Um modelo parecido com o do sambódromo do Anhembi, em São Paulo, pode chegar a Porto Alegre. A Prefeitura da capital gaúcha abriu, entre os dias 14 e 28 de julho, uma consulta a empresas e produtores de eventos interessados em administrar o Complexo Cultural do Porto Seco, espaço que sedia os desfiles de carnaval da cidade.
As inscrições para participar dessa etapa vão até 13 de julho.
A etapa é conduzida pela Secretaria Municipal de Parcerias (SMP) e consiste em reuniões individuais com empresas do setor de eventos, para colher contribuições técnicas que ajudem a desenhar o modelo de parceria público-privada.
Depois dessa consulta, a Prefeitura ainda vai realizar audiência pública antes de definir os termos finais do edital de concessão.
O que o Município quer para o espaço
A proposta da Prefeitura é transformar o Porto Seco em um centro de eventos com programação ao longo de todo o ano, e não apenas durante o carnaval. O projeto prevê a construção de arquibancadas definitivas no local, hoje montadas de forma provisória a cada temporada de desfiles.
Mesmo com a mudança de gestão, o edital assegura que a realização do Carnaval de Porto Alegre continuará sendo uma obrigação contratual da futura concessionária, o que protege a tradição carnavalesca mesmo com a entrada da iniciativa privada na administração do espaço.
O investimento que já começou
A Prefeitura já contratou, por R$ 2,5 milhões, uma consultoria técnica de 18 meses para estruturar o projeto de parceria, com apoio da estatal paulista São Paulo Parcerias.
Segundo o secretário municipal de Parcerias, Giuseppe Riesgo, a meta é entregar infraestrutura definitiva à comunidade carnavalesca, gerar empregos e impulsionar a economia da região.
Espaço com mais de duas décadas de história
Inaugurado em 2004, mesmo com obras ainda inacabadas na época, o Complexo Cultural do Porto Seco é considerado patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e fica na zona norte de Porto Alegre, no bairro Rubem Berta.
A pista de desfiles tem 341 metros de comprimento e recebeu investimento inicial de R$ 50 milhões.








