Fundada em 1900, a Ponte Preta é uma das agremiações mais antigas do futebol paulista. Neste momento, porém, o clube de Campinas enfrenta uma crise que pouco tem a ver com sua história: os jogadores entraram em greve e já discutem a possibilidade de pedir W.O. em partidas da Série B, por causa de meses de salários e direitos de imagem atrasados.
Elenco cobra atraso de até seis meses
A lanterna da segunda divisão pertence à Ponte Preta, que soma apenas dez pontos em 24 rodadas disputadas. Nos últimos cinco jogos, o time somou dois empates e três derrotas, incluindo uma goleada por 6 a 0 para o Vila Nova, em Goiânia.
Antes mesmo dessa partida, atletas já haviam publicado nas redes sociais desabafos sobre a falta de pagamento e sinalizado que poderiam parar as atividades caso a situação não fosse resolvida.
Em nota divulgada pelos próprios jogadores, o elenco afirma que a maioria dos atletas não recebe salários e direitos de imagem há meses, em alguns casos há até seis meses. O texto também acusa a diretoria atual de ter abandonado o dia a dia do clube, deixando o grupo sem qualquer garantia ou explicação sobre quando os valores serão pagos.
Paralisação pode resultar em W.O. nos próximos jogos
Diante do impasse, os jogadores avaliam suspender as atividades e, na prática, entrar em campo sem condições de completar a equipe nos próximos compromissos da Série B, o que resultaria em W.O. para a Ponte Preta.
A situação reforça um problema recorrente no futebol brasileiro fora da elite: clubes tradicionais que enfrentam dificuldades financeiras severas justamente nos momentos em que mais precisam manter o elenco motivado para reverter uma campanha ruim na tabela.
Casos parecidos já se tornaram comuns na Série B ao longo de 2026. Times historicamente ligados à elite do futebol nacional, mas hoje disputando a segunda divisão, enfrentam dificuldade para manter em dia os pagamentos ao elenco, o que costuma se refletir também no desempenho dentro de campo.
Na tabela, a distância entre a Ponte Preta e a zona de acesso já é grande, e o clube corre o risco de viver mais uma temporada voltado exclusivamente para escapar do rebaixamento, em vez de brigar por posições mais altas.








