O governo britânico respondeu com firmeza nesta semana à exibição de uma faixa política pela Seleção Argentina, reafirmando que as Ilhas Malvinas são do Reino Unido. A declaração foi feita por um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer, em resposta à mensagem “Las Malvinas son Argentinas” exibida pelos jogadores argentinos após a vitória na semifinal da Copa do Mundo.
Em nota oficial, o gabinete do primeiro-ministro declarou: “A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Falkland certamente são. Nossa posição permanece inalterada”
O porta-voz enfatizou que a soberania britânica sobre o arquipélago do Atlântico Sul é inquestionável e fundamentada no direito à autodeterminação dos ilhéus, citando o referendo de 2013 no qual 99,8% dos habitantes votaram pela permanência como território britânico.
Pedido de investigação
Além da resposta aos jogadores argentinos, o governo britânico também pede a investigação do caso. O Secretário de Negócios e Comércio, Peter Kyle, classificou o ato dos jogadores argentinos como “totalmente inadequado” e confirmou que o Reino Unido solicitou à FIFA a abertura de uma investigação disciplinar contra a Associação Argentina de Futebol (AFA).
Processo disciplinar
A FIFA confirmou que seu comitê disciplinar independente abriu um processo contra a AFA por violação do Código de Conduta dos Estádios, que proíbe explicitamente a exibição de mensagens políticas em competições oficiais.
A entidade máxima do futebol está avaliando os relatórios da partida para determinar as sanções, que devem incluir multas financeiras à federação argentina.
Especialistas em regulamento esportivo indicam que, seguindo precedentes como o caso de 2014 contra a Eslovênia, qualquer punição não será aplicada antes da final do torneio, permitindo que os jogadores envolvidos participem da decisão contra a Espanha.
Disputa pelas Malvinas
A tensão entre as duas nações remonta à ocupação britânica das ilhas em 1833 e foi marcada pelo conflito armado de 1982, quando o exército argentino foi ocupar as ilhas, que são geograficamente próximas ao país, no Oceano Atlântico, que resultou em 907 mortos.
Enquanto Londres baseia sua legitimidade na administração contínua e na vontade da população local, Buenos Aires sustenta que herdou os direitos de soberania da Espanha e classifica a presença britânica como uma “situação colonial”.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, havia reiterado recentemente a disposição de seu país para negociações bilaterais, descrevendo as ilhas como uma “situação colonial especial” que deve ser resolvida pacificamente, posição rejeitada pelo Reino Unido por ignorar o direito à autodeterminação dos ilhéus.







