Os Seattle Seahawks, atuais campeões do Super Bowl, foram vendidos por US$ 9,612 bilhões (aproximadamente R$ 49 bilhões) a um grupo de investimento liderado pelo magnata da tecnologia Vinod Khosla. O acordo, fechado com o espólio do falecido cofundador da Microsoft, Paul Allen, supera em mais de 50% o recorde anterior da NFL, estabelecido em 2023.
A venda, anunciada oficialmente nesta segunda-feira, torna os Seahawks a franquia esportiva mais valiosa já transacionada nos Estados Unidos.
Rivalidade
O aspecto que chamou a atenção na negociação é o fato de que Khosla tem participação no San Francisco 49ers, o maior rival divisional dos Seahawks. Khosla e seu filho, Neal, adquiriram uma participação minoritária de 3,1% nos 49ers em maio de 2025.
De acordo com as rígidas regras de propriedade da NFL, que proíbem a posse cruzada de franquias, os Khosla são obrigados a vender totalmente sua participação nos 49ers antes que a aquisição dos Seahawks seja homologada.
A medida visa eliminar qualquer conflito de interesses na conferência NFC West, onde a rivalidade entre as duas equipes é intensa e decisiva para os playoffs.
Neeru Khosla, esposa de Vinod, será listada como a proprietária controladora dos Seahawks, enquanto Neal Khosla assumirá um papel de liderança operacional na gestão do time.
Valorização recorde
A transação de US$ 9,612 bilhões representa um aumento de 59% sobre os US$ 6,05 bilhões pagos pelo Washington Commanders em 2023, consolidando a tendência de valorização explosiva das equipes da NFL.
Paul Allen havia comprado os Seahawks por apenas US$ 194 milhões em 1997, um investimento que se valorizou mais de 4.900% em menos de três décadas.
A venda ainda depende da aprovação formal de pelo menos 24 dos 32 proprietários das equipes da liga. O Comitê de Finanças da NFL deve revisar os detalhes do acordo nas próximas semanas, com uma votação especial dos proprietários prevista para o final de agosto de 2026.








