A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última terça-feira (25), a apreensão de lotes falsificados do Sculptra, um bioestimulador de colágeno, depois que a fabricante identificou unidades irregulares em circulação no mercado.
Os itens adulterados representam risco à saúde de quem os utiliza. A própria detentora do registro, a Galderma Brasil Ltda., denunciou a falsificação.
Lote de medicamentos falsificados são descobertos e têm venda proibida pela Anvisa
De acordo com a Resolução número 3.335/2026, publicada no Diário Oficial da União, as unidades falsas têm caixa branca, enquanto a embalagem legítima é magenta.
A partir dessa publicação, ficam proibidas a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso de qualquer unidade com essas características fora do padrão.
A restrição vale para todos os itens que apresentarem a embalagem divergente, sem limitar a proibição a um lote específico.
A Galderma já havia alertado sobre falsificações do bioestimulador.
Em fevereiro deste ano, a empresa denunciou à Anvisa uma versão irregular do mesmo item, fabricada por uma empresa desconhecida e identificada em apenas um lote.
Dessa vez, o órgão regulador ampliou o alcance da medida.
A apreensão, a distribuição, a divulgação e o uso de qualquer unidade com a embalagem divergente estão proibidos, independentemente do lote de fabricação.
Como agem os bioestimuladores de colágeno
Bioestimuladores de colágeno são substâncias aplicadas por injeção que estimulam o próprio organismo a produzir mais colágeno ao longo do tempo.
O resultado aparece de forma gradual, com melhora na firmeza e na textura da pele.
A aplicação desse tipo de substância deve ser feita com avaliação profissional prévia, já que envolve técnica específica e riscos que variam conforme a origem e a qualidade do material injetado.








