Uma diferença de mais de 30 pontos percentuais separa o que os servidores municipais de Porto Alegre pedem e o que a Prefeitura oferece na negociação salarial deste ano.
O impasse levou o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) a marcar uma assembleia para esta segunda-feira (13), quando a categoria vai decidir se mantém a greve iniciada na última sexta-feira (10).
O Simpa reivindica reposição integral de perdas salariais estimadas em 34,16%, acumuladas ao longo dos últimos anos, além de outros benefícios que o sindicato afirma estarem congelados. A Prefeitura, por sua vez, oferece reposição de 4,27% no vale-alimentação dos servidores.
O encontro que não aconteceu
Na sexta-feira (10), servidores fizeram uma caminhada da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio até o Centro Administrativo, onde esperavam se reunir com o prefeito Sebastião Melo (MDB).
O horário do encontro foi antecipado em meia hora a pedido do próprio sindicato, mas a reunião não chegou a acontecer. Em publicação nas próprias redes sociais, Melo afirmou que, no horário combinado, os representantes do sindicato optaram por não subir para a reunião, “descumprindo o acordo”.
Caso a categoria decida manter a mobilização, a expectativa é de que a próxima assembleia já avalie a possibilidade de aprovar uma greve por tempo indeterminado, com início previsto para a próxima sexta-feira (17).
Um impasse que se arrasta há meses
A negociação está ligada à chamada Data-Base 2026, período anual de discussão salarial da categoria. Entre os pontos discutidos estão a aplicação da primeira parcela da reposição inflacionária referente a 2023 (1,54%), com reflexo no 13º salário, e um complemento para servidores com salário base abaixo do mínimo nacional, com efeito retroativo a janeiro.
Segundo o sindicato, o principal impasse está na reposição referente aos dois últimos anos e a perdas que remontam ao período da pandemia, pontos que a proposta apresentada pela Prefeitura ainda não contempla.
Os setores afetados pela paralisação
A greve dos municipários de Porto Alegre afeta diretamente serviços como educação, com faltas de professores em escolas municipais, além de outras áreas da administração pública ligadas à categoria.
A definição da assembleia de segunda-feira deve indicar se a paralisação se estende nos próximos dias ou se um novo acordo é fechado entre sindicato e Prefeitura.








