Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, descartou disputar a presidência da Fifa, mas intensificou a pressão sobre Gianni Infantino para que renuncie ao cargo.
A crise que envolve o mandatário da entidade máxima do futebol mundial abriu espaço para o surgimento de adversários antes da votação marcada para março de 2027.
Rival de Infantino abre o jogo sobre candidatura à presidência da Fifa
Desde que Infantino anunciou um plano para arrecadar até US$ 20 bilhões em investimentos privados com a venda de uma participação minoritária nos direitos comerciais de torneios como a Copa do Mundo, o dirigente enfrenta forte resistência.
Confederações continentais acusaram-no de “engano” após recuar da proposta, e a Uefa ameaça boicotar as competições organizadas pela Fifa.
Em entrevista ao podcast britânico The Rest is Politics: Leading, Ceferin afirmou que Infantino pode perceber a falta de apoio político não apenas entre os votantes, mas também entre torcedores, jogadores, treinadores e outros integrantes da comunidade do futebol.
O presidente europeu indicou que esse cenário poderia abrir espaço para o surgimento de candidatos de oposição.
Ceferin confirmou que não será o desafiante em março, mas alertou que Infantino poderá enfrentar um candidato de oposição, embora ainda não saiba quem será.
Infantino lidera a Fifa desde 2016 e era considerado favorito absoluto para conquistar um quarto mandato consecutivo antes da controvérsia.
Prazo para candidatos e divisão europeia
A Fifa estabeleceu o prazo de 18 de novembro para que candidatos da oposição formalizem suas candidaturas.
A reação negativa à proposta de venda de uma participação minoritária nos direitos comerciais pode dividir o esporte global, enquanto a Uefa mantém as condições para boicotar as competições da Fifa.
A Uefa alertou que o pedido de desculpas de Infantino e a retirada do plano não foram suficientes para encerrar a crise.
O Mundial Feminino Sub-20 pode ser um dos primeiros torneios afetados pelo boicote europeu, enquanto cresce a incerteza sobre a disputa pela liderança da Fifa.








