Pedro Milanez foi o primeiro funcionário contratado pelo Nubank, onde passou cinco anos, os quatro últimos cuidando da operação de cartão de crédito. Depois de deixar o banco digital, cofundou a proptech Lastro. Em agosto de 2024, ao lado de Yuri Mannes, ex-vice-presidente de inovação da BR Media Group, criou a Aro, fintech que usa inteligência artificial para ajudar pessoas a encontrar crédito mais barato.
Base de clientes cresceu 26 vezes em oito meses
O produto principal da Aro é um agente de IA que analisa a vida financeira do usuário e cruza esse perfil com as opções disponíveis entre os parceiros da plataforma, hoje mais de 40 instituições e empresas do mercado financeiro.
Em vez de o usuário preencher cadastros repetidos em diferentes sites de crédito, a inteligência artificial faz essa busca automaticamente.
A ferramenta também atua na renegociação de dívidas, mostrando condições de desconto e opções de parcelamento para quem já está endividado.
Em oito meses, a base de clientes da Aro multiplicou por 26, passando de menos de 20 mil para mais de 500 mil cadastros. Nesta semana, a empresa lança uma nova versão do aplicativo, com mais informações sobre a vida financeira do usuário e integração maior entre o agente de IA e as ofertas de crédito disponíveis.
Empresa não cobra do usuário e vende tecnologia aos parceiros
A receita vem de duas fontes: comissão paga pelos parceiros quando um crédito é efetivamente contratado, e venda de serviços tecnológicos para instituições que ainda mantêm parte da análise de crédito em processos manuais, como verificação de documentos, holerites e extratos bancários.
A Aro digitaliza essas etapas, incluindo coleta de dados e biometria, e vende essa infraestrutura como um segundo negócio dentro da própria plataforma.
A empresa saiu do modo discreto de operação em abril, quando anunciou uma rodada pré-seed de US$ 2,5 milhões, cerca de R$ 12,5 milhões, liderada pelas gestoras argentinas ONEVC e 17Sigma, com participação de Norte Ventures, da americana Gilgamesh e da Grão VC.
Com o capital captado, a Aro também mantém uma linha própria de crédito pessoal sem garantia, com valor de até R$ 200, usada mais como ferramenta para entender o comportamento financeiro dos usuários do que como fonte relevante de receita no momento.








