do setor.








