O advogado e empresário Alex Cavaleiro busca obter, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de marcas emblemáticas da cultura pop brasileira das décadas de 1970 e 1980, incluindo os icônicos chicletes Ping Pong e Ploc, além das marcas Taito e Mash.
Enquanto disputa os nomes das marcas no Instituto com a Mondelez, detentora original das marcas, Cavaleiro busca ativamente investidores para viabilizar o relançamento desses produtos, apostando no forte apelo emocional que exercem sobre várias gerações de consumidores.
A aquisição dos direitos foi possível após o INPI declarar a caducidade dos registros anteriores. A legislação brasileira prevê o cancelamento de marcas que não possuem uso comercial genuíno por um período superior a cinco anos.
No caso dos chicletes, a antiga detentora, a multinacional Mondelez, reconheceu em documentos processuais que os produtos não eram vendidos desde 2015, embora tenha manifestado interesse em relançá-los no futuro.
Disputa judicial
Apesar da decisão administrativa favorável a Cavaleiro, o cenário jurídico ainda apresenta obstáculos. A Mondelez recorreu da decisão do INPI, e o processo se encontra em tramitação, o que impede, por enquanto, a comercialização imediata dos produtos sob as marcas originais.
Cavaleiro, que identificou a oportunidade ao pesquisar produtos de sua própria juventude, defende que sua intenção é a reativação industrial. “Não quero falar quantas marcas tenho. Mas, todas as vezes que peço uma marca, nunca é com a intenção de vender para alguém. A ideia é ter um negócio”, afirmou o empresário em entrevista recente.
Estratégia da nostalgia
Enquanto aguarda a definição judicial sobre o Ping Pong e o Ploc, o empresário já colocou em prática sua estratégia de explorar a memória afetiva do público com novos produtos. Recentemente, foi lançado o chiclete Fiel Macabra, desenvolvido em parceria com uma torcida organizada do Corinthians.
Segundo analistas, a movimentação de Cavaleiro destaca uma tendência de mercado em que a propriedade intelectual de marcas “adormecidas” se torna um ativo valioso devido às ondas de nostalgia do público.








