O site www.podefalar.org.br funciona a porta de entrada da plataforma Pode Falar, novo serviço gratuito de atendimento em saúde mental voltado a adolescentes e jovens de 13 a 24 anos em todo o país.
A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e tem capacidade para realizar cerca de 11 mil atendimentos por mês, uma média de 15 acolhimentos por hora.
O primeiro contato do usuário acontece por meio de um chatbot, um assistente automatizado que conversa por texto e apresenta conteúdos sobre saúde mental em linguagem simples, para ajudar o jovem a entender melhor o que está sentindo.
Quando identifica a necessidade de um acompanhamento mais próximo, o sistema encaminha a conversa para um atendimento humano, individual.
Quem faz o atendimento
Os acolhimentos individuais são feitos por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sempre sob supervisão de professores e com formação contínua.
O serviço funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília, e permite que o usuário permaneça anônimo durante todo o processo.
Por que esse tipo de serviço é necessário
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental, sendo depressão, ansiedade e transtornos de comportamento as principais causas de incapacidade nessa faixa etária.
A entidade também aponta o suicídio como uma das principais causas de morte entre pessoas de 15 a 29 anos, o que reforça a importância de identificar sinais de sofrimento psíquico o quanto antes.
O serviço não substitui o SUS
Segundo o Ministério da Saúde, a plataforma funciona como complemento, e não substituto, dos serviços já oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na rede pública, o cuidado em saúde mental costuma começar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, quando necessário, o paciente é encaminhado para atendimento especializado nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades com equipes de médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros, que não exigem agendamento prévio para o primeiro acolhimento.
Para situações de ajuda imediata, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito 24 horas por dia, pelo telefone 188, pelo chat no site cvv.org.br ou por e-mail.








