O senador e ex-jogador Romário de Souza Faria (PL-RJ), bicampeão mundial pela seleção brasileira em 1994 e 2002, devolveu na terça-feira (25) aos cofres públicos o valor de R$ 29.048,49, equivalente a um mês de seu subsídio líquido no Senado Federal.
A restituição, efetuada por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU), cobre o período em que o parlamentar esteve nos Estados Unidos como comentarista esportivo da Copa do Mundo de 2026.
A polêmica
A presença de Romário na Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, gerou um debate acalorado no Congresso Nacional e na opinião pública. No caso, era questionado o fato de o senador receber subsídio mensal por exercer mandato enquanto atuava em outra atividade profissional, que no caso era a de comentarista esportivo.
O impasse se intensificou em junho, quando o senador anunciou publicamente que abriria mão da remuneração durante o torneio. A declaração, no entanto, esbarrou na Advocacia-Geral do Senado, que concluiu que não havia caminho legal para a renúncia formal ao subsídio ou para a suspensão do pagamento.
O entendimento foi de que o subsídio parlamentar é vinculado ao exercício do mandato e não pode ser objeto de desistência unilateral do parlamentar. A única alternativa jurídica viável foi a restituição posterior do valor já creditado, o que o romário fez na terça-feira.
O que ele fez durante a Copa?
Mesmo durante o torneio, Romário manteve o exercício do mandato e participou de sessões plenárias e votações por videoconferência, de acordo com as normas regimentais do Senado que permitem o voto remoto em alguns casos. A atuação como comentarista foi exercida nos intervalos, em dias de jogos da Seleção Brasileira.
“Eu fui à Copa porque tenho história ali, com a seleção brasileira e com o futebol. Não era uma questão financeira, era uma questão de compromisso”, afirmou o senador ao justificar sua presença no torneio.
Ele ressaltou que a decisão foi pessoal e intransferível e que não representou ausência de suas obrigações parlamentares.








